segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Então, o que é que nós temos?

Pra mim o amor tem que ter leveza, paz, um estado de espírito bom e um senso de humor similar. Pra mim o amor tem que ser criado dia-a-dia. Amor não tem que ser espera, tem que ser construir os caminhos aos poucos. Amor cheio de espera cansa. Amor é trabalho, amor é esforço, amor é cercar-se de amigos, amor não enche barriga mas é barriga cheia de vida. Amor é perdoar, amor é rir das brigas, amor é relevar, amor é saídas e músicas e jantar a luz de velas. Amor é deitar na grama e não se importar com o resto. Amor é escrever, assim, do nada. Amor é ter o mesmo plano pro futuro, é ser diferente, mas ter a mesma visão de mundo e do que se quer alcançar. Amor é a dor de parir, amor é mandar pra puta que pariu tudo que não acrescenta. Amor é aquela vontade de beijar com os olhos. Amor é dormir do lado, ouvir o ronco e sorrir. É agradecer. É sentir o cheiro. É lembrar do gosto. É viajar. É assumir responsabilidade. Amar não é pra você, é pelo outro. É assegurar a felicidade de quem se ama. Amar é zelar, amar é ser paciente. Amar é crescer, amar é mudar. Amor não muda, amor transforma, amor é palavra e gesto. Amor não é só ter um ao outro. Então, o que é que nós temos?

Forgive

Eu queria te dar de Natal um lindo presente que eu sei que você ia gostar muito. Pensei em livros, cadernos de anotação ou coisas de Freud, porque sabe lá Deus o porquê de você gostar tanto desse cara, mas depois de quebrar minha cabeça, - e meu cofre - eu percebi que eu deveria dar a você um bem muito mais precioso: meu perdão.
Você me fez acreditar que tava tudo bem e que nada, absolutamente nada, poderia dar errado e mesmo a gente tendo um prazo de validade, ou seja, mesmo eu sabendo que você ia embora e que isso ia acabar, você conseguiu desviar do plano inicial e cair fora bem antes. Eu te perdoo por jogar comigo o mais vil dos jogos, sabendo como eu era ruim nesse tipo de coisa, sabendo como eu precisaria de várias e várias sessões de terapia pra superar os meus problemas do passado que me quebraram lentamente. Você me alimentou de esperanças, de felicidade e de "amor", esperou até que eu me envolvesse pra poder repentinamente cortar laços comigo sem que eu tivesse a chance mesmo de lutar, me defender ou só de gritar com você.
Que porra de jogo é esse, cara? Você disse que não ia fazer isso, que comigo era diferente e eu não precisava me preocupar com isso, porque os outros caras faziam jogos... Não você. 
Tu criou outro nível de mágoa, uma que queima, arde e demora pra caramba pra cicatrizar só pra me lembrar todos os dias que você esteve aqui.
Você esteve aqui e sumiu.
A culpa não é só sua. Eu que fui burra e caí na sua, quando eu devia ter ouvido meu instinto falando que era uma cilada de novo, que eu ia me foder de novo e que não ia ser só no bom sentido da coisa.
Eu odiei você porque você me magoou.
Mas no espírito do Natal, eu vou largar isso de mão, vou enxugar umas lágrimas bestas da cara e vou te dar um enorme presente.
Toma aqui meu perdão...
E não volta mais.

domingo, 29 de dezembro de 2013

Sobre a dureza das coisas

O que é pra durar, dura.
A vida é pra durar, dura.
A rapa é pra durar, dura.
E a água mole em pedra dura...
Bateu, furou.
Tirou o ar do peito,
Inundou,
De despeito,
Naufragou o respeito.
E o amor,
Que era pra durar,
Foi só efeito.
Rarefeito.
E pouco a pouco desfeito.
No meu imaginário,
Não era pra ser duro assim,
Era só
Pra durar.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Fragrante flagrante

O seu cheiro me tomou de assalto no meio do dia. O espaço ermo estava carregado agora das lembranças, nítidas e ainda tão distantes, das coisas que eu e você vivemos. Um fragrante flagrante. Eu não penso mais tanto em você como eu costumava, mas quando eu penso ainda dói um pouco, uma dor obtusa mas branda, que me preenche toda e se esvai. Ainda sinto sim falta do teu abraço, da tua forma de me olhar, ainda que tão distante da forma como eu desejava ser olhada. E senti falta do seu sorriso mesmerizante e da sua voz que completava perfeitamente o tom da minha nos dias de música. Senti sua falta e passou.
Busquei eliminar as portas, as janelas, criei muros, uma vida longe de você e uma persona longe de você.
Por que o seu cheiro me tomou de assalto e me trouxe á tona uma verdade impiedosa: eu nunca estarei pronta pra te ver de novo.

domingo, 1 de dezembro de 2013

Aquele Abraço

O seu abraço apertado, aquele cheio de paixão e que me faz pensar que todo mundo foi embora e só tem eu e você.
Saudades dele.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Fade

Impressionante é que quando você aparece na minha frente, logo logo seus olhos parecem que estão desaparecendo e como numa reação em cadeia, todas as projeções que eu tinha pra nós vão sumindo junto.
Não tem mais você na foto do nosso casamento.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Nuvem

Eu fico e você vem.
Porque a cada hora do dia parece que eu tô ficando tão leve que eu tô voando e todas as minhas palavras chegam ao chão antes que eu pense em me ancorar de volta e sair desses estado de leveza que eu nunca pensei que pudesse existir.
Vem aqui pra gente continuar de onde a gente parou.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Fala Baixinho

Me diz o que eu tenho que falar ou fazer pra conseguir você onde eu quero.
Porque hoje a única coisa que eu queria era que você realizasse aquele sonho.

When We're Naked

Todas as nossas palavras viraram ar bem na nossa frente, elas devagarzinho tão embaçando o vidro do carro, nossa visão do mundo, tão obstruindo nossas gargantas.
Vamos parar de falar e começar a agir? Acho que já é hora da gente começar.
Eu gosto mais da gente quando estamos caladinhos.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

I leave before being left. I decide.

Alguém vai ter que abandonar alguém aqui não vai? Alguém vai deixar de falar primeiro, não é? Alguém vai tomar o primeiro passo pra fora desse carro, alguém vai dizer que a única alternativa é acabar com isso de uma vez, alguém vai desviar o olhar e a direção quando cruzar no meio dos corredores, alguém vai tomar a iniciativa de fazer o que tem que ser feito.

Então que seja eu.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Blues

Eu não sei se eu sinto sua falta ou falta de tudo que a gente poderia ter sido.

domingo, 27 de outubro de 2013

Carta #25

Você acredita mesmo nesse meu discursinho furado de que eu estou “muito bem, obrigada”? Cara, claro que eu não tô bem, eu tô mal. Tô mal desde o dia que te falei que não dava mais para ficarmos juntos.
Eu me precipitei, você me precipitou. Eu não estava pronta, como a cada segundo que passa ainda não estou, pra te deixar ir. Não de verdade. Mesmo que, honestamente, você nunca tenha realmente “estado aqui” pra começo de conversa.
Aí te vejo de longe, no seu mundinho, que desde que saí tem se tornado um funil cada vez mais apertado, fazendo tudo de mais banal e tudo que eu mais adoro sabe-se lá porque. É o jeito que mexe no cabelo sempre que está agoniado ou envergonhado, o modo como seus olhos se fecham e sua boca se repuxa quando está indignado, o jeito que anda despretensioso, o jeito que sorri, o jeito que dançava quando estava apenas zoando ou quando gostava de verdade de uma música, a entonação de cada palavra e o modo como falava o meu nome…
Eu não sei explicar.
Era você. É você. Nos mínimos detalhes. E por mais que eu tente te odiar pelo resto da vida, no minuto seguinte te adoro de novo.
E enquanto eu não sei lidar com o modo como você me afeta, continuo com meu discursinho, só pra que você nunca suspeite ou perceba que, na verdade, é tudo uma mentira ensaiada. 

domingo, 20 de outubro de 2013

Você sempre será meu primeiro.
Meu primeiro amor.
Meu primeiro namorado.
Meu primeiro.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Eu nunca aceitei a simplicidade do sentimento.
Eu sempre quis entender de onde vinha tanta loucura, tanta emoção. 
Nós éramos sem começo, sem meio, sem fim, sem solução, sem motivo.
Sinto falta da perdição involuntária que era congelar na sua presença tão aparentemente insignificante. Era a vida se mostrando mais poderosa do que eu e minhas listas de certo e errado. Era a natureza me provando ser mais óbvia do que todas as minhas crenças. Eu não mandava no que sentia por você, eu não aceitava, não queria e, ainda assim, era inundada diariamente por uma vida trezentas vezes maior que a minha.  

domingo, 13 de outubro de 2013

I said I was okay but I really didn't think that you were gonna take it anyway

Hoje, mais do que nunca, odiei a sua distância.
Mais do que nunca fui nostálgica, deitada na minha cama confortável, com minha vida confortável, meu teto branco se tornando cada vez mais atraente.
Não quero mais o conforto dessa vida sem você. Quero você virando tudo de cabeça pra baixo, quero noites mal dormidas, mal lembradas, risos inesperados... Quero você. De novo. E de novo.
Chega das manhãs, tardes e madrugadas sem suas incontroláveis mensagens, sem um "onde você está?". Quero seu "o que vamos fazer hoje?" e ainda mais o "sai aqui fora, tô aqui". 
Você não entende? Eu detesto essa vida sem graça. Mas se for pra ter pequenos ataques cardíacos toda vez que te vejo mais longe de mim do que nunca... Então, estou bem em minha cama confortável, com minha vida confortável e com meu teto branco.
Não minto, pois estava prestes a me sabotar dizendo que "apenas mais uma vez, mais uma noite", não. Não quero "mais uma vez". Eu quero todas as vezes possíveis. Quero deitar a cabeça no seu colo enquanto o carro está em movimento, e no banco de trás, ver o mundo de cabeça pra baixo, ver a lua gigante lá em cima, você passando o dedo em todo o meu rosto, redesenhando minha boca, minhas sobrancelhas, meu nariz...
E mais tarde, deitar no teu peito, sob aquele edredom nada discreto, e repetir minha cena preferida. Vou olhar pra cima, lá fora, e ver a lua por entre as árvores, que aparentemente sempre nos guarda, gigante e iluminada. E você me olha, tentando entrar no meu mundo, enquanto estou loucamente absorta.
Mas agora me deparo comigo sozinha, deitada, sem lua, sem mundo paralelo, sem seus dedos traçando meus sonhos arquitetônicos, sem sua paciência em sempre colocar meus fios atrás da orelha.
Odeio sua distância.
Odeio qualquer coisa que tenha levado a isso. À mim aqui, agora.

domingo, 6 de outubro de 2013

Once Upon a Lie

Eles te contam que você é uma princesa, não contando que você se estresse ou grite ou chore e pareça louca pelo menos duas vezes no mês.
Eles te contam que você deve se manter pura e só fazer o bem para os outros, mas a verdade é que sendo assim você vai sempre se dar mal, você vai acabar sofrendo, você vai ser ingênua e alguém vai te mostrar a realidade: o mundo não é dos bons, é de quem sobrevive. Bonzinho só se fode.
Vão dizer que ele virá num cavalo branco, mas não dirão que eventualmente o cavalo adoece, morre e vocês dois devem andar no barro juntos, independentemente do cansaço e a distância é tão grande que parece não ter fim.
Vão dizer que vocês se beijarão e toda a magia vai acontecer, mas não avisam que toda magia tem seu preço e isso pode te custar a sua vida, a sua liberdade, o seu espírito ou pior, sua sensatez.
E dizem que vocês se casarão, terão filhos e viverão felizes para sempre... Até que você percebe que não tem certeza se quer casar, tampouco ter filhos, que vocês não tem nada em comum mais, que vocês não sabem se comunicar, que vocês não se admiram mais e pior, não se respeitam.
E que não existe disso de felizes para sempre.
E demora um tempo até cair a ficha, que nem com o Papai Noel quando se é criança.

Aí você pega as porcarias dos livros e enfia no cu, pq isso tudo é menos real que Saci Pererê de duas pernas.

É por isso que eu sou Marte. A pior batalha é a do teu coração contra as tuas crenças. 
Merda, eu sempre vivo em guerra.

domingo, 29 de setembro de 2013

Eu vou te repetir mil vezes: estar só que é o que me incomoda, juro.
Eu estou ficando velha demais para curtir festas sozinhas, meus joelhos estão cansados, provavelmente por sua culpa, porque já ajoelhei tanto e fiz tanta promessa pra ficar contigo que por um tempo eu não sabia mais o que era estar de pé. Eu estou ficando velha demais para ir ao cinema sozinha e comprar uma pipoca pequena, quando todo mundo lá dentro está com aqueles super baldes cheios e uma pessoa ao lado.
Mas isso não significa que não me parte o coração te ver com ela, mas é só um pouquinho, porque eu não entendo como você pode ser feliz com ela se eu te faria ser pelo menos o homem mais amado do mundo, nada seria entediante com a gente... Aí eu me freio, porque eu fico enfiando na cabeça que eu preciso aceitar que você preferiu ela à mim.
Não sou obrigada a ter que te ver feliz acompanhado, por isso não estranha se eu passar por você no corredor e te der um oi sem olhar nos seus olhos.
Porque na maioria das vezes eu acho que não é você estar com ela que me incomoda e eu vou te repetir mil vezes: estar só é o que me incomoda, juro.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Durante todo esse tempo que você ficou ao meu lado me ensinando como ser sozinha, tudo indica que fiquei boa nisso.
Essa não é minha vida mesmo, essa alegria é emprestada, esse sorriso é postiço. No meu rosto decorado com pó diluível, a maquiagem é à prova de decepção - especial pra quem vaga pela noite sem o retornável desejo de quebrar a cara.
Cara, eu só queria te ver mostrando que precisa de mim, vez que outra. Que me amasse com ênfase nas vezes que não mereci ser amada. Que fizesse alguma coisa ao ver outro alguém fazendo isso tudo que você não faz, por mim.
Porque, entre me sentir inútil só pra você e me sentir inútil pro resto do mundo, optei pela diversidade.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Toda Vez

Toda vez que eu encosto minha cabeça no seu colo, eu perco um pouco o juízo. Meu coração é tomado por uma paz inexplicável e eu, com minha pose de fera, viro uma gata domesticada e dengosa. Te olho com a cara mais pateta do mundo e o sorriso se alastra pelo meu rosto. Ah, é você de novo. E eu até me esqueço que tem uma semana inteira pela frente. E naquele último segundo em que teus olhos se despedem do meu, eu me estilhaço, frágil, fragmentada. Você é a melhor parte dos meus dias e a dor que toma meu peito é angustiante naquele segundo suspenso em que te vejo ir embora ou a porta do elevador se fecha. Esperar é uma coisa que eu nunca soube fazer muito bem.
Com você só piorou, meu peito urge por você, pela tua pele na minha, pela tua voz e teu cheiro.
Ai, meu amor, toda vez que você chega, meu corpo vira saudade.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Segurei sua mão quando o ar ficou repleto das palavras que eu havia acabado de vomitar, fria e cínica, nosso fim.
Mas não há porque, não, não havia porque te confortar do meu próprio sofrimento. Essa dor é minha, não sua.
Você me olhou, como se fosse a última vez que você iria me olhar com sentimento, pegou no meus cabelos e deixou essa lembrança comigo, como você sempre mexia nos meus fios e na minha cabeça e em toda a minha vida.
E eu fui embora, sem olhar pra trás, com pressa pelo que podia me esperar agora, com pressa pelo que eu esperava que a partir daquele momento você pudesse fazer, com pressa.
O rubor no meu rosto exteriorizava a raiva que assumia lugar em meu coração, cada passo meu dado com o peso de 1, 2, 3, talvez 4, talvez 6 meses passados, pesados demais para serem carregados sozinha.
E dessa vez não olhei pra trás, depois da batida da porta; ali pensei que seria a última vez que bateria a porta do seu carro; mas dessa vez, daquela vez, não fui eu quem olhou pra trás.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

In: Paciência

Não tenho estado
Em meu estado
Normal
Ausentar-se
Abstrair-se
Perder-se
Num canto qualquer
Não adianta
Continuar
Só pra juntar poeira
Nesse amor de armazém
Estocado
Pra se houver alguma emergência
Fazer com que nós
Em nosso Estado
Sobrevivamos
Nesse castelo
Nessa fortaleza
Nessa prisão.
Céus
Queria que o teto
Fosse de vidro
Não pra que atirassem pedras
Mas pra que pudessémos olhar pra cima
E lembrar o que é paraíso
Para isso
Seria preciso
Mostrar imperfeição
E como temos medo disso
E como temos medo
E como somos medo
E amor armazenado.

domingo, 8 de setembro de 2013

Poema dos dizeres pra um garçom após doses de tequila no fundo de um bar esquisito

Não sei como escapo do meu corpo
Que urge em lembrar do seu
E do peso dele
E da minha escolha
Aqui
De novo
Óvni
Ovo
É preciso renascer
Ou crescer
E você não cresce
E a gente nem renasce
Nem ressurges tu num cavalo branco
Branco deveria
Ser a cor da utopia
Mas quem é que lembraria
Que branco nem é cor
Branco é a soma
E você não some
E fica aqui dentro de mim, insone,
Igual
Estático
O mesmo gosto
O mesmo desgosto
O mesmo desgaste
Não sei como escapo do teu corpo
Agora deixe-me achar
O fundo do copo
Que o do poço
Eu já achei tem tempo.

Ave Verso

Ave Verso!
Vinde avesso
Que na pressa
Ás vezes
Ás avessas
O destino aparece
Inverso
Num universo
Singular de infinitos

Brinde pelas vezes
Que em teus olhos me desconcentro
perdido no azul-mar de amar
Que me afunila pra dentro

Ave-verso
Vinde e me permita voar
E poder partir
Sem me partir de ti
Desengaiolar

Pra virar verso-passarinho
Liberdade te pedi
E troquei o céu azul
Pela verde grama
Ave Verso de Mau Agouro
Virei perdiz
E os pés andam
Bem fincados no chão
E nem sei mais
Ser feliz.

sábado, 7 de setembro de 2013

Três verdades

Eu já chorei 3 vezes esse ano, por 3 pessoas diferentes, e por 3 motivos diferentes. Mas no fim das contas, é sempre porque elas vão embora. Elas sempre vão embora.
Eu podia ter fingido em cada um que eu não me importava, como nunca me importei muito com ninguém. Mas a partir do momento que minhas lágrimas caíram incessantes de meus olhos, percorrendo todo meu rosto enquanto eu cuspia qualquer coisa entalada dentro de mim, cada um deles soube. Eu me importava.
Mais do que eu podia fingir.
Me importo tanto que antes mesmo que eu pudesse pensar em mentir sobre meus sentimentos eu jorrei e derramei verdade.
Talvez eu tenha me tornado mais fraca a medida que fico mais velha. Ou mais corajosa, ou mais inconsequente ou menos incomodada com o que os outros vão pensar de mim.



segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Ah, foi bom

E eu que pensava que te esquecer era difícil, mal sabia que te tirar da minha vida ia ser cem vezes mais doloroso. Na realidade, as duas coisas estão bem associadas, não é?
Resolvi te tirar da minha rede social favorita, dos meus planos e pensamentos, da minha rodinha de amigos, de todos os lugares e se eu te visse, imediatamente olhava pra baixo, só pra evitar ser sugada de novo pra dentro dos seus olhos que me chamam incessantemente. E todo dia eu lutava contra mim mesma pra não investigar como andava sua vida só pra ver se eu fazia parte minimamente dela.
Mas aí eu percebi seu descaso comigo e me veio uma epifania, me veio que talvez um dia a gente talvez tenha sentido a mesma coisa, ou só eu tenha sentido e fantasiado tanto que você sentia também, que pra mim era verdade. Mas a verdade é que eu nunca quis saber o que você sentia por mim, porque era muito mais fácil ficar no escuro do que tomar um não (inevitável) na cara.
Doeu quando eu te tirei da minha vida, doeu quando eu parei de reconhecer sua presença nos corredores, parei de te ver comendo sozinho na cantina e sentindo vontade de sentar do seu lado e saber da sua vida. Doeu muito, doeu como uma facada em todos os órgãos vitais, doeu porque eu vi que a minha sentença foi uma vida que você não faria parte nunca e, lentamente, a sua foto no porta retrato do nosso casamento foi desaparecendo.
Hoje, depois que eu já te esqueci e, por isso, te tirei da minha vida, eu vejo você tá feliz e no fim das contas, foi bom que eu tenha aniquilado toda e qualquer esperança sobre a gente. Mas isso não significa que eu estou feliz por você, só que eu agradeço não ter que ser parte integrante mínima da sua vida.

"Só pra você saber
Eu esqueci você
Um mês depois de você me esquecer de vez"

domingo, 1 de setembro de 2013

We can't be friends

Eu quero começar uma discussão.
Eu quero gritar com toda a força que meus pulmões puderem me dar.
Quero conter o impulso de socar sua bochecha.
Quero dificultar as coisas.
Eu quero brigar.
Brigar feio.
Quero falar coisas que eu nem sabia que queria falar.
E falar outras que eu sabia que deveria esconder.
Quero pegar outra bebida e derramar na sua camisa. De novo.
Eu quero que você me odeie e depois vá atrás de mim quando eu sair descontrolada.
Eu quero cuspir no seu rosto e nas suas desculpas.
Eu quero fazer você se arrepender.
[Quero você]
Quero você louco de raiva.
Eu quero consertar tudo depois de quebrar, pedaço por pedaço, quase invisíveis.
Quase reais.


Eu não quero ser mais uma das suas garotinhas idiotas que gostou do que teve e chora sozinha no carro numa sexta à noite enquanto você sai sem olhar pra trás.

Pra Minha Borboletinha

Deixa a dor passar
E esse sentimento, põe num casulo
Deixa ele lá seguro
Até que consigas sozinha
Preencher todo o espaço
Transformar isso em memória
E abandoná-lo no passado
Entrar pra história
E seguir em frente
Que a vida é presente
Que um dia você acordará
Teu corpo não doerá tanto assim
Tuas costas não cederão
Ao peso da angústia
Que hoje parece sem fim
Segue em frente
Vira borboleta
E aprende a rir mais
Das suas incertezas
E aprende a pousar
Nos lugares certos
E aprende a voar
Com boas pessoas por perto
E voe, voe, voe
Pra longe de tanta dor
E ria ao olhar pra trás
E nem lembrar-se mais do tempo
Em que não eras só amor.
Você é meu eterno agosto, rapaz. Louco e amargo.
Seu sarcasmo sempre foi o diabo da nossa comunicação, então eu ordeno: tira esse riso sórdido do rosto, não vá pensando que essas palavras jorram da minha boca como placebo pro meu desconforto.

A dor é meramente ilustrativa, e psicológica também.

sábado, 31 de agosto de 2013

'Cos baby after all, you'll never forget my name

Sempre que você ouvir falar de ballet, você vai lembrar de mim.
Sempre que você ouvir sobre sustenido e bemol, você vai lembrar do meu cachorro.
Sempre que você passar por um Mc Donald’s, você vai lembrar do tanto que eu te fiz comer Mc Chicken Jr.
Sempre que você for ao Subway, vai lembrar das noites viradas e manhãs famintas e não terá o seu frango teriaki.
Sempre que você usar desodorante, vai lembrar como gostava das minhas lindas axilas.
Sempre que você comer coxinha vai lembrar daquelas que eu prometi que ia te levar e nunca levei.
Sempre que você sentir sono nos shows você vai cair no chão porque não terá ninguém pra te apoiar.
Sempre que você ouvir Songbird, você vai lembrar que essa música é minha.
Sempre que você acordar com Sandy e Júnior na cabeça, vai lembrar de quando eu te fazia escutar os CD’s.
Sempre que você ouvir falar da Europa, vai lembrar que eu fui e você não.
Sempre que você ver uma menina bonita vai lembrar que eu sou mais bonita que ela.
Sempre que você quiser alguém pra rir e te divertir você não terá porque step não faz isso.
Sempre que você me ver feliz, por dentro você vai chorar.
Sempre que você passar pela fau, você será vaiado.
Sempre que você sair da passagem de som no O’Rilley saberá que não terá ninguém te esperando do lado de fora.
Sempre que você tomar suco de tamarindo, lembrará de mim.
Sempre que você lembrar de algo, será de mim que você estará lembrando.
Sempre que você ver Se Beber Não Case 3, e olhar pro lado vai lembrar de quando assistimos juntos e eu não estarei mais lá.
Sempre que você ver um jogo do Náutico vai lembrar como o meu time ruim é melhor que o seu.
Sempre que você tentar fazer uma frase usando apenas emoticons vai lembrar como você nunca foi bom nisso quanto eu.
Sempre que seu fone quebrar, você vai lembrar que me emprestou seu segundo fone e que eu nunca vou devolvê-lo.
Sempre que você ver um pé torto vai lembrar que nunca será tão torto quanto o meu.
Sempre que você ver outro cara me beijar, vai desejar estar no lugar dele tocando meus lábios de mel.
Sempre que alguém fizer vídeos seus, você lembrará que eles nunca serão tão bons ou tão engraçados como os que eu fazia.
Sempre que você ouvir Start Anew vai lembrar daquela noite no seu quarto.
Sempre que você ver uma camisola de renda, vai lembrar que sempre quis ver a minha, nunca viu e nunca vai ver.
Sempre que você mostrar Júpiter Maçã pra alguém, essa pessoa nunca terá tanta paciência pra ouvir nem gostar quanto eu.
Sempre que você for à casa daquele nosso amigo, vai lembrar de quando dormimos lá.
Sempre que você ouvir falar de AutoCAD vai lembrar de quando eu te falava sobre as maleficências do meu curso.
Sempre que você ver uma posição de ballet, vai lembrar de quando eu te ensinava os passos.
Sempre que você for grosso com alguém vai lembrar que nunca, jamais, será tão grosso como você foi comigo.
Sempre que você sair com minhas amigas, vai sentir minha falta porque saberá que eu não fui porque te odeio.


Pode colocar isso no seu diário e ler ano que vem.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

L'amour

Essa noite eu sonhei com você e passei o dia inteiro com isso na cabeça. 
É um relacionamento estranho, esse meu e seu, porque eu te quero há tanto tempo que fica difícil pensar num tempo que você não era parte constante dos meus melhores planos, aqueles de fuga, em que meu destino finalmente seria cumprido e eu seria a pessoa mais feliz do mundo longe de todos os males que me foram expostos.
Foi extremamente perfeito piscar os olhos e já estar jogada toda em você, te conhecer de ponta a ponta, sem medo do que ia acontecer, sem hora pra voltar pra casa, era eu, você e o resto do mundo e eu lutei com todas as forças pra me manter sonhando, me manter com você, só um segundo mais poderia fazer toda diferença. Eu vi ali, que você é meu lugar e que eu nunca devia ter duvidado disso.
Foda foi quando eu acordei e tava sozinha na cama, todo meu cenário tinha ido embora, não tinha você em nenhum lugar e eu fui me desesperando... Mas isso só me dá mais motivo pra te procurar.
Ah... Se eu tiver sorte, meu destino tá entrelaçado no seu!

domingo, 25 de agosto de 2013

Óciúme

Hoje eu queria que você cuidasse de mim como seu bem mais precioso, queria que você me convidasse pra sair com seus amigos, pra conhecê-los. Por que ocasiões assim são raras e eu não queria que você me colocasse numa estante e fosse embora. Eu queria que você mandasse eu me arrumar em 30 minutos que você passaria aqui. Queria que você quisesse estar ao meu lado depois de um dia cansativo como esse. Mas não, você nem me convidou. Fez questão de ir sozinho e até fez cruzar na minha cabeça um horrível pensamento. "Será que ele tem vergonha de mim?". Ficar em casa a toa não resolve muito. Ócio e vício tem sonoridade similar. Mente vazia é oficina do diabo e por que diabos você me deixa sozinha? Ah, se você viesse aqui me resgatar do meu castelo de ócio, meu príncipe...
Me permiti até criar neologismo. 
Óciúme.
Esse excesso de ócio e de ciúme, de inveja de quem pode te ter por perto pra dividir uma pizza ao contrário de mim nessa noite tediosa de domingo. 
Não é justo me seviciar dessa forma. 
Não é justo, sentir saudade como eu sinto.
Óciúme, coisa que eu inventei, infernal e atormentadora.
Ai que saudade, que saudade.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Lembra-se daquela vez que fomos para lugares opostos da universidade e juramos um ao outro que nenhum dos dois olhou pra trás?

Então,

eu menti.

Eu olhei.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Chesire Cat

Eventualmente eu sabia que cada um ia seguir seu curso, que nós só fomos pegos pela mesma corrente, que nós nunca nos pertencemos e nunca nos pertenceremos embora existam mais coisas em comum entre nossas vidas do que gostaríamos de considerar. Existe ainda um pedaço de mim em você? Aquele pedaço da minha ingenuidade e esperança de que tudo desse certo? Aquele pedaço honesto de desespero por medo de perder ele e você quase um ano atrás, por querer mudá-lo. Por que havia medo de perder, havia necessidade de fazê-lo. As coisas, hoje em dia, andam numa calma estranha, mesmo com ocasionais diferenças... Eu fecho os olhos e o vejo me esperando no altar. Com mais segurança dessa vez do que a contumaz de outrora. Muito foi conquistado nesse meio tempo e é só o começo. Me pergunto se foi assim que você se sentiu com ela, mas como conversar com alguém que nem existe? Você sempre some e reaparece depois de um longo período de ausência na minha vida, quando conveniente pra você. É meu refúgio da monotonia nesses dias sem ais. Meu maior espectro de insanidade e a única parte capaz de me colocar de volta nos trilhos. Mas é só uma memória minha, uma memória que eu inventei pra me sentir menos perdida, por que de olhar pra você eu me sentia em casa mesmo que você exalasse coisa qualquer, menos constância. Sinto falta de conversar besteiras com você, de compartilhar filmes e canções. E como é estranho dividir sua vida com alguém que quase nunca está nela e ainda sim sempre estará. Por que em cada passo que eu der eu sempre vou me lembrar que nos meus momentos de maior fragilidade você sempre aparecia do nada e me dizia que tudo daria certo. É, a pior e melhor parte disso, é que não ter você por perto pra compartilhar minhas sandices e recém-descobertas incredulidades, é o maior indicativo de que tudo está bem na minha vida. Eventualmente eu sabia que cada um ia seguir seu curso, que nós só fomos pegos pela mesma corrente, que nós nunca nos pertencemos e nunca nos pertenceremos embora existam mais coisas em comum entre nossas vidas do que gostaríamos de considerar. E eu sei que sempre vai existir um pedaço de você em mim. Mas se me manter bem tem como consequência eu nunca mais te ver, que seja! Se eu sonhar por tempo o bastante lembro de você sorrindo e sorrio também. Finalmente um pouco de real(felic)idade pra nós dois.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Life on Mars

Marte é o planeta da iniciativa, da guerra, dos confrontos, da energia, da honestidade, que dá a cara tapa. Marte combina comigo e com tudo que sou, com minha incapacidade de dissimular minhas emoções, com a minha facilidade em tomar decisões impulsivas e em raramente me arrepender de algo que não fiz. Eu sou de fazer, sou de falar, sou de agir. Não tenho medo do que me espera por que no fundo eu nasci para a batalha. Eu nasci pra enfrentar os medos e guiar os outros, liderar está tão enraigado em mim quanto minhas células. Eu gosto disso, gosto de sentir o sangue fervendo dentro do meu corpo, gosto de gritar quando eu sinto que preciso, gosto de ser imprecisa, impulsiva. De botar quem merece no seu devido lugar e de amar onde der vontade. Não tenho medo de ser pega, não tenho medo de me arrepender. Prefiro fazer, porque quando se faz não existe espaço pra monotonia.
A vida em Marte é assim: intensa sempre e sem espaço nenhum pra estagnação.

terça-feira, 30 de julho de 2013

Selfish Jean

Do fundo do meu coração, menino, eu não queria que tudo se acabasse assim. Não queria ouvir da sua boca que nunca daremos em nada. Então porque faz parecer que ainda quer tanto ficar junto quanto eu?
De um jeito sereno e insano você roubou meu coração.
E eu juro que dessa vez você me pegou de surpresa, eu achei que você seria aquele que não iria embora, eu nunca te senti indo embora.
Te olhei pelo canto do olho, sentado na poltrona verde da sala com os pés ainda de meias apoiados no puff, concentrado naquele filme ruim que eu deixei passando só pra ver se nos distraia.
E eu te quis bem. Te quis muito bem ali.
Eu te quero bem (pra) sempre.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Fumaça de frio e de cigarro.

Toda vez você vem e mexe com tudo que eu sou. Devora meu juízo, detona minha calma e sempre sai andando com a mesma rapidez que chega. Meu quarto já era frio por causa desse tempo. Brasília anda louca, nunca precisei tanto de um corpo pra me aquecer (e o seu sempre cumpriu esse papel com extrema adequação).
Não quero mais sentir esse frio, tampouco a sua falta. Não quero sentir um pedaço de mim se esvair diante da lembrança dos teus dedos entre meus cabelos ou do encontro suado de nossas dermes. Não quero sentir falta dos seus olhos. 
Mas sem você tudo é marasmo, a vida passa num borrão de tons pastéis, indeterminada, andeja. Não me sinto bem comigo mesma, não me sinto bem com você. Quero só a parte boa e bonita da paixão que é o desejo, todas as outras coisas exigem de mim uma cobrança que me é alheia. Não sei exigir de você um amor que não sei nem se mereço ter. Não quero fazer disso um vício, mas você sabe me dizer o que eu preciso pra te deixar entrar só mais uma vez. 
Você sabe como arrancar minha roupa e meus suspiros. Mas não confunda isso com amor, pra que eu não te confunda. Amor é rotina. É completude. É não sentir vazio, como eu poderia te explicar se você é dono das sentenças? 
Tá aí, amar é como fumar um cigarro, você sabe que faz mal mas não desiste pela sensação boa que te dá quando você tá nisso. Mesmo sendo uma coisa que prejudica tua vida, tua liberdade, que te escraviza. Ainda assim é suave, solta uma nuvem que tem uma característica tão própria que todos ao redor sentem. Até os que se sentem incomodados...  E eles se afastam. Não suportam a nuvem. Não suportam cigarro, não suportam amor alheio.
Você sabe o que me esconde, você sabe tudo o que me nega e me aparece em sonhos num faz de conta que a gente tem um final feliz. 
Não. 
Você não tem esse direito.
Pra mim as cartas estão na mesa. 
Não quero te amar, não devo, não posso e não sei se conseguiria. Vou seguir em frente com a minha vida. Cansei. A fumaça se perdeu no ar.
Olhando bem, acho que eu prefiro o marasmo do que essa eterna incompletude.

Se Eu Fosse Falar de Amor

Se um dia eu me sentasse pra escrever apenas de amor, você seria o tema principal.
Quando eu digo amor, eu quero dizer aquele sentimento que perdura no coração, que arrebata a gente e não conseguimos ver nem onde fica o chão mais, de tão nas nuvens que a gente tá.
Se eu for falar de amor, eu tenho que te contar que esses dias são essenciais, porque eles marcam o que você significa pra mim, porque não adianta eu chegar e falar que aquele foi o último texto, o último beijo, a última manifestação de amor, quando bem lá no fundo eu sei que as coisas não são bem assim.
Se eu for falar de amor, eu tenho que contar sobre o dia que você disse que eu era linda e eu acreditei, nem que por três segundos e meio, você tava me vendo, você me conhecia e tava dizendo uma coisa tão séria pra mim como falar sobre política (ou qualquer outra coisa que tu julgar séria no mundo).
Se eu for falar de amor, eu tenho que dissertar em 30 páginas o quanto você me inspirou durante esse tempo, você despertou em mim uma vontade de brincar com palavras na esperança de brincar com seu coração. Eu sempre esperei que você um dia você visse que tudo que existe de minha autoria hoje é porque você sempre despertou meu lado artístico, o lado mais maravilhoso que eu já encontrei de mim mesma.
Se eu fosse falar de amor, eu diria que meu coração tem um buraco bem no meio onde se encaixa o seu.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Inspiração

Eu queria começar dizendo que eu não me sinto muito inspirada por você, que eu tô me agarrando à todas as lembranças inspiradoras que eu tenho só pra registrar seu momento na minha vida.
Você me causa coisas que já me deviam ser familiares e não são, mas não é amor... É mais como se você literalmente fosse meu bem, porque eu te aprecio magricelo, canalha, meigo e carinhoso, mas no fim do dia eu sempre acho que você é uma via de escape pra algo bem maior que eu ainda não consigo compreender inteiramente. Tu não diz porque senão iria te complicar na história, mas eu também sou seu bem, não me ama, mas me aceita de um jeito meio torto, calado.
A gente brinca de puxa-empurra, porque quando a gente tá lá, juntinho, é como se a mente se desligasse e a gente entrasse num estado de meditação e estivesse tão tão longe.
Você me perguntou se alguém já tinha me magoado, porque eu passei tanto tempo sem alguém concreto na minha vida e eu quase te disse a verdade, quase te disse que você era a solução pros meus problemas.
Não é só que alguém me magoou antes, é que alguém me inspirou antes.

Vênus

O planeta do amor... Ah, o amor.
Existem poucos momentos que eu vivi ou até mesmo escrevi que não fossem desprovidos de um pouco de romance que eu mesma inventei, só pra deixar as coisas mais emocionantes, pra tornar o céu um pouco mais colorido.
Você faz parte de um desses momentos e eu queria te dar um tchau ou um até logo, sei lá.
Eu vou me permitir chorar pra me despedir de você, porque você causava uma coisa dentro de mim que eu nunca vou saber explicar, era como se fôssemos ímãs com diferentes polos e eu sentisse que só você ainda não via o tanto que a gente ia poder ser feliz. Eu nunca precisei te idealizar, eu te via, em carne e osso, defeitos e maravilhas, tu é malicioso, amável, moleque, escroto, ou seja, tudo que uma garota, bem lá no fundo, quer (ou só uma garota meio masoquista sentimental, como eu).
Queria que você soubesse que todo segundo que eu passei pensando em ti valeu a pena só porque te romantizar foi algo sem esforço, o mérito é seu e você ganha a medalha por fazer o planeta do amor se sentir completamente inútil... E se eu te conheço bem, você vai aceitar todos os aplausos e a atenção, porque é disso que você gosta.
Mas cá estou eu, sem você. Lá está você, sem mim.
E a gente vive a nossa vida tão bem que parece que tudo realmente foi obra minha, que de tanto romantizar as coisas, às vezes até me faço acreditar nelas.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Beauty and the Honesty

Quem adivinhar quem é o casal ganhará uma bala 7 Belos.



My lord, I have remembrances of yours that I have longed long to re-deliver; I pray you, now receive them.

No, not I; I never gave you aught.

My honour’d lord, you know right well you did, and, with them, words of so sweet breath compos’d as made the things more rich: their perfume lost, take these again; for, for the noble mind, rich gifts wax poor when givers prove unkind. There, my lord.

Ha, Ha! are you honest?

My lord!

Are you fair?

What means your lordship?

That if you be honest, and fair, your honesty should admit no discourse to your beauty.

Could beauty, my lord, have better commerce than with honesty?

Ay, truly; for the power of beauty will sooner transform honesty from what it is to a bawd than the force of honesty can translate beauty into his likeness: this was sometime a paradox, but now the time gives it proof. I did love you once.

Indeed, my lord, you made me believe so.

You should not have believed me; for virtue cannot so inoculate our old stock but we shall relish of it. I loved you not.

I was the more deceived.

domingo, 14 de julho de 2013

Post 1

Mas se você mudar de ideia,
mas se você quiser ficar ao lado meu,
eu te escolheria, eu te escolheria todos os dias...

terça-feira, 25 de junho de 2013

Pro texto

Por um pouco mais de educação
Por animais bem tratados
Por um pouco mais de saúde
Por um pouco mais de cuidados
Por um pouco mais de tolerância
Por um pouco mais de sabedoria
Por um pouco mais de escuta
Pra nos livrar da apatia
Por um pouco mais de crítica
Por menos extremismos
Por uma política que não interfira na mídia
E genuínos sorrisos
Por um pouco mais de música,
Cinema e um pouco mais de teatro
Que de pão e circo
Todo mundo já está farto
Por mais amor ao país
Por um pouco mais de carinho
Por menos sangue derramado
Pra se livrar do jeitinho
Por respeito
Pra deixar o rancor de lado
Pra não andar na cueca
O nosso dinheiro suado
Pra não ficar retido nos bolsos
De gente que não tá nem aí
Que não precisa disso
E da nossa cara põe-se a rir
Ora vamos, vamos
Que isso tudo é só pro texto
Mas no fim das contas mesmo
É que eu te testo
Sabemos o que é certo
Mas quantos vão fazer?
O que falta é unidade
Unidade é poder
E não adianta protestar
Cada um por uma razão
É tanta desumanidade
E tão pouco coração
Em qualquer canto
E em tanto lugar
Que eu cansei de querer e esperar
Ver meu país melhor, meu povo.
Agora tudo que eu quero mesmo
É um planeta novo.

Meia-noite

Nós crescemos com essa ideia tola de que só o amor romântico pode nos suprir a necessidade de ser feliz. Vivemos tão preocupados em amar outra pessoa, que não lidamos com as nossas próprias fraquezas e nem percebemos em que pedaço paramos de nos mergulhar no outro e viramos esse apanhado de medos, incertezas, mágoas e inseguranças. 
Eu tenho medo de ficar só, eu não sei se quero estar nessa posição em que há tanto rancor entre nós que não há mais espaço pra andar de mãos dadas e conversar. A vida vai, nós amadurecemos e seguimos caminhos cada vez mais distantes. Cada um preso nos seus afazeres e daqui a pouco se passaram vários anos e nós vamos nos olhar e pensar nas faltas mais do que nos acertos. Eu tenho medo de me arrepender e tenho medo de que você olhe pra mim e só veja arrependimento. Eu tenho medo de ter criado um mundo em cima de você e me transformado por você numa pessoa que eu não sou pra buscar sermos felizes. Tudo que eu preciso é que você me entenda, só dessa vez. Cada vez que eu me lasquei, eu me tornei um pouco mais amarga e insegura. Não sei se devo confiar em você de novo. Eu quero, mas não consigo. Eu olho pra você e me lembro das coisas bonitas guardadas num armário. Eu lembro de como as coisas eram doces e quentes e de uma finitude que tornava tudo perfeito. No fundo eu sei que eu sou histérica, doida, dramática e irracional. Mas no fundo eu só quero ser amada, você não vê? Mesmo que eu seja uma mulher independente e aparente ser segura, no fundo eu só quero que você me ame até o fim dos meus dias. Que eu não me torne uma lembrança que se esvaia com o passar dos dias ou da dor. A morte me assusta. Você me assusta. Mas no final do dia, apesar de toda a mágoa, de todo o ressentimento, da insegurança, do tempo...
Eu só quero ser tudo que te agrada. Ainda.

Como seria

Se eu pudesse, hoje mais do que nunca, eu te deitaria na minha cama e me encostaria no teu peito. Botaria uma música fofa no celular e botava um fone na sua orelha e o outro na minha. E nós ficaríamos quase suspensos, embalados no ritmo da música. Você não pensaria mais em revoltas, protestos, política e golpes de Estado. Eu deixaria pra lá a mania de me angustiar com decisões que eu não tomei ainda. E a gente ia ficar assim, deitados e abraçados, ouvindo alguma voz doce que agradasse a nós dois. E aí você acariciaria meu rosto e me diria o quanto eu sou linda. Eu te beijaria com meu jeito de te querer mais a cada instante e as coisas ficariam bem e o quarto ia se encher de balões, sabe? Pra mim o amor é um balão. É o sopro que enche o coração da gente até ele voar. E você, meu lobo mau, soprou até derrubar cada barreira que eu construí. E pronto, tava lá feito de cimento, uma casa com uma varanda cercando, as janelas de vidro dando pra rua. Dando prum futuro que a gente sempre soube que viria. Assim, de repente, você fez tua morada em mim. E eu fiz uma canção no teu peito, nos teus pelos, agradecendo por ter um amor que cura, que dura e que é seu e céu nos meus dias de inverno e de inferno.
A falta que você me faz ninguém nunca fez antes e nunca vai fazer depois. Tentar parar de ver você em tudo que eu sou e planejo é como tentar impedir minha respiração. Vão. Por que eu amo a vida e amo você na minha. E amo estar na sua e ser tão sua que nem sei.
Talvez eu nem esteja fazendo sentido, imperador. Talvez seja incoerência a minha marca registrada. Não sei parar de falar de amor, não sei parar de falar sobre você.
E mesmo que o caos num rompante se expanda lá fora, imperador, a gente saberia fugir de tudo isso. De toda angústia, de toda estupidez e desumanidade. E ia criar um império muito mais feliz em outro lugar que coubesse o amor que a gente tem e dá um pro outro.
Se eu pudesse, hoje mais do que nunca, eu te deitaria na minha cama e me encostaria no teu peito.
E a vida seria um pouco mais bonita, imperador... Ah! Como seria.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Vai Que Rola...

Esperar que ele diga que te ama e que diga que só você faz ele ficar sem palavras é amor ou só uma vontade ávida de ganhar?

domingo, 28 de abril de 2013

Ao Doutor Estranho.

Senti falta do teu cheiro. Deus sabia o quanto eu sentia falta do teu cheiro e do teu sorriso malicioso. A semana se arrastava pra um vazio sem fim quando você não estava aqui se importando com o fato de que eu tinha comido apenas um miojo e um copo de nescau o dia todo. O travesseiro tinha a marca da tua cabeça e tudo que eu pensava era que eu precisava comprar um daqueles da Nasa mas era muito caro. Que eu queria ter dinheiro pra viajar pro mundo todo com você e aí eu deixaria o travesseiro da Nasa pra lá e faria do teu peito o lugar ideal pra reclinar minha cabeça toda noite. 
Eu só queria me afastar do fantasma da tua ausência. Sentir teu perfume inebriava meus sentidos, me deixava entorpecida, torpe, burra, boba, como queira. Não consigo fazer sentido com você. Eu entro no teu carro e reclamo do modo como você dirige e te irrito de propósito só pra ver o tanto que eu mexo com você. Aí você cai na gragalhada, ou eu caí na gargalhada? Nem lembro. Eu sei que em um determinado momento o sinal fechou e eu te beijei. E você sorriu e me disse "agora sim" e eu senti aquele serzinho vil que só queria perturbar seu juízo derretendo no meu corpo, junto com meu corpo, até suava de tanta vontade de nunca parar de te beijar até você dizer que ia pra minha casa e eu ia dirigir. Aí foi minha vez de rir. Não sei. É a maneira como minha mão procura a sua e meus olhos deslizam sobre sua face quando você não está olhando. E você é um santo por ter paciência de me esperar decidir o que eu quero comer pro jantar. Eu mudo de opinião o tempo todo. Deve ser porque existem pelo menos dez versões de mim e todas te amam. Todas precisam de você, da segurança que você me dá de que tudo sempre dá certo quando somos nós. Eu tô perdendo o foco, tá vendo? É saudade de enlouquecer qualquer um, porque você me deixa louca. De vontade, de amor, de saudade, de respeito, de raiva, de tanto rir, de tanto imaginar e você ir na onda. Você me completa. E eu fui deitar agora e eu pensei ter sentido teu cheiro. E bateu uma saudade amarga, sabe? Vai amargando como aqueles remédios metálicos na boca da gente... Cada dia um pouquinho mais. Só seu beijo me cura, seu sorriso terapêutico como Elliott dizia, porque você é estranho, é o estranho mais familiar pra uma garota estranha como eu sempre fui e sempre serei.
E essa é mais uma noite em que tudo o que eu queira era teu cheiro de verdade, integrado na tua pele, encostada na minha. Deus sabe o quanto eu sinto falta do seu cheiro e do teu sorriso malicioso desde o começo de cada dia até o final de cada noite quando eu finalmente adormeço pra um dia a menos sem você aqui.

terça-feira, 26 de março de 2013

Aqui

É como chegar no topo da montanha e tentar respirar um ar de vitória, mas não há ar suficiente pra encher o pulmão, é como gritar com o que resta de fôlego e não ter resposta.
Você tá sozinha, tá vendo?
De que adiantou dar 2000 passos em direção à vitória se quando caía a noite, tu acampava sozinha? De que adianta tentar se acostumar com esse ar estranho e novo, se o peso do peito tá maior do que ele consegue aguentar?
Ainda tá tudo aqui dentro, os suspiros, as palavras, os gestos, os tapas, os beijos e mais outras coisas censuradas que eu queria contigo, eu carrego elas num mochilão gigante enquanto eu tento olhar e andar pra frente, fingindo que tô ignorando seus passos, suas palavras que mesmo de longe me atingem, sua imagem que fica marcada em mim como uma cicatriz que eu não gosto de olhar. Tá tudo empilhado num arquivo intitulado: medo.
Medo de você me rejeitar, me deixar na sarjeta sem nem um pingo de esperança, medo de você dizer que me ama, dizer que somos perfeitos um pro outro e que não há o que te faça ficar longe, medo do que você causa em mim ou causaria se a gente ainda tivesse junto. Tá tudo aqui nessa cicatriz em forma de coração entalhada com os pedacinhos do meu próprio, do primeiro ao último tum-tum dele, você tá lá me lembrando constantemente de que aquilo não me pertence mais, que o único órgão que me dá calor, alegria e vida tá desfalecendo nas suas mãos e você simplesmente não quer reavivá-lo; em todo tic tac dessa bomba você tá lá.
E mesmo que haja esse vazio no peito, tem uma pilha de arrependimentos que não me permite respirar, ver ou querer sentir isso novamente por qualquer pessoa.
É chegar no lugar mais alto do pódio e ver que aqui só cabe uma pessoa que certamente não é você.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Sou escritora de mesa de bar. Não me importo com minha escrita, com meus palavrões, com meus detalhes, nem com o meu desconexo amontoado de ideias. Não me importo com nada desde que seja impreterivelmente real e cru.
Trouxe meu corpo pra passear pelas frestas das pessoas que se apertam nesse alvoroço de alegria proposital misturada com sinceridade alcoolizada, enquanto dividimos nossa insanidade com a noite. É tudo muito devagar pra mim, meus passos, meu cotovelo que empurra, meus olhos piscando, minha mão que se livra de outras mãos ansiosas, e toda consciência que na verdade está tudo rápido demais.
Mais ar. Mais ar pros pulmões, cansados de tantos sustos e tantas ‘ites’ da vida, da loira de lábios vermelhos. Que ironicamente iria agora fumar seu cigarro, só pra não deixar de ter que respirar lá fundo de vez em quando pra seguir com o dia.
Sacudia o pequeno retângulo verde e friccionava freneticamente a parte metálica, como se assim ele fosse funcionar magicamente no meio daquela noite fria e barulhenta, definitivamente, não tinha sorte com isqueiros. E como uma canção que não saía da cabeça, eles entoavam meu nome com voracidade; vem logo, não percamos mais nem um minuto sequer.
As luzes acesas queimando os olhos acostumados com os bares escuros, saindo correndo pelas ruas na madrugada sem fim, tudo soava quase como um ato de revolução absoluto e irrevogável. Desfilávamos pela noite conhecendo o mundo, infinitas possibilidades eram agora criadas, éramos inéditos e imprevisíveis.
Estávamos todos numa caravana pro fim do mundo.
Me dá aqui sua mão, tá aqui o meu silêncio, rouco de tanto gritar, segura firme.
Não tem problema se você está se divertindo, ele disse. E em câmera lenta, sorri, e fechei os olhos, devagar, devagar.
- Não sei o que você tem, mas me deixa louco…
- Eu sei.

E se for pra morrer de amores, morra no meu bar.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Laços

Desculpa se não falo em poesia, muito menos em palavras bonitas e rebuscadas que rimem e façam seu coração bater no ritmo das minhas palavras, mas eu queria te falar dos abraços, dos amassos, de laços.
Eu queria poder fazer um controle visceral de mim mesma, será que tu entende isso? Eu queria que minha fisiologia não falasse tão alto quando eu te visse do outro lado do corredor ou do meu lado no sofá... Nunca pedi coração latejante, mão suando e perna bamba.
Não.
Isso é pros fracos que se dão ao luxo de mostrar o que eles sentem e cá estou, fraca como o café que eu bebo todos os dias pra manter a cabeça ligada pensando em você. Não queria me entregar numa bandeja de prata, num prato ou só aparecer na sua porta num dia qualquer, eu não queria me enlaçar nos seus braços, nos seus toques e na sua vida.
Então hoje eu vou te pedir que você leia minhas palavras substituindo-as pelas suas que são mais grandiosas e dignas de cartas apaixonadas de Shakespeare

domingo, 17 de março de 2013

Shiver

E é só escutar sua música que um arrepio corre meu corpo todinho.
It sucks that you still have that effect on me, baby.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Sinto muito por você sentir tão pouco

Você não sabe, você nunca vai saber como é ser rejeitado pela primeira pessoa que você amou. Você nunca vai entender o que é chegar quase lá, mas não conseguir adentrar o coração já ocupado. Você jamais saberá do peso que tuas mentiras e desculpas planejadas despencam sobre meu corpo frágil. Você nunca irá compreender a agonia de não saber o que aconteceu, muito menos da tristeza de sentir tanta vontade dos teus lábios enquanto sentes vontade de outros lábios que não os meus. Você nunca vai entender como é te olhar e ver tudo que eu sempre quis em uma pessoa só. Porque você é exatamente tudo que eu sempre quis e nunca soube. Eu te quis, te quis tanto que nada cabia mais dentro de mim, eu estava mais que completa, mas apenas te querer não era o bastante. Mais que isso, quis te fazer feliz, quis ser o motivo do teu riso frouxo, assim como tu eras do meu. 
Eu tenho todo o direito de sofrer por você quanto tempo eu precisar. E do fundo meu coração, mais que nunca, eu queria ter a força de parar de te desejar nesse exato momento em que minhas mãos trêmulas escrevem.
Não posso lhe sorrir com paz se tu a levou embora quando me deixou.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Eu nunca vou perdoar você. Jogaste como algo inútil todo o amor que eu tinha a te oferecer, e ah, eu tinha tanto a oferecer.
Eu quis te amar e você não deixou, e mesmo sabendo que devia ter dado fim primeiro, como eu quis e tentei, vacilei e você tomou as rédeas da situação dizendo pra cada um seguir sozinho.
Eu nunca vou perdoar você. Me fez acreditar que essa história de amor pudesse ser verdade, quis me ensinar sobre ele e me convencer que podia ser recíproco, que podia ser poesia, que podia durar, e depois se foi sem dar muita satisfação. Me deixou com centenas de lembranças surreais e com as piores das desculpas. E não adianta, eu sei que era real, assim como esse fim, tudo era real.
Já não importa mais o que fiz ou o que não fiz, me doei. Pulei de olhos fechados, confiei, para abrir os olhos e descobrir no meio da queda que eu estava pulando de um abismo sozinha.
A vida não te ensinou melhores desculpas? Eu não mereço alguém melhor que você se eu escolhi você. Eu sei o que eu mereço, e pra mim, você era o bastante.
Sinto muito, eu não vou te desculpar um dia.
E aqui está o fim do nosso conto sem importância, que saiu de cartaz sem aviso prévio, pra te deixar fazer testes em outros contos, te tornar personagem principal de um outro que não o nosso.
Eu nunca vou perdoar você.
Eu nunca vou perdoar você porque eu não aceito. Não aceito suas mentiras, não aceito verdades velhas. Nós dois sabíamos desde o começo que você acabaria sendo, mais cedo ou mais tarde, mais uma cicatriz pra minha coleção. 


Feia e profunda.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Sweet, sweet, oh, sweet silly me. Se não bastassem as fantasias diárias, os desejos loucos, a saudade inconveniente, a tentativa de te deixar feliz, o que eu não queria mesmo é ter que lutar tanto por você. 
Se eu não tivesse suportado tantas e tantas vezes o seu descaso, estaria mais propensa a te explicar que não, não é nada disso, se eu pareço distante não é frieza nem falta de querer, é o calor, a gripe, a distância que já me deixou sem forças pra te convencer a chegar aqui perto. 
Eu acho mesmo que é insanidade esse seu jeito, algum tipo de esquizofrenia sentimental, ou você só gosta mesmo dos joguinhos e das pequenas humilhações rotineiras às quais eu me submeto. Eu não sou nada disso, meu bem! Não sei o que é esse algo dentro de mim que me impede de te mandar ir pastar, mas me recuso a admitir que é paixão.
Oh, but the feeling is bad, the feeling is bad…

Blergh

Acho que eu perdi um pouco da noção do tempo, porque eu me olho no espelho e não sei exatamente quanto tempo passou desde a última vez que você esteve aqui, só sei que as olheiras aumentam e o sono vai ficando mais leve, menor e sem vida.
Porque eu não estou certa sobre o rumo das coisas daqui pra frente, tudo parece tão embaçado no futuro e logo eu que sempre gosto de pensar no que vai acontecer daqui pra frente, me vejo impotente... Mas à essa altura eu já devia saber mais, você me contou que você era problema e que não ia me fazer bem, eu só escolhi passar por cima disso tudo acreditando que eu pudesse potencialmente mudar você.
Não.
Eu achava que você mudaria por mim, pra ficar do meu lado, pra fazer funcionar do jeito que devia.
Mas aí quando eu dei fé, você tava fazendo seu truque do desaparecimento e eu fiquei aqui.
Só eu e minhas olheiras que marcam o tempo que eu não durmo com você, que eu não durmo por causa de você.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Esperar(ança)

Tenho me desgastado, me fatigado, me acostumado. Já não espero. Já não anseio.
Esperar é a esperança vã que você torne a sentir os impulsos fervorosos do enfim encontro do teu corpo com o meu. É esperar agasalhada pela neve nesse país tropical. É mais que tudo, querer de volta o que nunca se teve. 
É ser fiel ao sentimento que queima dentro do meu peito, sabendo que o motivo desse ardor não se importa em não querer causar essa sensação em tantos outros peitos…
Me faz preferir a dúvida que a certeza. Escondendo por debaixo de tolas tentativas, essa certeza que quer trazer à tona toda dor do fim do que nunca sequer nasceu.
Então não fico mais. E me permito agarrar à apenas mais uma esperança, a que vale a pena, a de um dia deixar de esperar.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Doação

Me dá toda sua tristeza que eu transformo em amor.
Eu queria que tu me ensinasse a ler tuas entrelinhas ou que suas verdades estivessem mais expostas sob longos cílios. Queria saber se nossa história cheia de desencontros te incomoda tanto quanto a mim, e se é tão difícil para você seguir após as convergências da nossa sina.
É árduo não saber se o que você enxerga quando me vê é algo que mereça perdurar, porque eu já tatuei você nas minhas pálpebras, te sinto a cada piscar de olhos. Me conta teus segredos, vai. Dos indecentes aos inocentes. Me deixa ler o que você deixa implícito, decodificar essa língua que só tua pupila é capaz de traduzir.
Abre tua mão e me deixar traçar com meus dedos as tuas linhas que a cigana afirmou conter teu rumo, e me desenha ali também. Por mais que eu ame teus mistérios, teu silêncio é maior do que as palavras que arranco da tua íris.
No teu silêncio existe um infinito do qual eu necessito, mas não consigo decifrar.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Dois pra lá


Àquela altura eu já estava leve. Na minha cabeça, fiz uma oração agradecendo pela cerveja e pela vodka - ou seria tequila? - e depois fiquei com uma leve culpa católica pensando que aquilo poderia ser um sacrilegio. Mas depois toquei o foda-se, tava leve mesmo...
Todo mundo se juntou pra fazer parzinho de dança, e ela te agarrou tão forte como eu devia ter feito. Eu quis chorar, gritar, derrubar ela no chão e dizer que você era meu primeiro, mas ao invés disso, fiquei me doendo por dentro enquanto um amigo me tirou pra dançar.
Ver você me deixava sóbria de novo, peguei o que havia no copo do amigo enquanto o ensinava a me rodar com mais gentileza; era verde e era forte e quando eu terminei de beber, ele me rodou e o mundo todo girou...
Ah! Assim era BEM melhor.
Ou seria, se eu não tivesse caído em ti. Minha cabeça tava rodando ainda e você me segurou.
"A gente pode dançar também"
"Que?"
"Ela foi ensinar seu par a girar", ele riu o riso que me desarmava
Dois pra lá, dois pra cá. Tava fácil.
Por alguma razão tava tocando a música homônima da Elis na cabeça.
Tu me jogou, me girou e fez tudo o que tinha direito. Eu respirei fundo, queria falar algo que não ia fazer parecer que eu era uma sucker por você, abri a boca e disse:
"Eu só..."
"Você demorou demais"
"Que?"
"Eu tô feliz agora. Mas se você quiser..."
"O que"
"Nada"
"Ok"
"Dois pra lá", ele sussurrou no meu ouvido, apontando pra direita.

E nada de dois pra cá.
Chega de dança, não adianta nada estar aqui sendo que tudo vai continuar numa reticência.
Não tava mais leve, então fui até o bar... Um rapaz me chamou pra dançar.
Obrigado senhor, pela tequila e foda-se a culpa católica, eu preciso aprender novas danças.

To the stupid man who will spend the rest of his life with me because he wants that

Eu vou me casar com você todos os dias. Todos os dias eu vou dizer "sim" de novo e de novo. Vou me casar com você todas as manhãs na cama. E depois na cozinha, vamos ter nossa lua de mel. 
Todas as segundas vou te amar como nos domingos, e em todos os momentos de amargura que eu quiser jogar tudo para o alto, vou ficar e te amar mais ainda.
Quando eu quiser quebrar a louça da cozinha na sua cabeça, meu bem, vou fazer teu prato favorito. Eu vou querer fazer amor contigo no banheiro do avião assim como fazemos amor de surpresa no nosso banheiro. E continuarei te desejando 365 dias por ano.
E se você deixar a toalha molhada em cima da cama, apertar a pasta de dente na metade, bagunçar meus papéis, esquadros e lápis do escritório e eu te encontrar dormindo sem querer, com um livro em cima de você no sofá... Eu esqueço de tudo e me deito junto à você e sua paz.
Minha paz.
Mesmo que eu te faça perder a razão, meu bem, lembra de como somos agora, diz "sim" e me aceita todos esses dias.
Não vai ser fácil. Eu não sou fácil. Mas vai valer a pena. Você vale a pena.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Eu não poderia. Mesmo com a música mais alta que as batidas do meu coração, mesmo com as luzes piscando mais rápido que meus olhos, mesmo com os rostos masculinos querendo ultrapassar os limites de aproximação, mesmo com o mundo girando lento.
Eu procurava inconscientemente em todos ali, o garoto de cabelo sem corte, óculos de aro preto, fumando um cigarro, mas ele não iria aparecer.
Nenhum deles teria seu cheiro, nenhum deles teria seu beijo, nenhum deles me faria perder a cabeça, nenhum deles me daria um frio na barriga, nenhum daqueles caras que tentavam me fazer mudar de ideia borrariam meu batom vermelho,
nenhum deles era você.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Nem fechei os olhos mas já sonhei umas 20 vezes com você hoje. Só não sei dizer se foi sonho bom ou sonho triste. 
Porque deu vontade que a minha cama não fosse só minha, e meu corpo não fosse só meu. E mesmo sabendo que no fundo, já não pertenço mais a mim, você não está aqui pra me fazer sua, sua, tão sua. Vem dizendo que eu não preciso mais me sentir só.
Fecho os olhos enfim e você está lá, moreno, você está lá. E eu já não sou tão só. Não, eu não sou mais sozinha. Depois de você, eu sou nós.
Nós que eu não quero desatar, nós que eu quero complicar de um jeito que não dá mais pra soltar.
Não me solta, não me solta.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Fantasy

O vapor tava impregnado no espelho e você apareceu atrás de mim, por mais que eu não te visse, sabia que você tava com aquele sorriso no rosto, o nosso sorriso, tu disse que era até melhor que a gente não visse nada.
O seus lábios estavam quentes no meu ombro, o chuveiro tava correndo e o barulho da água tava chamando a gente, então primeiro os cabelos foram se molhando enquanto estavam emaranhados entre mãos, os lábios agora não se desgrudavam mais e pouco a pouco a temperatura ia subindo mais e mais. Você pôs a mão na minha cintura e disse que me amava, mas falava entre pausas arfantes, ávidas, loucas por mais e eu honestamente não tinha nem forças pra responder, então trouxe seu corpo bem pra junto do meu em resposta. Queria você assim todo dia, quente, na minha mão, me amando; me queria todo dia assim, te amando, na sua mão, mais quente que o inferno e adorando cada passo disso.
O vapor foi subindo cada vez mais e tudo ficou mais intenso, mais alto, mais vibrante; nossos corpos se pertenciam e estavam na mesma frequência, a mão subia, a mão descia e logo depois eu fechei os olhos.
Podia sentir seus dentes no lóbulo da minha orelha, podia sentir o cheiro da fantasia no ar, me tomando aos poucos.
Ah, se essa quentura toda vai nos levar ao inferno, amor... Eu vou de bom grado.

Paisagem

Contemplava o mesmo céu que você, o contraste das cores primárias dançando freneticamente... Ou talvez eu só estivesse percebendo o rápido giro da Terra agora.
Respirei fundo e apoiei meu copo de café do lado do seu, que já tava quase vazio; acendi um cigarro e joguei a primeira fumaça pra cima, esperando que o cinza se juntasse à mescla do céu e olhei pro lado. Você parecia mais lindo ainda sob a luz do sol fraco que nascia detrás das árvores da reserva, não podia ser   que tu não visse isso, tava ali na tua frente todo dia no espelho, o reflexo de quem você era por fora não era de um cara fudido e sofrido, era o reflexo de quem eu sempre sonhei pra mim, daquele cara que era tão perfeito, até nas imperfeições.
Sabia que você tava pensando em todas as coisas que te deixam chateado com sei-lá-o-que e te mantém acordado nalgumas noites, seu silêncio já me dizia tudo que eu precisava saber. Pisei na ponta do cigarro e o atirei no asfalto, dei um gole de café e um beijo em sua bochecha.
Chega de olhar o céu, meu amor, que o dia tá chegando, o Sol tá raiando e Deus sabe que luz demais não faz tão bem, você me enxerga completamente sob a luz e eu tenho medo de você ver quem eu sou de verdade...
Te conduzo devagarinho pra dentro da casa, segurando sua mão, olhando nos seus olhos, mas vejo que tudo ainda tá meio difuso neles, a imagem do céu ainda não saiu deles, mas eu sei que logo que você entrar, tudo vai ser diferente.
Eu entro.
Você entra.
Eu apago a luz
E...

Ação!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013


Porque você não me diz logo que não me quer mais do teu lado? Que não quer uma garota que não ri o suficiente do teu lado? Uma garota que beija teu ombro molhado de suor mesmo você reclamando por estar sujo, tu não quer essa garota, não é?
Porque se afastar aos poucos, me fazendo viver numa agonia sem fim a cada minuto que passo longe de ti se tu pode simplesmente falar a verdade?
Eu só queria um porque. Isso é tudo que eu queria, porque. Porque?
E não me venha com "eu te avisei que eu era assim", não me venha contando das outras três mil meninas que te odeiam hoje. Não me venha com "eu sou intenso demais", ninguém é simplesmente intenso demais a ponto de dizer que está apaixonado.
Isso tem outro nome. É mentira.
Você quis desistir no minuto que te abracei de verdade, naquele minuto, naquele abraço, quando meu rosto encaixou perfeitamente na curva do teu ombro e do teu pescoço. Ali, ali foi tudo verdade. Eu era só amor. E você soube disso também. Você sentiu meu corpo esquentar, sentiu tudo que eu podia te dar. Eu soube ali. Você soube ali. Então você quis me deixar ir por não poder aceitar o que eu tinha pra te oferecer a partir daquele momento.
Eu soube que eu te queria no dia que você decidiu que não podia me amar. Eu te via fumando seus cigarros, sério, tomando suas decisões, olhando longe, e em minha mente eu só ouvia "eu quero você eu quero você eu quero você". E eu sorria, sorria até doer, porque eu te queria. E você me olhou sério sem entender, querendo matar meu sorriso bobo. 
E por mais que eu deteste admitir isso, eu sinto tua falta. Sinto muito a tua falta. Sinto falta de você dizendo "eu gosto de você" no meu ouvido enquanto meu rosto está virado pro lado oposto do teu.
Sinto falta do teu medo por nunca ter se sentido assim.
Cara, eu tô com muita saudade de você.
De VOCÊ. Não de uma mensagem forçada de bom dia, eu tô com saudade da gente. Eu não quero esforço, eu quero natural, quero o sem querer, quero involuntário. 
E isso é muito errado, eu sabia desde o início que eu não devia me envolver. E tava tudo ocorrendo muito bem até eu vacilar. Eu errei quando achei que você podia ser a pessoa que iria mudar meu jeito frio de ser.
"Isso tudo é muito bonito, esse plano é muito bom, pena que só funciona nos filmes".
Menino, eu não posso reformar um coração se tem alguém que ainda vive nele.

Eu sei que eu devia dormir...

Mas sem o gosto bom dos seus lábios, o frescor do seu hálito e a sua respiração na minha nuca, enquanto seu corpo me envolve e me embala até adormecer, qual o objetivo?
Amo você e a culpa é sua.

Hahaha

Passarinhos passaram por aqui
Me disseram que você já não se importava mais
Eu cantei com eles uma canção
Pra espantar a dor e espantei
Ela saiu voando e cantarolando nossa criação
Disseram que o Reino todo ouviu
E que as memórias apareceram pra dançar
Ciranda ao seu redor
Num lembrete das besteiras que fez
E que você ficou tão impressionado
Com a minha paciência e dignidade
Que não aguentou a vergonha
E foi viver feliz para sempre em outra história
Por que sabia que o felizes para sempre
Era só meu começo longe de você.
Passarinhos me contaram tudo
E eu não consegui parar de rir
Nem eles conseguiram...

Estou sem sono

A cabeça está aberta,
o coração vai guiando,
cheio de sonhos
distantes de chegar
Na ausência
De entorpecimento
Minha mente vai
A cem por hora
Numa estrada reta
Cem, zona de conforto
Sem me confortar
Sem tempo pra parar
Pra ir ao banheiro ou
Beber um suco
E me conformar
Minha mente vai
A cem, por ora,
E o horizonte tá
Ali em frente
E eu cansei de esperar
Gente que enfrente
Comigo as dores 
De um "parto"
Porque eu saio 
Quando bem quiser
E você ainda
Não entendeu
Sou meio bicho do mato
Arredio, domesticável
Se houver contato
Com tato
E polidez
Não te ocorreu?
Quero mais da vida
Quero agradecer 
Por cruzar cada linha
Quero esquecer de tudo
Que não funcionou
E quando eu for 
Descansar feliz, dirão:
Hoje ela sentiu sono,
Dormiu nos braços dele
E, olha, até sonhou.

O contrário de uma adoração.

Se quando eu deito na cama, eu peço ao Todo Poderoso "mas livrai-me do mal, amém" e você vive me irritando, me tirando do sério, me trazendo conflitos que eu não me sinto agora preparada pra enfrentar...
Porque raios você continua no meu caminho como uma estranha obsessão ou sina, que eu não consigo evitar?
Vou ver se troco o "livrai-me do mal, amém", por "livrai-me dele, amém". 
Quem sabe assim eu te afaste da minha cabeça e do meu coração de uma vez por todas, como eu tenho sonhado nos últimos tempos.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Dividir

Por que não dividimos a culpa, amor?
Se eu fui tão rápida em pular fora do barco quanto você, se no fim só ficou cada um pro lado do rio, secos, nus, assistindo enquanto nosso amor naufragava lentamente naquele lago onde tudo começou.
Eu até te diria pra chegar mais perto, mas a nossa ponte tava queimando perante nossos olhos e eu como uma boa piromaníaca, só fiquei olhando enquanto o que fomos, somos ou construímos ia se consumindo. Cheguei até a ver faíscas nos seus olhos, não sabia ao certo se de ódio ou de amor, mas todos sabem que entre esses dois existe uma linha bem fina, imperceptível quase, quase gritei perguntando se você me odiava ou se ainda me amava, mas àquele ponto não fazia mais diferença, tava tudo indo às cucuias mesmo.
Vi você olhando com tanta concentração quanto eu, praquele barquinho de papel que queimava no lago e nada a gente fazia pra apagar aquele fogo... Não, não. Aquilo não nos pertencia mais, o fogo da paixão, daquele momento não era mais do nosso feitio, agora eram conversas secas, dispensáveis e sem emoção.
A gente uma vez dividiu nossa vida um com o outro.
E agora que acabou... Por que não dividimos a culpa?