terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Fantasy

O vapor tava impregnado no espelho e você apareceu atrás de mim, por mais que eu não te visse, sabia que você tava com aquele sorriso no rosto, o nosso sorriso, tu disse que era até melhor que a gente não visse nada.
O seus lábios estavam quentes no meu ombro, o chuveiro tava correndo e o barulho da água tava chamando a gente, então primeiro os cabelos foram se molhando enquanto estavam emaranhados entre mãos, os lábios agora não se desgrudavam mais e pouco a pouco a temperatura ia subindo mais e mais. Você pôs a mão na minha cintura e disse que me amava, mas falava entre pausas arfantes, ávidas, loucas por mais e eu honestamente não tinha nem forças pra responder, então trouxe seu corpo bem pra junto do meu em resposta. Queria você assim todo dia, quente, na minha mão, me amando; me queria todo dia assim, te amando, na sua mão, mais quente que o inferno e adorando cada passo disso.
O vapor foi subindo cada vez mais e tudo ficou mais intenso, mais alto, mais vibrante; nossos corpos se pertenciam e estavam na mesma frequência, a mão subia, a mão descia e logo depois eu fechei os olhos.
Podia sentir seus dentes no lóbulo da minha orelha, podia sentir o cheiro da fantasia no ar, me tomando aos poucos.
Ah, se essa quentura toda vai nos levar ao inferno, amor... Eu vou de bom grado.

Nenhum comentário:

Postar um comentário