segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Estou sem sono

A cabeça está aberta,
o coração vai guiando,
cheio de sonhos
distantes de chegar
Na ausência
De entorpecimento
Minha mente vai
A cem por hora
Numa estrada reta
Cem, zona de conforto
Sem me confortar
Sem tempo pra parar
Pra ir ao banheiro ou
Beber um suco
E me conformar
Minha mente vai
A cem, por ora,
E o horizonte tá
Ali em frente
E eu cansei de esperar
Gente que enfrente
Comigo as dores 
De um "parto"
Porque eu saio 
Quando bem quiser
E você ainda
Não entendeu
Sou meio bicho do mato
Arredio, domesticável
Se houver contato
Com tato
E polidez
Não te ocorreu?
Quero mais da vida
Quero agradecer 
Por cruzar cada linha
Quero esquecer de tudo
Que não funcionou
E quando eu for 
Descansar feliz, dirão:
Hoje ela sentiu sono,
Dormiu nos braços dele
E, olha, até sonhou.

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