domingo, 8 de setembro de 2013

Poema dos dizeres pra um garçom após doses de tequila no fundo de um bar esquisito

Não sei como escapo do meu corpo
Que urge em lembrar do seu
E do peso dele
E da minha escolha
Aqui
De novo
Óvni
Ovo
É preciso renascer
Ou crescer
E você não cresce
E a gente nem renasce
Nem ressurges tu num cavalo branco
Branco deveria
Ser a cor da utopia
Mas quem é que lembraria
Que branco nem é cor
Branco é a soma
E você não some
E fica aqui dentro de mim, insone,
Igual
Estático
O mesmo gosto
O mesmo desgosto
O mesmo desgaste
Não sei como escapo do teu corpo
Agora deixe-me achar
O fundo do copo
Que o do poço
Eu já achei tem tempo.

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