sexta-feira, 30 de abril de 2010

Maquiagem

Eu posso não usar maquiagem, ter meu cabelo impecável e minhas unhas arrumadas sempre como tu tens.
Mas, no fim da noite, quando alguém te ver sem toda essa maquiagem, quando alguém ver quem você realmente  é, vais perceber que existe muito mais beleza em mim do que jamais vai existir em ti.
Acho que é por isso que tu falas mal de mim.
Acho que é isso o que tu tanto temes.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Ninguém

Ninguém acredita na gente: nenhum cartomante, nenhum pai-de-santo, nenhuma terapeuta, nenhum parente, nenhum amigo, nenhum e-mail, nenhuma mensagem de texto, nenhum rastro, nenhuma reza, nenhuma fofoca e, principalmente (ou infelizmente): nem você.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

L&M - O Destinatário

Lucélia,

É incrível como ainda me dou ao trabalho de te responder, mas como você se deu ao trabalho de tentar, decidi fazê-lo.
Fico satisfeito por você estar ciente de que não desejo receber notícias da tua vida ou do quê quer que seja relacionado a tua pessoa. Portanto deve saber também que, caso tente se comunicar comigo novamente, não haverá generosidade o bastante para receber uma resposta de consideração como esta que está lendo.
Sim, Mário nasceu. Forte e grande. Meu orgulho personificado, de fato. É uma pena eu poder apreciá-lo apenas quando visito Júlia.
Quanto ao teu carinho, pode ficar com ele. Não preciso.
A única coisa que eu preciso vindo de você é o meu agasalho xadrez de volta.

Maurício.

L&M - O Remetente

Maurício,

Cheguei em Milão ontem ao anoitecer. Eu sei que você não quer saber e me pediu para que não lhe escrevesse, mas você me conhece. Sempre obedeci meus instintos.
O clima está um pouco mais frio do que pensava que estaria, por sorte vim com teu agasalho xadrez. Ele é velho, porém aquece muito bem.
Uma amiga minha esperava-me no aeroporto De Linate com Fabrizio. Eles são muito amigos, apesar dela nunca tê-lo mencionado para mim. Ele é alto e possui um sorriso encantador, que não esforça-se em ocultar. Elogiou-me com um notório sotaque italiano, mesmo eu não estando tão bem vestida como ele. Levaram-me até o Grand Hotel, que estou hospedada, e combinamos de jantar hoje no Don Carlos Ristorante. Dizem que servem o melhor "filetto di mare" da região.
O hotel é muito elegante e tem uma ótima localização. Há um parque, Parco Sempione, não muito longe, com diversas árvores altas e bancos verde-escuro, assim como o lago. É um lugar muito agradável, tenho certeza que Júlia adoraria desfrutar uma tarde lá.
A propósito, Júlia já deu à luz? Lembro-me que era um menino e você queria chamá-lo de Mário por causa de um personagem de um livro que você tanto gostou de ler. Se possível, mande-me uma fotografia do pequeno Mário, gostaria de ver teu orgulho personificado. Ele deve ser tão parecido contigo...
Estarei aguardando notícias, mesmo sabendo que as chances de você me responder são mínimas.

Com carinho,

Lucélia.

terça-feira, 27 de abril de 2010

New Cinderella

E meus olhos te procuravam no meio da multidão, eu sabia que você estava ali, eu sentia isso. Tinha certeza que você também estava me procurando, era um quase encontro. Quase porque você não sabia que eu iria, mas tenho certeza, esperava isso. Na verdade, tinha.
Eu podia te imaginar, você usava uma jaqueta azul, que combinava com seu tênis, que combinava com seus olhos. Minhas amigas olharam, para algo que sabia que não deveria olhar. Eu olhei.
Era você, justamente com aquela jaqueta azul, com aquele tênis e com aqueles olhos. Que olhavam outra coisa, outro alguém. Você não pode imaginar como eu me senti, e talvez nunca tente. Mas, foi algo parecido com uma explosão. Você explodiu de uma só vez meus sonhos, e o meu pobre coração. Esqueçam o Osama bin Laden, o terrorista mais perigoso do momento tem outro nome. Que eu me recuso a dizer, ele não merece fama a minhas custas.
Na verdade, ele não merece nada. Nem minhas tardes, nem meus telefonemas... Mas, isso é algo que eu contarei depois, não é hora de falar sobre isso.
Tudo o que eu queria naquele exato momento, era voltar para a casa. E fingir que nada daquilo tinha acontecido. Assim como rasgar uma prova com nota baixa. Mas, não deu. Testemunhas demais. Na verdade, a festa toda. A cinderela nesse dia, foi embora mais cedo para casa. E com os sapatos.
Tudo o que eu mais queria, era chegar em casa para tirar aquela roupa apertada. Ingenuidade. O aperto mal tinha começado. Minha cama estava cheia de roupas, e a última coisa que eu queria fazer, era tirá-las da lá, era muita coisa fora do lugar em apenas uma noite. Eu precisava dormir, mas o meu coração queria me dizer alguma coisa.
Eu não entendia, eu não entendo.

domingo, 25 de abril de 2010

Conto de Bruxas...

Melissa estava de pé, ofegando, olhando pra Guilherme como se ele fosse a Fera que nunca se transformaria em príncipe.
Guilherme estava com as mãos no rosto e nem sequer olhava os olhos da amiga, ou seja lá o que ela fosse naquele momento.

Tudo ficou silencioso por um momento, ela bateu na mesa e disse à beira de lágrimas:
- Mas você me beijou, o que isso significa?
Guilherme suspirou, olhou nos olhos dela, como se estivesse sentindo uma dor excruciante e disse lentamente:
- Que eu estava sozinho.

sábado, 24 de abril de 2010

Beijos e Chocolates...

Se, cientificamente falando, chocolates possuem as mesmas propriedades de um beijo.
Se ainda tem o prazer, o desejo e a emoção.
Que você não me dá mais; e não me quer por perto.
Não se importe com o que eu vou te dizer agora... Porque

Se for pra sofrer ao seu lado.
Se for pra ficar sem seus beijos.
Se você me diz que não quer mais.
Ao invés de implorar; ao invés de sofrer...
Prefiro chocolates.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Você Diz Meu Nome e Eu...

GRITO!

De pavor, de prazer, de paixão, de amor.
É meu apetite falando alto pra te gritar, te chamar e te contar tudo o que aconteceu desde a última vez que a gente se encontrou.
E aí eu me lembrei que um dia você disse: "Isso vai durar pra sempre e se acabar, ninguém vai se magoar".


Pena...
Nem tudo é como a gente diz ser.

Untitled

Eca mano, hoje é dia 23.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Aprender

Minha vontade é que ele me pergunte se quero um pouco de chá gelado e se eu gostaria de ver um dos seus filmes estirada nas grandes almofadas...
Eu mais uma vez me pergunto como é mesmo que se faz a coisa mais profunda do mundo com total superficialidade.
Como é que se ama sem amor? Como é que se entrega de dentro de uma prisão? Nunca soube...
Ainda é cedo e eu preciso de amor. Só um pouquinho de amor... Quero que ele veja o quanto mudei por causa dele, na esperança de que seu riso congelado saia do automático e eu ganhe um único sorriso verdadeiro...
Talvez meu amor tenha aprendido a ser menos amor só para nunca deixar de ser amor...

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Hyperventilation

All spinning around, everything seems to be still, but me. All of this just takes the good of me. It's hard to concentrate. Take away my thoughts. I never thought that I could feel this way. [I search for you in the crowd. Nothing.] I can sense your smell somewhere between reality and alucionation [I keep searching for you] Blue sky, dark night. Where did it all go wrong? [You're just not here] Because maybe you could be the one that saves me. [You're just not here, something feels strange] I feel sick, a disease. Me and my disease. He was right, we all need some medicine. My stomach hurts, I feel empty and the emptiness fills my lungs with air and I just don't know where to put it, I forgot how to breathe. I need a breathe machine. I made a mistake somehow, a mistake that I'm not aware of and you're avoiding me. I feel like I am suffocating. [Just leave me here to breathe] I miss you suffocating me with all your love. She said you love me, but then why I can't ever reach you? [She's naive] She said you don't love me, she's just waiting for you like I do now. [She's an idiot] But you don't appear and I was waiting. You said I could count on you and where you are? He said he would love me, but he has one flaw: he's not you. He said that I need to understand that you are the part of my happiness, but can I be happy? Those buildings were always here? And why are all this people looking like I'm a freak? Why is this song playing again? I never meant to cause you trouble. I came here with a load and it doesn't feel that much lighter. Tell in my eyes all bad truth, that our dreams were nightmares, but at least talk to me.
This silence is what makes me insane, if it all was in vain come back and leave me. I just need to breathe, yeah, I just need to breathe one last time.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Untill the end of time

Não sei exatamente quanto tempo perdi nesse ir-e-vir cíclico antes de quebrá-lo finalmente. Não sei o que é que me faz querer você mais do que todas as outras coisas ao ponto de pensar em abdicar do resto pra te ver bem ao meu lado. Não sei por qual razão eu me rendo tão facilmente aos seus caprichos, não sei. Mas se eu fosse arriscar eu diria que é culpa sua. Sua e do seu maldito sorriso que me faz parecer a pior das tolas. E não importa quanto tempo passe, eu sei que isso há de ficar e permanecer aqui, retirando minuciosamente cada pedaço de mim, pra construir você no meu corpo. Pra não te afastar da minha mente ou dos meus sonhos. Eu pensei que amar fosse difícil, mas com você sempre foi fácil até quando não deveria ser. E sim, eu consegui sentir raiva e ficar chateada algumas vezes, consegui olhar pros lados e me sentir só, mas mesmo assim tudo o que eu queria era você. Tudo o que eu quero é você.
Você é meu destino e minha redenção.
Que venha a eternidade pra nós dois.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Oi?

Eu tentei durante um tempo me soltar do seu caminho e me vi ainda mais presa. 
Você sempre foi predador. 
Eu sempre tive pressa e você me enrolou... 
E eu enrolada nem via que você me dava corda.
Me enforcava. Nem via. Caminho nenhum. 
E agora você segura minhas mãos e me olha nos olhos. 
Uma vez por semana eu  te sinto perto e nos outros seis dias eu fico sofrendo com minhas arredias, perturbadas e doces divagações.
A verdade é que eu não gosto dessa casa.
Mas se você é lar, a gente casa.
Quase sinônimos.
Nunca fomos tão diferentes assim.
Essa é a nossa diferença em relação aos outros.
O laço, o compasso, a sintonia.
Teu cheiro, teu gosto, sinestesia atesto.
Teu cheiro, teu gosto, anestesia o resto.
Deixa eu fazer morada no teu corpo
Deixa eu ser tua na morada.
Pra sempre, como uma verdade,
Nua e crua na tua sacada.
Deixa eu te mostrar que eu te amo, amo.
Essa é a minha deixa.
Vou junto com esse texto.
Pois o texto nunca me deixa. 

[Eurealmentesintosuafalta,seubesta.]

domingo, 18 de abril de 2010

:D

(testando as descobertas da Mandy Monroe, huhuhoho)


Que máximo! 8D

sábado, 17 de abril de 2010

Hora.

Anos, meses, dias, segundos
Quem será que vai embora?
Seja quem for, está chegando a hora.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Quando o amor chega a um fim.

Eu sei, eu sei, o eterno clichê “isso passa”. Passa sim e, quando passar, algo muito mais triste vai acontecer: eu não vou mais te amar.
É triste saber que um dia vou ver você passar e não sentir cada milímetro do meu corpo arder e enjoar. É triste saber que um dia vou ouvir sua voz ou olhar seu rosto e o resto do mundo não vai desaparecer.
O fim do amor é ainda mais triste do que o nosso fim.
Meu amor está cansado, surrado, ele quer me deixar para renascer depois, lindo e puro, em outro canto, mas eu não quero outro canto, eu quero insistir no nosso canto. Eu me agarro à beiradinha do meu amor, eu imploro pra que ele fique, ainda que doa mais do que cabe em mim, eu imploro pra que pelo menos esse amor que eu sinto por você não me deixe, pelo menos ele, ainda que insuportável, não desista.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Ao nosso sadomasoquismo

— Alô?
— Desculpa.
— Oxe, pelo quê?
— Eu nunca me resolvo, nunca sei, nunca enfrento...
— E por que não se resolve?
— Porque não é simples assim.
— É sim.
— Não, não é. Pode ser pra você, mas não pra mim.
— É por isso que não consegue se resolver. E nunca sabe. Você pensa só em você.
— Até que você é mais inteligente do que eu pensava.
— (silêncio)
— Desculpa... Já estou te atacando de novo.
— É compreensível pra você... Afinal, eu sou o culpado, né?
— Não... Mas nós dois sabemos que é.
— Por corresponder a você?
— É.
— Hm.
— Por que você não facilita?
— Por que é que você não facilita?
— Porque seria pedir muito de mim.
— Nossa, te amaldiçôo por isso...
— Então vai facilitar?
— Tentarei.
— Faria um grande favor ao nosso...
— Eu sei.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Storm

Você sabe o quanto foi difícil pra mim chegar aqui sem saber como te dizer tudo isso?
Você sabe que temos todas essas histórias pra contar, do meu lado e do seu.
Você sabe das minhas loucuras, do meu jeito. Me enxergou quando eu mesma não queria enxergar.
As minhas manias parecem ter sido levadas para sua memória de longo prazo e, algumas vezes, eu tenho a impressão que eu te tornei um tanto eu, um tanto meu.
Mas em algum lugar do caminho nossos caminhos resolveram se chocar.
Me choquei.
Tantas conversas, tanto amor pra desperdiçar em momentos como aquele, em brigas desnecessárias, em desconfiança, em silêncio e ausência...
Mas você me mudou completamente. Você tornou amor uma coisa possível pra mim...
Você simplesmente não entende que uma pessoa como eu não estava acostumada a sentir ou, pelo menos, a sentir com essa instensidade. Você foi tudo, você foi amor.
Você me ama, ainda vive falando de mim, mas trouxe machucados que eu até tentei ignorar.
Só que doía demais, dói demais lembrar.
Mas não vou dizer que isso altera o que eu sinto por você. Isso não muda nada.
Como mudar o que é imutável?
Pra mim o tempo congelou na parte em que eu podia contar contigo. Isso nunca me sai da mente.
Eu pude contar contigo.
Eu posso até tentar me convencer do mal que você me causou, mas a verdade é que eu te detesto por me fazer tão bem.
Você sempre foi a pessoa que soube me desvendar, você sempre foi a chave pros meus segredos mais escuros. Eu aprendi muito contigo.
E agora eu estou aqui e cadê você?
Eu ando sentindo a sua falta e de tudo o que nós éramos no começo, antes de vir uma tempestade atrás da outra pra bagunçar tudo...
Mas toda tempestade passa, não passa?
E eu vou continuar aqui vendo o tempo passar...
Mesmo imersa na minha própria confusão, mesmo que te deixar fosse mais fácil...
Eu vou continuar aqui, amando você...




... Até que eu desaprenda a fazê-lo.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

My Heart

Quando eu te abraço todo o mundo vai embora e só a gente sobra.
Não sei...
Quando eu te abraço eu consigo contar quantas vezes seu coração bate...


Por ela, não por mim.

I miss you

I miss what you used to be.
I miss you tender kiss and the way you made me laugh.
I miss the time when there wasn't so much irritation.
I miss how we felt so much expectation.
I miss you with me.
But where did you go?
I don't know...



I've missed you.

Razões para ouvir Ecos Falsos

- Estou tão fora de mão
Longe até da solidão
Na beira do fim da estrada

- Você reclama do que é normal
Como se fosse o único mal
Como se ninguém mais sentisse nada

-Eu não penso assim
-Pense então no que diz
-Só quis comentar...
-Comentário infeliz
Prefiro você com a boca calada

Se o que você quer
É impressionar
Eu sou a pessoa errada
Fale o que quiser
Fale até cansar
Não vou me lembrar de nada

-Se eu terminar o que tenho a dizer
Posso provar-lhe que por A+B
Tenho a saída pro nosso problema

-Eu mantenho o pé atrás
Não acredito em quem fala demais
Sei de cor sua próxima cena

Se o que você quer
É se acomodar
Eu sou a pessoa errada
Mas se prometer
Que vai me agradar
Não vou reclamar de nada

E eu vou lhe dar razão
Mudo até de opinião
Não que eu goste da ilusão
Antes ela à solidão
                                                                              
------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Não é tristeza
Não é derrota
Quase me alegra
Saber que me falta
O que faz feliz

Quase
Jurei que dessa vez desistiria
O jogo me deixou com as mãos vazias
Mas como vou saber se terminou

Já ganhei, já perdi
Por que não insistir?

Quase tudo que eu fiz
Já está por terminar
Eu já sei pra onde ir
Já estive quase lá
Sei que a hora vai chegar
Está quase marcada
Mas a distância entre o Quase e o Nada é 
quase nada.

-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Você deixa que eu te amarre
Minha boca pra que eu narre
Me promete que não morde
Nem sussurre, só concorde
...
Sua boca me assusta, seu sorriso me assusta.
-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Eu já fui quem mais criticaria
Se guardar do mundo pra agradar alguém
Mas eu fiz tudo que não faria
Só pra ver você fazer também
[...]
Mas se você quiser, hoje eu não saio de casa
Pedimos um café, que o mundo vai parar
Se alguém telefonar, não precisamos de nada
Estamos bem aqui e não em outro lugar

Interessante, né baby...

É interessante, né baby, como poucas palavras podem provocar sucessivos pensamentos e alterar um comportamento.


A propósito, preciso de mais desafios.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Green eyes

Não sei como expressar essa saudade toda. Não sei como começar a descrever o meu nível de insensatez quando você se ausenta por mais do que algumas horas.
É seu cheiro na escada, onde não deveria estar. É a música tocando que é o ringtone do seu celular.
É acordar e encarar o teto como se eu não pertencesse ali, eu preciso de você comigo e é fácil admitir.
E hoje foi a mesma coisa: eu chegar em casa e o seu cheiro na escada. Pensei que talvez, de alguma forma mágica, você pudesse estar me esperando. Que seus olhos esverdeados ao encontrar com os meus estariam, de felicidade, transbordando.
Cheguei em casa, tirei os sapatos e com vontade de chorar eu sorri. Cantei, gargalhei e sorri. ^-^
Eu achei o amor da minha vida. Eu te achei, enfim.
Agora não dói tanto, mas a saudade não diminui não.
Mas melhor essa saudade de amor correspondido, do que saudade de amor em vão.


quarta-feira, 7 de abril de 2010

Carta para o homem que morreu e um pouco de verdade viva

Foi para o mesmo lugar da minha outra paixão esquecida. O homem para o qual dedico este texto. Aquele que tirei do pedestal e nunca mais coloquei em lugar nenhum. Foi para depois. Depois que eu resolver o que é verdade, o que é de verdade.Você pensa que eu não sei que você sabe que eu estou mentindo? Eu sei.
Quer um pouco de verdade? Vou te dizer, sobre todos os textos anteriores a este, que relatam a verdade em seu momento e do seu jeito cru, e não é sobre você que eu escrevo não. Essa é a verdade, mas você me ensinou que ela não é necessária.
Eu sei bem. E sei que você mente também. Às vezes a gente precisa se aturar porque perder pessoas é muito triste. Por mais que você não me ligue, não fale comigo, não me procure, faça pouco da minha existência, finja que me esqueceu e não peça desculpas por nada. Por mais que você faça tudo isso, por mais que você não seja o melhor tipo de homem, você ainda respira tranquilo quando lembra de mim sozinho, quando pergunta à terceiros sobre mim. E quando você respira assim, eu sei que, apesar de eu não abalar sua vida em nada, você precisa de mim.
E você já abalou tanto a minha vida.
Que pena, agora você morreu.
Não morre, por favor.
Seja ele, seja o homem que perde um segundo de ar quando me vê. Mas você nunca mais me olhou quase chorando, você nunca mais se emocionou, nem a mim. Você nunca mais pegou na minha mão e me fez sentir segura. Nunca mais falou a coisa mais errada do mundo e fez o mundo valer a pena.
Eu treinei viver sem você, eu treinei porque você sempre achou um absurdo o tanto que eu precisava de você para estar feliz. De tanto treinar acostumei.
Eu não queria ter ido tão longe. Nem seguido um que não posso, nem aturando outro que nunca pude...
[Pausa] Eu só queria que ele aparecesse, o homem que vai me olhar de um jeito que vai limpar toda a sujeira, o rabisco, o nó. O homem que vai ser o dono das minhas felicidades e não dos meus medos. O homem com o maior colo do mundo, para dar tempo de eu ser mulher, ficar para sempre. Para dar tempo de seu ser criança, chorar para sempre. Para dar tempo de eu ser para sempre.
Cansei de morrer na vida das pessoas. Por isso matei você.
Antes que eu morresse de amor. Matei você.
Eu sei que sou covarde.
Surpreso?


Eu não.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Um caqui entre nós

(...)

Gabriela, só. diz:
cores que são atribuídas, são boas
nao só azul
pra minha prima é roxo

Lilith Of The Flesh diz:
cáqui é a tua cor então
cá qui
cá aqui
adoro jogo de palavras
xDDDDDDDDDDDDDDD
ow, mas sério, tô pensando aqui.. cáqui é uma cor bem bonita

Gabriela, só. diz:
HGASYUGSAYGASYGASYGASYASG

Lilith Of The Flesh diz:
eu acho

Gabriela, só. diz:
Caqui entre nós
UHASIASUHASIUHSAIUSAH
PÉRA

Gabriela, só. digita:


Gabriela, só. diz:
UM CAQUI ENTRE NÓS
A nova novela do SBT
IUASHIUHSIUADHDASIUHASIUHASDIUHASDIUSADHIUSADHISUADHSIDAUHASDIUHSADIUHSAD

Lilith Of The Flesh diz:
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Gabriela, só. diz:
RI DEMAIS
ASIUHJASIUHSAIUSAHIUASHA

Lilith Of The Flesh diz:
OTORRINO

Gabriela, só. diz:
OTOMBÉM!

Lilith Of The Flesh diz:
xDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDD

Gabriela, só. diz:
DRESSA, *se bate*

Lilith Of The Flesh diz:
OI xDDDDDDDDD

Gabriela, só. diz:
VAMO DORMIR

Lilith Of The Flesh diz:
VAMSIMBORA

Gabriela, só. diz:
PRUM BAAAR
BEBER, CAIR E LEVANTAR

Lilith Of The Flesh diz:
xDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDD

Oh, yes I do.

I wanna make you suffer.

Oh, yes I do.

domingo, 4 de abril de 2010

Delegando.

Eu não sei o que você quer comigo ou por qual motivo aparece quando eu menos desejo. Eu não sei o porquê desse súbito interesse pela minha vida se você não esteve aqui quando disse que estaria. Passaram-se dois anos, quase dois anos e você não mexe mais comigo. Não venha então me visitar, não dirija suas palavras a mim. Você perdeu esse direito quando foi embora.
Não que eu não aprecie tudo o que nós vivemos, ou que eu vivi, porque tenho certeza de que pra você não foi tão prazeroso quanto pra mim. Você deixou isso bem claro. Eu te entreguei meu coração e minha alma e você fez pouco caso, se assustou, sei lá. Tudo o que eu sei é que você foi tudo o que eu mais amei, até o momento em que eu precisei parar de te amar. Você é a pessoa mais idiota e foi a mais fascinante que eu conheci. E todo o drama, todas as brigas e as acusações parecem ter sido há uma vida atrás. Agora eu vejo que você não passou de um degrau pra que eu fosse melhor quando encontrasse o amor da minha vida. Você foi só uma lembrança boa e eu pra você só sou uma lembrança dolorosa. Eu não quero ter que te responder, nem ter que fazer contigo o que você me fez, por isso eu vou delegar isso pra vida, que o destino cuide de você da forma que você precisa. Eu sei que você leu tudo o que eu te escrevi, eu sei que você sabe que mexeu comigo, mas não venha mexer com a minha vida...



Já não existe espaço nela pra você.

sábado, 3 de abril de 2010

Apólogo de um gênio

– Quando começa a chover é perigoso ficar perto da janela. Tem que ficar longe. Porque a árvore pode cair. Na verdade, ela pode cair qualquer dia que ela quiser, ela só usa a chuva como uma desculpa. Aí a gente pensa que a culpa é da chuva, mas não, é a árvore. A árvore cai e a gente fala "Por causa da chuva! Chuva filha da mãe!", aí a árvore olha e fica quietinha. "Valeu braço", ela agradece pro galho que caiu, e volta pro tronco dela. A gente fica reclamando da chuva, mas não é ela, ela só tá lá chorando, caindo. Depois que a chuva fica triste e vai embora, a gente fica pedindo "Ahh, cadê a chuva?" e não sabe aonde ela foi.

– De onde você tira essas idéias?

– Os elfos me contam. Os elfos entendem tudo da natureza. Aí eles me contam. E confiam em mim porque eu sou um escoteiro.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Confissão

Hoje eu posso me virar e dizer que eu quis te ligar; que eu quis desesperadamente que as coisas fossem exatamente como eram antes de todo drama; eu posso dizer que eu chorei pensando que em todas as brincadeiras que eu faço que me lembram você nenhuma delas vai ter você!

Eu acho bom ter alguém pra culpar quando as coisas estão ruins, eu acho bom poder dizer: ele não está mais aqui pra me ouvir, ele bagunçou tudo. Quando na verdade isso é viver negando que parte da culpa foi minha também. E eu só me toquei disso quando eu olhei pra trás e vi que eu poderia ter agido de forma diferente e que o dia em que o mundo foi abalado pra mim, poderia ser apenas mais um dia...

Não tem um dia em que eu não pense em você.
Não tem um dia em que eu não me lembre de números pares e ímpares ou músicas, bem, músicas desconhecidas por muitos que só a gente conhece.
Faz tempo que eu choro de saudade.
Faz tempo que eu sinto sua falta e eu sei que eu poderia pedir pra você voltar, mas não dá.

A confissão?
Não tem um dia que passe que eu não fantasie com como poderia ter sido.

O Poder das Palavras

Os primeiros autores estão cheios de relíquias da primitiva magia verbal. Classificar as coisas é dar-lhes nomes e, para a magia, o nome de uma coisa ou grupo de coisas é a sua alma; conhecer os seus nomes é dispor de poder sobre as almas delas. Nada, seja humano ou sobre-humano, está acima do poder das palavras. A própria linguagem é um duplicado, uma alma-sombra, de toda a estrutura da realidade. Daí a doutrina do Logos, diversamente concebida como a realidade suprema, a substância anímica divina, o "Significado" ou razão de todas as coisas e o "Significado" ou essência de um nome.

(Fonte: O Significado de Significado, de C. K. Ogden e I. A. Richards - Zahar Editores)

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Entre chaves e meias

Chave destrancando a fechadura da porta.

— E aí?
Michael olhou de soslaio para o amigo sentado no sofá laranja-escuro enquanto adentrava-se e fechava a porta.
— Não deu tempo. — sentou-se, desconsolado, passando a mão por seu cabelo loiro, comprido e liso — Quando cheguei lá, ela já tinha ido.
— Pô, bicho... que palha. — disse o amigo, Juca, tocando violão em um ritmo lento e baixo.
Michael repousou a cabeça no encosto do sofá. Estava cansado. Tanto psicologicamente quanto fisicamente. Já não sabia mais o que fazer, e nem pretendia saber naquele momento.
De repente Juca começara a tocar o refrão da música Even Flow do Pearl Jam.

" Even flow, thoughts arrive like butterflies
Oh, he don't know, so he chases them away
"

Michael olhou-o com desprezo. Juca continuou, fixado no violão.

" Someday yet, he'll begin his life again
Life again, life again...
"

Michael encarava a bagunça ao redor deles. Camisetas, palhetas, três mochilas velhas e sujas, um violão com cordas arrebentadas ao relento, um cinzeiro imundo, um isqueiro azul inutilizado, CDs arranhados e desprotegidos... e meias encardidas, perdidas de seus pares. Ou apenas distantes.
— Cê acha que ela vai te ligar quando chegar?
— Eu sei lá, velho. — Michael começou a puxar um fio do estofado, desfiando-o mais ainda.
— Ela deve começar uma vida nova por lá.
— Ela deve me escrever. Cartas. Mas ligar, acho que não.
— Você devia começar uma vida nova por aqui também.
Michael ficara mais mal-humorado ainda com o comentário do amigo. Mas ficou quieto.
— Fernandinha se amarra em tu.
— Ah, cala a boca, Juca. Não quero ficar com a Fer, não agora.
— Bicho, ela não se importa que você fique com ela pensando na Ágata. Cê sabe como a Fer é... — disse Juca, ainda tocando vagarosamente notas desconexas no violão — Todos sabem. — e riu — Ela já fez isso outras vezes, agora não seria diferente.

Ambos permaneceram sentados contemplando cada um seu próprio devaneio, ao som de notas solitárias originadas da vibração das cordas do violão.
Após um tempo assim, Michael finalmente levantou-se e pegou uma das mochilas largadas no chão. Juntou algumas coisas dentro, colocou nas costas e direcionou-se até a porta. Parecia irritado.
— Vai aonde?
— Encontrar a Fer.