quinta-feira, 31 de março de 2011

Pale Blue Eyes

Eu olho para seus olhos azuis a me fitar; tão cheios de cansaço, tão cheios de pensamentos maquiavélicos pra me manter por perto.
Eu vejo seus olhos azuis, agora pálidos, a me fitar; cheios de preguiça e súplica para eu continuar aquecendo a sua cama todas as noites.
Não se preocupe, querido, eu permanecerei por perto até isso que a gente tem me intoxicar por inteiro, não me importo se você não me amar, porque eu também não amo você, querido. Somos tapa-buracos para os nossos corações partidos e não temos vergonha de dizer que por enquanto, o amor é só mais uma ferramenta para nos quebrar.
Você, na maioria das vezes, me deixa brava.
Eu, na maioria das vezes, te deixo bravo.
Mas não importa se há equilíbrio, meu querido, não importa enquanto a gente puder se saciar.

Cachoeira

Como é que eu vou fazer pra aliviar sua dor, meu bem? Como é que eu posso contar pras outras pessoas o que você sente se eu não sei o que é ou por onde você anda? Se eu me esqueço de lembrar de você pra terrível sensação de impotência não me corroer por dentro ... Me diz, o que eu faço? Se no fundo eu tenho medo de você aparecer e eu me assustar ao te encontrar... Se eu no fundo me sinto culpada por não ter feito mais por você, por não ter conversado quando eu passei semanas pensando nisso. Ninguém foi ver o que aconteceu, meu bem. Ninguém teve a audácia de descobrir a verdade por trás do mistério. Talvez seja isso que te incomode tanto, todos precisamos de uma conclusão, não é? E a verdade é que eu te amo tanto que lembrar é doloroso. Lembrar o quanto eu te amo é doloroso, eu queria ter conhecido você melhor antes de você sair da minha vida, sabe? Antes de você sair da vida de todos nós. Eu queria que você soubesse que eu te desejo o melhor, que eu te desejo paz e que você siga o seu caminho iluminado. Que você se junte a pessoas boas como você e que você ache redenção e amor.Que vá morar num lugar bem fresco e com cachoeira perto, que seja o melhor ser que conseguir. Queria que você soubesse que eu agradeço por você ter existido porque você me fez encarar a vida com novos olhos e eu sinto muito a sua falta.
Fica com Deus,

Mandis.

Knight (Modern Version)

Você é encantador e sempre me oferece as experiências mais sublimes que eu já tive na vida. Você me enche de alegria, você me prova todos os dias o quanto nós somos bons juntos, você me apresenta ao seu mundo, me deixa entrar, me faz conhecer lugares novos, gente nova, me torna sua família, me ama quando eu sou odiosa, me abraça quando eu choro, me diz que se orgulha de mim quando eu acredito com convicção de que não há muito pra se orgulhar. Mas não é só isso que faz de você o meu príncipe moderno. É a sua capacidade de me fazer sorrir só de pensar em você depois desse tempo todo...De continuar te desejando, de continuar aprendendo contigo, de receber flores e de conversas e músicas no carro. É saber que mesmo que existam pessoas mesquinhas que gostam de falar mal da gente, só quem sabe o quanto nós somos bons um com e para o outro somos nós. Saber que você me ama é a melhor coisa, falar com você todos os dias é a melhor coisa, acordar do seu lado, tirar foto com você, dormir contigo só pra fazer questão de roubar sua coberta... E habitar seus braços e observar seus hábitos e habituar-se a uma vida inteira plena e feliz contigo...
É essa a vida que eu desejei pra mim desde menina. Um amor desses digno de filme. Alguém que me olha do jeito que só você faz, que sabe bem quem eu sou e que vai sempre estar aqui por mim... Da mesma forma que eu sempre estou aqui com e por você.
Eu nunca vou parar de te amar, nunca vou esquecer tudo o que você faz por mim. Eu te amo. Céus, eu te amo tanto que não sei como mensurar isso, nenhuma comparação seria gentil com o tamanho do meu sentimento por você. Você não mudou a minha vida, você é a minha vida. Eu sei que eu sou uma piolha, uma pentelha em algumas ocasiões, mas eu queria que você soubesse que mesmo nessas horas eu não ajo por mal. Quero que você entenda que eu sou muito grata pela forma como você entrou na minha vida e tão despretensiosamente se tornou a coisa mais importante pra mim.
Minha felicidade tem nome e cinco letras.

Duas Notas.

Duas notas tinham a música que você fez para mim.
Dó. Sol.
Dó, você me disse, porque lamentava que uma menina tão cheia de vida pudesse ser tão triste às vezes.
Sol, você me disse, porque me prometia que ia trazer o sol e mudar isso.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Sem Você

Fazem cem dias que eu não falo com você e digo, só porque eu sei que você não vai ler isso, que está me matando.
Eu fiquei com raiva naquela época. Época?
Eu fiquei com raiva naquele dia, porque você me dá nos nervos com sua presunção, que me atrai, mas que às vezes me irrita e me cega de raiva, você me dá nos nervos porque sabe da verdade... Sabe que eu cairia aos seus pés se você pedisse, sabe que eu sairia cantando, mesmo se estivesse chovendo ou fazendo um sol de rachar a cabeça, sabe que eu pularia em você e nunca te deixaria ir.
Droga, odeio que você saiba isso.
Então eu vou parar na frente da sua porta, abrir a janela sua do MSN e não falar absolutamente nada, palavras são desnecessárias, principalmente porque eu prometi que não falaria mais contigo a não ser que você viesse falar primeiro.
Eu vou parar na frente da sua varanda e esperar que num dia, sem palavras ditas, a gente finalmente fique junto.

terça-feira, 29 de março de 2011

Vai Pela Sombra O Que Sobra É..

Ele olhou para os lados e ninguém estava vendo, ele carregava um livro considerado "feminino"demais e tinha vergonha do que os amigos diriam se ele fosse visto na praça lendo ele. Sentou à beira de uma àrvore e começou a ler. O tempo estava do jeito que ele amava: mais vento do que sol, não que ele odiasse o astro, apenas apreciava a brisa tão esperada de setembro no rosto.
Começou a ler, era um livro otimista, completamente contrário à sua leitura habitual, ele sempre foi um menino que apreciava um bom livro de Nietzsche ou Schopenhauer, mas sua melhor amiga havia lhe emprestado o livro como um passatempo, então ele aceitou, àvido por palavras otimistas, mas orgulhoso demais para dizer isso para a amiga ou admitir pra si mesmo que ele estava desejando um pouco de luz no meio das trevas dele.
O livro falava sobre criaturas mágicas e lugares mágicos, sobre pessoas que ocasionalmente voltavam à vida apenas para ver uma última vez as pessoas que amavam, coisa que ele não acreditava, porque senão ele a sentiria perto dela novamente.
Sacudiu a cabeça e o pensamento que nela havia surgido, se prometeu que não pensaria nela, pelo menos não hoje, baixou os olhos e encarou o sol que brilhava como se tivesse triunfado na batalha com as nuvens, sorriu, se tinha algo mais poderoso que as nuvens era aquele brilho, baixou os olhos e ouviu um riso atrás dele.
— Quem está aí?
— Olha pra frente, querido. — uma voz doce sussurrou em seu ouvido.
— Lívia, mas você... — ele se virou e viu os cabelos negros dela jogados por cima do ombro, os olhos estavam brilhantes e as mãos estavam no seu rosto.
— Eu sei muito bem o que eu sou, meu anjo.
— Mas o que você tá fazendo aqui?
— Eu preciso de você, meu amor.
Ele estava perplexo, fechou os olhos e tornou a abri-los pensando que fosse uma miragem ou algo assim, mas quando ele os abriu ela ainda estava lá, só que agora de pé.
— Precisa de mim pra que, Lily?
Ela tocou seu peito, onde estava seu coração e fez uma careta.
— Nossa, Adriano, tanta coisa se passando no seu coração, meu anjinho.
— Da minha perspectiva, Lívia, você é o anjo aqui.
Ela gargalhou, ele agradeceu por estar sozinho na praça naquele dia, a risada dela invadiu o coração dele e foi como se tudo se iluminasse dentro dele.
— Não, não, querido, o meu anjo é você. — ela o beijou e ele sentiu os lábios formigarem de felicidade, ele queria mais do que aquilo, mas ela se afastou e se pôs de pé novamente, ele se levantou junto com ela. — E eu preciso dizer porque eu vim, anjinho, você precisa me ajudar.
— Como?
— Se ajudando, meu amor.
Adriano arregalou os olhos e virou a cabeça, ela chegou mais perto novamente e disse com uma voz trêmula:
— Eu vim pra te libertar, meu anjinho. Dessa dor, dessa angústia, desse pessimismo, desde que eu... Parti — ela estremeceu novamente — você está sempre assim, meu amor. Eu preciso te libertar, você pode ter felicidade novamente.
Ele olhou pra trás e ficou andando de um lado pro outro, quando se virou, seus olhos estavam marejados.
— E se eu não conseguir?
Ela sentiu que estivesse partindo no meio. É, ela pensou consigo mesma, eu ainda consigo sentir.
— Você tem que conseguir, amor. — a voz dela ficou rouca — Eu preciso de paz, eu preciso que você fique em paz com o rumo das coisas. — ela chegou perto dele e pegou em seu peito novamente — Seu coração ainda bate e eu preciso te dizer que ele não parou junto com o meu...
— Às vezes parece que é assim...
— Por favor, Adriano. — suplicou ela — Eu só posso ser feliz quando você superar isso.
Ele fez um esforço pra sorrir e disse:
— Tudo por você, meu anjo.
E ela desapareceu.
E ele de repente se sentiu vivo de novo, seu coração batia com vigor e ele decidiu correr atrás da felicidade e parar de esperar que ela o encontrasse.

Falta de Oportunidades

— Eu sou sozinha, né... — Miranda fez uma pausa e sorriu — Mas eu não me importo de ser assim.
Camila a olhou, sem demonstrar muita emoção.
— Mas você nunca beijou ninguém? — Camila parecia meio chocada.
Miranda gargalhou:
— Isso eu já fiz. — ela parou e ponderou um tempo — Já fiz isso muitas vezes, na verdade,
Camila arregalou os olhos.
— E nenhum quis mais nada com você?
Essa daí deve beijar mal, pensou Camila dando um risinho disfarçado.
— Não é bem assim, né, Mila. Os últimos quiseram, mas sei lá, eu não via nem um "amanhã" com eles, sabe?
— Por que?
— Acho que eu só nunca beijei quem eu queria.
Camila olhou para a amiga, séria.
— Sério? — ela sacudiu a cabeça — Mas por que não?
— Acho que eu só nunca dei sorte. — Miranda deu de ombros — E o pior é que tanta gente sabe o gosto de beijar alguém que se ama, ou mesmo se gosta, e nem aprecia o valor disso.
— E por que você não via um amanhã com os que o quiseram?
— Nunca parei pra pensar nisso...
— Então, Mi, acho que você está sozinha porque você quer... Acho não, tenho certeza!
— Mas isso não me incomoda. — as palavras da amiga estavam marcando-a por dentro pouco a pouco, ela fez uma pausa pra absorver tudo aquilo.
— Você mente pra disfarçar que você também precisa de alguém. — Camila passou a mão no rosto da amiga. — Ser humana às vezes é bom também.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Crossroads

Ela chegou na universidade meio afobada, estava atrasada, mas isso não era novidade mais no mundo dela. Ela passou o dia com alguns colegas e riu tanto que seu estômago doeu um pouco. Viu uns meninos bonitinhos e flertou um pouco com os olhos e com um sorriso disfarçado e esse era o máximo que ela sabia de flertar.
Viu suas irmãs e melhores amigas, pessoas conhecidas que não eram tão amigas assim, mas ainda assim eram parte dela de alguma forma. Foi invadida pelo cheiro de um belo rapaz que passou calmamente por ela e ainda ficou suspirando e exclamando pelo rapaz como se tivesse 13 anos.
Ela viu tudo que poderia ter dado errado e agradeceu por ter tido um dia tão maravilhoso e cheio de coisas boas, agradeceu por ainda estar respirando. Ligou para a sua irmã, ela estava bem, seu cachorro estava bem, sua mãe estava bem.
Ela tinha amigos.
De repente ela sentiu uma vontade de cantar e sorrir e pensou que estivesse num filme bem idiota onde tudo acabaria bem, talvez tudo acabasse bem.
Que tal isso para um final feliz?

domingo, 27 de março de 2011

Fragmento de um sonho

Entro no ônibus e me sento.

- Oi. Qual seu celular? - pergunta a moça de cabelo médio-longo preto, rosto bonito e altivo, no banco ao lado.

- Pra quê? - estranho a interação repentina e o interesse óbvio para um contato comigo, ainda mais no ônibus, onde ninguém fala com ninguém, mal diz o cumprimento do dia.

- Ah, nada, era pra saber só... - ela disfarça e parece não querer perturbar mais.

- É... - hesito - 1001-1000*.

- E você está com alguém? Assim, que você considera...

- Ah, não sei te dizer... - rio comigo mesma; eu realmente não sabia dizer - Eu tô enrolada.

- Com quem?

- Com o Fulano*.

Ela sorri. Um grande número de pessoas entra no ônibus e senta-se entre nós de maneira que ela acaba se mudando para o banco da frente, perto da catraca. Percebo que ela puxa papo com pessoas sentadas atrás dela. Gostaria de ter conversado mais, simpatizei com ela. Em seguida ela desvia o olhar da pessoa com quem ela conversava para mim e sorri novamente.


*Dados fictícios por questões éticas (kkk).

sexta-feira, 25 de março de 2011

Dear Little Bitches

Vocês vivem conversando umas com as outras, sempre com os mesmo papinhos fúteis, sempre humilhando os outros, se achando melhores, sempre com os amigos gays (nada contra gays, eu os amo, mas andar com gays só pra ser parte da turminha e porque é modinha é o fim da picada), sempre nas festinhas, sempre curtindo seus ícones infanto-juvenis e não vêem a necessidade de crescer. Dos dezoito aos vinte e um o mundo ainda é lindo, queridas, pra pessoas frívolas e desprovidas de amor próprio como vocês.
Falem mal de mim o quanto quiserem, meu ego precisa disso. "Deixe que digam, que pensem, que falem...". Ser tendência é isso. E eu sinto muito se levando a vida medíocre que vocês levam, vocês acham que estão se saindo melhor. Festa não constrói caráter, bebida não constrói caráter, unhas muito menos, falsidade e drogas então...
Quero dizer com isso que se você acha que eu tenho o que mereço, então obrigada. Sou muito feliz com tudo o que me cerca, gracias. Se você acha que se aproximar vai fazer com que eu pense que você é uma boa pessoa, a única a se enganar dessa vez é você. Pedir desculpas não vai adiantar. Vocês evocaram o meu lado desprovido de misericórdia. Mas eu não vou fazer nada, nem mover nenhum dedo, não é necessário.
Eu vou me orgulhar de assistir do meu trono, crescente, sempre crescente, o caos em que vocês mesmas estão se afogando. A queda. A ilusão.
E ainda assim eu as amo, queridas vadias... Porque vocês tornam minha vida um espetáculo interessante de se assistir.
E meu final é feliz e as cortinas se fecharam pra vocês.

quinta-feira, 24 de março de 2011

For you and only you

Pra você - e não menos que alguém como você - guardei e dedico toda minha raiva e rancor.
E o meu amor também.

terça-feira, 22 de março de 2011

What Have I Done?

Ela olhou para os olhos negros dele, levemente cobertos de luxúria e a boca perfeitamente desenhada e cheia de marcas rosas do batom dela.
Ele chegou perto dela e encostou seus lábios no seu pescoço, ele sabia o que ela ia dizer a seguir, eles estavam naquele ponto onde eles sempre paravam, todos os dias. Ela não ia ceder.
 Ian, chega.
 Eu sei, Catarina.
Você sabe que a gente não pode fazer nada, né?
Sei. ele tirou os lábios do pescoço dela e abriu as mãos subindo até seus cabelos  Mas eu posso tentar...
Bom... ela olhava pra ele, meio seduzida, meio hipnotizada  Eu conheço o Leo desde criança, não posso fazer isso com ele.
Pode.
Ela o olhou, parecendo meio inocente.
Tem certeza?
Ele abriu a boca pra responder, mas pensou: ele realmente queria tê-la assim pela metade? Ele realmente queria ser o cara que faz a mocinha trair o namorado?
Não, Catarina, não sei mais o que a gente tá fazendo.
Resposta errada.
Droga! Ele não previa isso, ela de inocente passar a mulher.
Ela se entregou a ele, ele não a segurou de fazer essa besteira.
Ela acordou com o telefone tocando.
Leo?! Tô na casa da Milena, meu amor. ela olhou pra trás e ele ainda dormia. Já saio daqui.
Ela saiu e deixou um bilhete. Estava arrependida e não veria mais Ian por mais que ela sentisse que o amasse, um amante cheio de paixão e completamente arrebatador não era do que era precisava. Amor não era tão necessário quanto a certeza de como as coisas saíriam.
Ela murmurou:
O que diabos eu fiz?
Ela deixou um bilhete e ele o leu, droga, ela tinha perdido a coragem de continuar com aquilo, a coragem de escolher ente o amor e a estabilidade. O bilhete lhe disse que ela escolheu a estabilidade e ele perdeu o amor.
Ele murmurou:
O que diabos eu deixei ela fazer?

quarta-feira, 16 de março de 2011

Olá, de novo. (Ninguém muda)

Eu não sabia o porquê de estar ali depois de, sei lá, uns cem dias. E você, tão blaser e super discreto, exatamente como cem dias atrás, também nem perguntou. Ficamos ambos parados e quietos, pensando muito. Eu e meu punho cerrado e apoiado na bochecha, você futucando alguma coisa no cotovelo com a cara séria e entediada. Como numa cena de fluxo lento. Fazia muito tempo que a gente não se via depois que tudo deu errado.

Convidei pra um cinema e você me pediu que entrasse. Tudo estava diferente fora as roupas sempre penduradas. Ficamos ali suspensos, sem saber que horas eram, se agora nossos dias separados haviam nos passado pra trás. É só paz de espírito. Ou duas pessoas sem habilidade de montar o quebra-cabeça de uma segunda (talvez terceira) chance. A gente foi assim, como dois espelhos, a personificação do côncavo e o convexo, refletindo um pra cada lado, só que com o encaixe perfeito. Só o amor sem terceirizações, feito de não mais que duas pessoas, pode ser tão redondo e circular a ponto de voltar ao ponto de partida.

Mas a gente só fica ali, nos sentindo velhos demais, novos demais, pra expor sentimentalidades e falar do que foi. Ainda lembro que o plano era provar pra todo mundo que amor perfeito não era só nome de flor.

Mas eu decidi que ia amanhecer em discotecas, provar de bebidas coloridas, ser envolta pelos braços de um novo romance, o mais urgente possível, qualquer um que falasse por mim "diz pra ele que me viu com outro, que eu mudei, fiz uma tatuagem, ando ouvindo tipos de música que ele odeia". É o primeiro reflexo: a gente sempre põe alguém no lugar, como um teste pra saber se acabou de verdade ou pro fim não ficar sem carimbo. Aquelas pessoas insípidas que servem pra dividir águas mas logo logo passam por baixo da ponte sem mover nossos moinhos.

Sinto muito se eu era tão feliz e não me dei conta. Se nas poucas vezes que eu sorria, sabia que a intenção era apenas ferir. Mas agora já não sei o que fazer com isso, só sei da minha vontade de fazer um brinde ao nosso reencontro e te beber inteiro sem receio de me afogar outra vez. Mas você fica inerte, deixando bem claro que estou abaixo de uma ferida de cotovelo, talvez tentando proteger aquela parte do corpo que já tanto doeu.

Talvez seja só uma dívida com meu ego mimado, mas eu sinto desejo. Eu quero agora. Se não for por reconciliação, que seja de despedida. Você me vê com um "sim" em cada olho, mas não oculta uma certa tristeza. E faz uma cara como dizendo que desse jeito não vai dar. Mas eu quero muito, então faço uma cara de não se preocupe, deixa eu guiar isso, do meu jeito. Você bem lembra. Olha eu aqui outra vez. Ninguém muda tanto assim.

terça-feira, 15 de março de 2011

Não Entenda (VaD)

"Não somos amigos, não somos amantes", ele parecia transtornado ao dizer aquelas palavras, então mordeu o lábio, meio receoso.
"Então o que somos?", ela parecia calma, por mais que estivesse morrendo por dentro.
Estranho. Ele não a imaginaria tão calma conversando sobre aquilo.
Estranho. Ela já previa que ele fosse falar algo que fosse arruinar tudo, mas não o nervosismo.
Ele sorriu, de uma forma galanteadora.
"Acho que deve-se inventar uma nova definição para o que somos", ele disse ainda sorrindo, só que com menos intensidade.
"Talvez", ela sentou-se na mesa, "Para de fazer esse sorrisinho conquistador, você sabe que eu não sou mais uma"
"É sim", ele se aproximou, "e o pior é que você gosta disso"
Facada. Ela feriu o ego dele.
Facada. Ele a conhecia melhor do que ela considerou.
"Gosto mesmo, mas não toda hora", ela afastou ele com o indicador, "mas você está fugindo do assunto."
"Que assunto?", ele revirou os olhos, "Sobre o que nós somos?"
"Sim"
"Você corre atrás de mim quando quer se meter em encrenca, quando quer se aproveitar do meu estado de 'alma perturbada', você não quer ser minha amiga, você...", ele voltou a se aproximar, "Você quer algo físico"
"E você vem atrás de mim quando quer um conselho, uma opinião, ajuda e qualquer outro tipo de coisa que envolva meu intelecto, meu instinto", ela o afastou novamente, "Você quer algo psicológico"
Impasse. Eles querem coisas diferentes, que quando unidas se tornam algo maior.
Impasse. Eles não querem união.
"Quer saber então?", ele bufou, "Não temos nada."
"Melhor assim", ela o beijou e voltou a sentar-se na mesa conforme ele ia em direção a porta, "Melhor eu partir seu coração", ela sussurrou.
Clichê. Você nunca ouviu essa história antes?
"Ei, Jim?", ela disse enquanto ele rodava a maçaneta da porta da casa dela, "Feliz Aniversário!"
"Ei, Padma?", ele olhou pra trás e enquanto saia disse exaltado, "Vá ao diabo!"

domingo, 13 de março de 2011

Rotina

Depois de meses pensando em você toda hora, sofrendo, desejando e ansiando o nosso encontro, não posso deixar de fazer a seguinte observação:
Faz tempo que eu não penso em ti, eu estou ótima e nunca pensei nessa vida que te superar fosse assim tão...
Indolor.

quinta-feira, 10 de março de 2011

C & A

Eu queria te dizer que eu sinto muito por todas as coisas que eu disse naquela noite, eu que sou tudo aquilo. Eu queria dizer que eu não sei se é possível amar alguém mais do que eu te amo... E que você é o homem dos meu sonhos, tão doce e me dá tanta força. Eu queria que você soubesse que eu hei de fazer de tudo que eu puder pra te ver feliz. E que eu tenho uma mania péssima de ficar com raiva e de falar um monte de besteiras e que me mata que você saiba que eu não sou tão fofinha assim, que eu sei ser egoísta e idiota. Mas o impressionante é que você viu a besta por baixo da máscara e não se apavorou. Pelo contrário, foi sutil, delicado, atencioso e homem. Você é homem demais pra minha meninice... Agora eu entendo porque você riu.
Algumas vezes eu acho que não mereço você. Mas ao mesmo tempo você me edifica e talvez por isso eu sinta tanta necessidade de crescer com você. Por mais que eu pense em trezentos motivos pra isso dar errado, existe apenas um pra fazer isso dar certo: nós nos amamos. E eu sei que na maior parte da vezes eu sou difícil de lidar e mesmo assim você se mostra paciente e se importa com todas as minhas porcarias.
Eu cansei de achar que tudo vai dar errado, você diz que vai dar certo e eu acredito. E eu te darei três filhos e uma vida cheia de risadas. Prometo sair inventando um nome pra cada coisa nossa, bem engraçadinhos pra você rir da minha cara que nem com a minha peixe, a Vera Fish. Eu prometo aprender a cozinhar decentemente e preparar suas receitas favoritas. Prometo levar café na cama no domingo com as coisas que você mais gosta, prometo tentar ser menos estressadinha e parar de me levar tão a sério. Prometo parar de ser tão boazinha e me impôr mais. Prometo não pular no seu pescoço quando você ensinar coisas erradas pros nossos guris. Prometo te acordar com um beijo se eu ganhar todo dia um de boa noite. Prometo que a gente vai viajar bastante juntos e fazer muitas coisas malucas só porque deu vontade...
Prometo que vou te seguir. Prometo que vou te amar.
Prometo.
Tudo isso porque ontem você foi o melhor dos homens na Terra e me fez lembrar porque eu me apaixonei por você e porque eu sempre vou ser apaixonada.

Da sempre sua,

Maluca.

White Swan or not

Cansei de ser a garota boazinha dessa vez. Cansei de obedecer regras que não existem além da minha mente. Hoje de madrugada eu vou perder a compostura, eu vou rir disso quando acordar. Eu vou deixar o desejo emanar dos poros, eu vou soltar os cabelos, eu vou me soltar. Só pra dar a gargalhada final... E dizer que de cisne branco, eu não tenho nada.

:/

Você é muito intrigante, muito adorável com sua mania de fazer as coisas pra me agradar. Muito amável por se preocupar com minha dor de cabeça de tanto chorar e gritar contigo. Muito irritante por se manter tão calmo e íntegro mesmo me vendo surtar em níveis diferentes. Muito angelical por me confortar nos seus braços quando eu acabei de te ofender. Muito elevado pra ter a capacidade de me perdoar. Muito muito apaixonado por mim, pra me ver daquele jeito e querer continuar com alguém como eu.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Com amor, açúcar e afeto.

"E eu, não posso mais brigar com a minha razão
Se a mente luta insiste em dizer não
Posso mais separar você de mim...
E é assim em versos, vou compondo essa canção
Pra te dizer que o que eu queria mais
Era você aqui, ai de mim!"


P.S.: Felipe, essa é pra você, gato. (:
P.S.: Ignore o primeiro p.s. se seu nome for Samuel, beijos me liga, bonitão.

domingo, 6 de março de 2011

Why Do Men Cheat?

Fiquei um dia inteiro me perguntando por que os homens traem tanto e cheguei à conclusão mais óbvia que existe.

Portanto, se você está sofrendo porque foi traída, saiba que todos já passaram ou passarão por isso e entenda que é pelo seguinte motivo: homens não suportam a idéia de ficarem sozinhos.
E só de pensar em ficarem sozinhos e independentes, o corpo deles já estremece pedindo por mais uma, mais alguém que preencha aquele buraco negro dentro deles que sempre quer mais uma pra suprir a necessidade que eles têm de se sentirem no poder, no controle e completamente sem, e isso é na maioria dos casos, um sentimento de real apego.
Homens traem por medo.
Homens são fracos.

sábado, 5 de março de 2011

Doente de amor ou amor doente?

First act: Endless Love
Sick, sick, love sick...
With you around I can't barely breathe
My life wasn't ever this sweet
Promess me all those things
I know that we can keep...
*then a romantic look and a passionate kiss, they walk side by side, holding hands, and leave the scene*

Second act: Redemption
Sick, sick, lovesick
A lot of love and a little deceive
I am capable to give
You a lifetime of happiness
If you allow yourself to receive
*she fights with him, but he kisses her and they make up, leaving the scene talking about the future*

Third act: Doubts
Sick, sick, lovesick
What a beautiful and messy twist
I'm annoyed with those things you can't be
You're just way too different of me
I'm not sure this will work out, can you hear?
*she cries, he begs and they walk in opposite sides*

Last act: Where is the happy ending?
Sick, sick, lovesick
This surely looks more like a disease
I'm afraid of leaving you, so I don't leave
You crossed all boundaries
Are we sick of love or lovesick?
*the lights turn off*

quinta-feira, 3 de março de 2011

Rindo pra não chorar

Ele era sempre assim, dono desse sorriso indelével e desse ar intocável. O jeito modesto e ao mesmo tempo aqueles olhos de quem tem um mau comportamento, de quem está sempre ávido por paixões ardentes e efêmeras. Era o tipo de cara que acendia velas no primeiro encontro e ao mesmo tempo o que iria segurar com força seu cabelo e deslizar lentamente os lábios no seu pescoço no fim da noite. Ele fazia uma moça recatada como eu revelar seu lado mais insano, ou talvez o mais são. Ele me fazia desejar ter minha casa e um emprego bom, pra gente poder se ver com frequência. Ele era lindo, impecável, másculo e vintage, era gentil com tudo e todos... Em um ponto que até quem o odiava acabava caindo na lábia dele. Ele tinha um espírito livre, sonhador, respeitava meu gosto musical, me levava pra viajar para os lugares mais lindos que eu já vi. Gostava de ficar deitado comigo na rede numa casa perto do rio que compramos, gostava de me abraçar e de me fazer perder o juízo. Quando eu estava começando a desanimar ele organizou uma festa com os meus amigos. Conversou com todos, foi um excelente anfitrião e todos diziam como ele era educado. Casávamos e eu estava linda de noiva. Tentando não chorar ao vê-lo sorrindo ali, diante de mim. De repente eu me vi com nossos filhos, um menino e duas meninas. Chamavam-se Álvaro, Yole e Elisa. Tinham 6, 4 e 2 anos, respectivamente. Estávamos tão felizes juntos que parecia cena de comercial de filme. As crianças saiam e ficávamos só nós dois na cozinha. Ele colocava a mão na minha cintura, parava só pra aumentar o som em uma música qualquer e dançava comigo. Eu ria com uma das mãos no seu ombro e a outra segurando a mão dele. Ele beijava minha boca e minha testa e sussurrava no meu ouvido: você foi a minha melhor e mais bem aventurada escolha. Eu o olhava até que os olhos caíam, fechavam, preparando-se para o nosso beijo. Em outro momento eu estava de terninho, indo trabalhar, colocando os brincos e os sapatos, mega atrasada e ele me puxava de volta pra cama. Foda-se, eu pensava, já estava mesmo atrasada. Aí na outra cena nossos filhos já haviam crescido e estávamos no casamento de Yole. Chorávamos emocionados, apertando a mão um do outro.
eu acordei.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Fragilidade

                                            
Eu tento mas é inevitável me prender às promessas que esperamos concretizar.
Eu tento mas é inevitável imaginar teu cheiro num dia quente de dezembro.
Eu tento, mas você está em todos os lugares.
Eu tento, tento e tento...
Cansei de tentar.
Pode ser doloroso...
Mas é melhor me render.

terça-feira, 1 de março de 2011

Para as Quatro, Três Mosqueteiras

Não é mais, nem menos, minha irmandade é composta por quatro integrantes completamente diferentes e como não seguimos a nossa regra de postar no aniversário, eu resolvi dar a minha trapaceada e colocar algo aqui.

Nós somos completamente diferentes, vivemos em mundos diferentes, mas uma vez que os nossos caminhos convergiram para o mesmo lugar, tudo começou a desabrochar na nossa frente e os elos formados foram muito fortes e já indestrutíveis.
Engraçado que de cara a gente não sabe bem o que esperar das outras pessoas, quando se é tão inocente e nos é ensinado que o mundo é um lugar ruim, enfim, eu sei que no meu quarteto, em tudo aquilo que eu acho infinito, eu vejo que eu já tinha uma irmã e ganhei mais duas, que eu amo e cuido da melhor maneira que eu posso. Não sei, acho que nenhum homem ou menino faz a gente sentir algo tão intenso quanto o que a gente sente pelas nossas irmãs, porque elas estão lá e te amam mesmo se você sofrer por um idiota, dançar exageradamente na pista ou até mesmo na rua, fizer uma coisa bem louca ou ficar meio distante um tempo.
Acho que o que eu quero dizer, na verdade, é que eu me quebrei há muito tempo e eu nunca consegui me colar direitinho, eu não me sinto inteira porque cada uma delas tem um pedaço caído de mim, uma parte de mim e eu não sei mais separá-las de mim, se elas sofrem eu sofro, se elas se alegram eu me alegro.
É como se eu fosse D'Artagnan e elas fossem minhas Três Mosqueteiras: Uma por todas, todas por uma.