domingo, 25 de agosto de 2013

Óciúme

Hoje eu queria que você cuidasse de mim como seu bem mais precioso, queria que você me convidasse pra sair com seus amigos, pra conhecê-los. Por que ocasiões assim são raras e eu não queria que você me colocasse numa estante e fosse embora. Eu queria que você mandasse eu me arrumar em 30 minutos que você passaria aqui. Queria que você quisesse estar ao meu lado depois de um dia cansativo como esse. Mas não, você nem me convidou. Fez questão de ir sozinho e até fez cruzar na minha cabeça um horrível pensamento. "Será que ele tem vergonha de mim?". Ficar em casa a toa não resolve muito. Ócio e vício tem sonoridade similar. Mente vazia é oficina do diabo e por que diabos você me deixa sozinha? Ah, se você viesse aqui me resgatar do meu castelo de ócio, meu príncipe...
Me permiti até criar neologismo. 
Óciúme.
Esse excesso de ócio e de ciúme, de inveja de quem pode te ter por perto pra dividir uma pizza ao contrário de mim nessa noite tediosa de domingo. 
Não é justo me seviciar dessa forma. 
Não é justo, sentir saudade como eu sinto.
Óciúme, coisa que eu inventei, infernal e atormentadora.
Ai que saudade, que saudade.

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