terça-feira, 31 de agosto de 2010

Dizer.

Eu venho querendo dizer isso há um tempo pra você, mas me enterrei em outras coisas e não consegui, então resolvi escrever se tiver bom pra ti. Então lá vai...
Queria dizer que por trás de todo julgamento e reprovação, eu fico muito feliz que você esteja gostando de alguém, faz tempo que você não se sentia assim. Mesmo que essa paixão não seja nos seus termos e do jeito que você gosta, você vai saber que batalhar por alguém pode ser extremamente recompensador. Ou não, numas raras ocasiões.
Você entende o que é amar alguém, você sabe porque já o fez antes, lembra? Mesmo que tudo tenha sido altamente desastroso, você experimentou os sabores e os dissabores desse sentimento tão raro e supervalorizado. Eu queria que você visse que não é que eu odeie quem você ame é que eu já drenei tudo de mim procurando o que você acha tão facilmente, querido. O problema é que eu odeio não estar sentindo a mesma coisa, não sentir o calor ou a decepção disso.
A verdade é que eu ando meio dispersa, entre pessoas bonitas e sentimentos superficiais e não consegui ligar exatamente o grande evento que é você estar amando. Então estou aqui reconhecendo isso e dizendo que eu amo que você se sinta assim, mais importante: eu te amo.

domingo, 29 de agosto de 2010

Bilhete

Me desculpe, meu querido, estive tão distante todo este tempo e nem eu sei mais por quê, não me lembro absolutamente porque estive tão distante, porque deixei o tempo desabitado empoeirando, esbranquiçado, como um intervalo em nossas vidas. E então de todos os instantes despercebidos, inexplorados, o que eu mais gostaria de experienciar é enfim nosso abraço.

sábado, 28 de agosto de 2010

Ultra Romântico.

É como se houvessem lâminas me cortando e, mesmo doendo, eu me embriagasse de prazer ao me ver sangrar.
É como se eu provasse pra mim que eu consigo enfrentar isso sem perder a compostura e o ar.
Como um vilão de mangá no episódio final, se pondo a rir
Pelo fato de que fora atingido quando nunca se tinha permitido atingir.
É como se meu melhor amigo me tivesse traído.
É como um ultra romantismo.
Seu amor tá me matando.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Enough.

- Então eu não tenho chance?
- Não sei.
- Então eu tenho esperança?
Ele revirou os olhos, parecia com raiva.
- Não exagera, não especula. Se esforça.
- Mas eu me esforcei. MUITO.
- Não foi o suficiente, foi?
- Acho que não.
- Foi o que eu pensei... - ela ponderou por um tempo, passando de um lado pro outro da sala. - Mas eu sou melhor do que qualquer uma das que você esteve, acho que você não está preparado pra mim, pra minha magnitude.
Ele riu:
- É, talvez não.
- Eu sou melhor que elas.
- Eu sei.
- E você não quer melhor?
- E se você for meu auge?
- Significa que eu te faço bem, que eu sou boa.
- E se a partir daí eu só declinar?
- É um risco que você tem que correr.
Eles se olharam num silêncio cheio de gritos repletos de desejo, paixão e ódio. Com eles, tudo isso andava junto, uma mistura de antíteses e paradoxos que talvez, num mundo paralelo desse certo.
E quem sabe um dia daria? Só não exagera as suas expectativas ou especula um final.
Faz acontecer.


"Um mundo louco, imenso
 De paixão e medo.
Dorme, amor, nos meus braços
Como se eu fosse o primeiro".

Under My Skin - Rachael Yamagata

Hesito em dizer que fui seduzida por você
Porque isso seria algo que todos vocês fariam
Eu estaria mentindo agora, se dissesse que não fiquei intrigada
Mas tempo é tudo por aqui
E no momento, "nós" é algo que pode ser adiado
Mas, conforme observei a garota se revelando perante os meus olhos,
Descobri que gosto dela

Você poderia, por favor, sair de dentro de mim
Porque eu não poderia começar com isso ainda
E eu não sei quais são as minhas intenções,
Elas falam em línguas diferentes
E no fundo, não sou tão durona quanto pensei que fosse
Mas, eu não vou deixar você ficar sabendo disso
Até que esteja certo, vou manter distância
E você deveria ir embora

Estou na dança, e essa é uma chance
Mas fique e observe por um momento
Eu estarei cantando em um tom, só para você, com um sorriso
E talvez, se eu tiver sorte
Você tirará seu chapéu para mim, e descobrirá
Que também gosta dela

Você poderia, por favor, sair de dentro de mim
Porque eu não poderia começar com isso ainda
E eu não sei quais são as minhas intenções,
Elas falam em línguas diferentes
E no fundo, não sou tão durona quanto pensei que fosse
Mas, eu não vou deixar você ficar sabendo disso
Até que esteja certo, vou manter distância
E você deveria ir embora

O desenrolar disso é louco
Penso que nunca estive tão sozinha
Porque eu estive tão perto
De atravessar aquela porta
Mas eu não quero ser julgada por eles
Eu não quero ser culpada

Você poderia, por favor, "sair de dentro de mim"
Porque eu não poderia começar com isso ainda
E eu não sei quais são as minhas intenções,
Elas falam em línguas diferentes
E no fundo, não sou tão durona quanto pensei que fosse
Mas, eu não vou deixar você ficar sabendo disso
Até que esteja certo, vou manter distância
E você deveria ir embora
Você poderia, por favor, ir embora?
Não sou tão forte quanto pareço, mas não deixarei você ficar sabendo.

(Não mesmo...)


quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Kids

                                             

Éramos como unha e carne. E eu não enteno exatamente onde a gente parou de conversar, acho que a gente só cresceu de maneira separada, não é?
Agora parecemos crianças brincando de brigar, sabe? Sempre que a gente se ataca, sempre que a gente se agride, arranjamos um poder sobrenatural pra não ser destruído, melhor, não parecer destruído, não é? Já fizemos zilhões de superpoderes e esquecemos de como ser humanos sem ser extraordinariamente invencíveis, a gente dá a cara pra bater, oferece a outra face e mais tudo de nós.
Você pode fazer o que você quiser pra me atingir, mas nunca vou mostrar isso. Mas nem você. A gente não desiste por puro orgulho, por preguiça. Pra que terminar algo que é completamente indiferente na vida, certo?
A gente se parece com criança porque é infantil essa briga sem nexo. É infantil como a gente não quer que isso acabe.
Pior é que a gente protela o fim, meu bem, achando que um dia tudo vai voltar pro parque de diversões, onde o que importa é se divertir e ser feliz.
Mas o adulto a fazer é admitir que a fase feliz acabou... Pena que somos ainda crianças.

Broken glass and distortions

Você pode enxergar entre as partes que você deixou no chão? Eu queria um homem no qual me espelhar, não o reflexo de um homem. Você é pura cólera, você é um copo cheio de vodka, é alcóol, me deixa tonta e alta com apenas uma boa dose de pessimismo e intolerância. Você não sabe quem eu sou de verdade, mas eu sei que não foi mentira. É a maneira como você se comporta que me causa desconforto e agonia. Não somos mais adolescentes, baby, nossas decisões causam distorções ao nosso redor. Mas ficar sem você não me faria nem um pouquinho melhor. Essas afeições suas conseguem, cegamente, me manipular. E enquanto você adora apagar as coisas, eu sempre gostei de brilhar. Se eu era uma estrela e morri, virei só buraco negro, sugando toda felicidade, toda minha felicidade pra algum cantinho escuro. E você era meu porto, mas não é mais seguro. Eu costumava te ouvir gargalhar de tarde e me olhar como se eu fosse a coisa mais linda do mundo e eu te amo por isso, e eu te amo, mas amor só não é suficiente, embora seja profundo... Amor sempre foi um problema pra mim, está carregado no meu nome e no meu peito. É, eu não sei se devo falar desse jeito.
Você me machuca e eu disfarço, faz cortes e eu escondo com pó de arroz e um ar de que nada aconteceu. Eu nem sei dizer em que ponto a gente se perdeu. Mas você me machuca de novo e de novo e de novo e de novo e nunca mais. Eu não quero te machucar ainda mais. É doença isso, me fazer sentir assim. Eu penso tanto em você que não parei pra pensar em mim. Eu detesto ter acordado e me ver tão preocupada em não te magoar. Tão mais preocupada contigo do que comigo e isso não vai sarar. Preciso de cuidados, mas não de bandagens. De alguém que me leve a sério e não viva de molecagens. Cansei de não desabafar tudo o que me incomoda e eu sei que você se importa como ninguém jamais se importou. Eu sei dos seus segredos e do seu calor. Eu sei o que te faz bem, meu bem. Mas nós precisamos conversar, porque só hoje eu me dei conta  de que tudo que eu preciso é respirar.

Don't speak, liar (Prometo que apago esse post depois)


-E quando a gente se vê?
- Quando a gente se vê? A gente se vê quando você puder, quando eu puder, quando der certo. A gente marca, a gente diz que dá, e depois a gente esquece, não liga... Triste isso, não é não? Eu nem me lembro mais da cor dos seus olhos.
- Poxa... - foi tudo que ele disse.
Não queria adimitir em voz alta, mas eu não queria perder essa chance, quantas vezes mais poderia ouví-lo dizer que queria me ver? Por um segundo pensei em ser condolente e dizer "fale um dia, qualquer dia".
Queria vê-lo, não podia negar.
Porém, pensei duas vezes e perguntei se ele realmente queria me ver.
- Quero. - ele disse, mas não acreditei.
A pior parte é que só eu me esforço.
Pelo menos é o que parece.
- E esse fim de semana?
- Esse fim de semana eu vou sair com meus amigos.

Então ótimo!
Mas, por favor, pare com essa brincadeirinha porque já deu!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

I was just a jerk playing with the matches

Eu te odeio um pouco hoje por ter me tornado essa coleção de patetismos que me permitem ter um pouco da sua atenção. Alguma coisa dentro desse meu corpo muito pequeno insiste em querer que você faça parte da minha vida como algo além de encontros casuais da vida, e não é nem que eu pense em você antes de dormir - porque eu não penso - ou lembre de você durante alguma aula monótona - porque rara são as vezes que lembro. A verdade é que você tem tido pouquíssima participação na minha existência, mas não adianta, eu sei que eu acredito, nem que seja só durante um segundo perdido dentro de uma semana inteira, eu acredito que você sempre age desse jeito louco porque também quer um pouquinho da minha atenção de um jeito diferente ou maior do que eu estou disposta a te dar, querendo ter certeza que eu ainda gosto de você, pelo simples prazer de consegui-lo. E eu não sei quanto tempo nós dois aguentamos ficar nesse joguinho de forças, mas hoje eu queria não ter que aguentar, pelo simples fato de que hoje, nesse exato minuto, eu te odeio ao invés de simplesmente nem lembrar da sua existência.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Sinais de fraqueza


Era incrível a forma como ele se portava. Seus olhos negros pareciam revirar minhas entranhas, trazendo uma sensação de paz e desespero simultaneamente. Deus sabia que eu nao poderia ceder àquilo. Deus sabia que o que eu mais queria era engolir meus malditos princípios e seguí-lo.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Memories From a Hot Summer

O silêncio estava incomodando já. Ele tava olhando pra idiota, querendo muito parecer apaixonado, queria magoar, rasgar o coração dela, que nem se preocupava e fumava seu cigarro olhando pra bebida em sua mão.
- Quer um cigarro? - ela disse pra mim despreocupada, bebendo uma grande parte do conteúdo que havia na garrafa.
- Quero. - eu mesma me surpreendi com minha resposta, mas estava muito magoada pra ligar pra isso por muito tempo, só queria aliviar aquele calor de verão que insistia em queimar através das minhas roupas, estava torcendo pra ele estar sendo queimado também.
Olhei pro lado e a carteira de cigarros dela tava ali, peguei um. Ela riu de mim, era minha amiga então eu deixava ela rir, me ensinou os truques pra fumar e tudo, o silêncio foi quebrado pela nossa conversa e nossos risinhos idiotas.
- O que você tá fazendo? - ele disse surpreso, me vendo com o cigarro na mão.
- Tô levando ela pro caminho errado. - ela disse, sem olhar pra ele.
Eu fiquei quieta, olhando os dois. Ele olhava pra ela meio encantado e meio puto, não dava pra entender. Ele me viu olhando pra ele e deu um sorriso consolador, como se pedisse desculpas por não gostar de mim como eu gostava dele.
- Não faz isso. - ele disse pra mim - Se você fizer isso, não tem volta, a gente vicia.
"Não é só isso que vicia, seu paspalho", pensei, mas aquela hora não era a melhor pra expressar sentimentos, havia muito álcool por perto. Ponderei por um tempo, enquanto ela procurava o isqueiro pra acender o cigarro que estava na minha mão, será que ficaria mais quente dentro de mim ou lá fora? Quer saber? Não ligava, dei um gole da bebida que ela bebia, não era forte, não senti nada então virei a garrafa, amassando um pouco a ponta do cigarro.
Ela tomou-o da minha mão e deu o primeiro trago.
- Só pra você não roubar meu namorado, eu vou fumar primeiro. - ela riu me passando o cigarro.
- Não faz isso. - ele repetiu.
Olhei pro cigarro em minha mão, as cinzas descendo... Traguei o cigarro como se fosse minha última respiração, não me importava com o que ele dizia, eu não queria escutar mais.
Se aquilo viciava, não seria a primeira nem a última coisa.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

From G., to M.

M,
Hoje eu tomei coragem pra dizer pra você o que eu nunca consegui. Eu quero te dizer que eu não sou tudo que você sempre quis, eu não sou tão bonito, não sou tão esperto, muito menos um personagem recém-saído de um conto de fadas.
Eu sei que eu não sou aquilo que você sempre sonhou, eu sei disso. Conta pra alguma coisa? Eu acho que você está vulnerável e que precisa de alguém agora, que pode te amar sem limites como eu amo você. Fica perto de mim que eu não vou fazer nada que você não queira, só queria que você percebesse que esse tempo inteiro eu desejei você, desde o início. Desde o primeiro dia e foram precisas inúmeras indiretas para que você tentasse entender a real extensão dos meus sentimentos.
Eu sei que eu não sou nada agora. Eu sei que eu sou ninguém, mas, sinceramente: eu acho que ninguém no mundo quer te fazer feliz tanto quanto eu quero. Eu sei que ninguém vai tentar te fazer feliz com a mesma intensidade que eu, então mesmo que você não goste de mim, eu gosto tanto de você, gosto por nós dois. ´
Eu estou aqui, te dizendo que eu vou tirar a tristeza do seu rosto e cobrí-lo de beijos até você ceder àquele sorriso lindo que você tem, então eu não te estendo minha mão, eu me estendo completamente pra você.
Eu te amo e amarei enquanto eu respirar.
Beijos intermináveis e abraços infinitos
G.

Por conta de algumas especulações, algumas explicações

Não tente entender meus "ele" ou "você", são tantos.
Os afetos de que preciso, não são qualquer tipo de afeto, de calor, de carinho, de gente.
Se não é amor, não é amor!
Nem eu me atrevo a desvendar esse sentimento turbulento. Mas sei que se fosse amor, eu não estaria aqui falando no passado, falando tantos "se".
Amor é quando você aceita a pessoa por completo, seja ela como for, doida como for, de quádrupla personalidade como for, e amar todas elas.
Amor é você gostar de jazz e aceitar que o outro goste de rock. Amor é você amar incondicionalmente alguém, não sua voz ou sua conversa.
Amor é querer dividir as coisas.
Amor, amor, amor.
Palavra forte demais para ser referida ao sentimento nutrido por nós, que não consegueria acender nem uma vela.

"Você diz que, é só de amor que eu sei falar..."
Explicar textos é tão horrível quanto ter que explicar uma piada. Simplesmente é, se não entendeu, não entendeu.
Se escreve o que se pensa; se não está escrito, não foi pensado; se não foi pensado, não existe.
Se eu disse não é não, se eu disse sim é sim.

I, Like You

Eu poderia gastar um dia inteiro listando prós e contras. Mas a verdade, resumidamente, é que eu gosto mais de você quando você está nu, gosto muito mais de nós quando estamos nus.
Não quero soar erótica, muito menos superficial se você ainda não entendeu do que exatamente eu estou falando, eu gosto, não quando não estamos vestidos, mas sim quando estamos expostos, crus, só a gente existe no mundo.
Mas o problema é que a gente vive tão coberto, com máscaras, roupas sociais e vestidos de festa que acaba que a gente não se vê direito. A gente se cobre, se protege e só pra se despir depois, querido. Prefiro quando se cobrir não é necessário.
Mas o problema é que você constantemente quer se vestir de coisas que não são suas, e não me entenda errado, eu te vejo muito além, mas isso me força a fazer o mesmo e quanto mais camadas, mais a gente se distancia.
Tire suas roupas e deite no chão.
Tire minhas roupas e me deite no chão.
E seremos só nós mesmos, até quando a gente quiser se proteger de novo.

domingo, 15 de agosto de 2010

Damn aged woman.

So, here we are again, right? 
Here is another fight. 
Here am I struggling to make you understand,
that you keep disappointing me and then
you hurt me when you yell, you hurt me when you fight,
you hurt when you don't treat people right. 
You hurt me everyday that I want to see you but I can't,
my scars are growing like a little plant. 
And still you don't get what I do and need,
and after 7 years, I thought you knew me. 
I thought you knew that I don't want to argue,
all I ever wanted is you. 
But you seem to don't see this when it's so clear... 
And even if I hate you right now, I wish you could be near.
So I could feel your warmness and hear your laugh
To let all this simply pass
Tell me, sweetheart, will you come back?
I know that this will simply pass...
'Cause otherwise I'll make sure it hurts on you too
And I hate that I can't stop loving you.


Gomez - How We Operate

"Calm down And get straight
It's in our lives 
It's how we operate


You're true
You are
I'd apologize but it won't go very far


Please come here
Come right on over
And when we collide we'll see what gets left over


A little joy
A little sorrow
And a little pride so we won't have to borrow
Wherever you lead, I'll follow


Turn me inside out and upside down
And try to see things my way
Turn a new page, tear the old one out
And I'll try to see things your way


Please come here
Please come on over
There is no line that you can't step right over
Without you well I'm left hollow
So can we decide to try a little joy tomorrow
'Cos baby tonight I'll follow


Turn me inside out and upside down
And try to see things my way
Turn a new page, tear the old one out
And I'll try to see things your way


The way that we've been speaking now
I swear that we'd be friends, I swear
'Cos all these little deals go down with
Little consequences, we share, we share


Turn me inside out and upside down
And try to see things my way
Turn a new page, tear the old one out
And I'll try to see things your way


And I'm gonna love you anyway
Try to see things your way
Try to see things your way"

Hey menina bonita

— Hey menina bonita sentada no sofá fumando cigarro. — disse ao se aproximar sorrateiramente, interrompendo as divagações de Blea.
— Quer um?
— Dois.
— Ah, mas aí não vai sobrar nenhum pra mim. Tem só mais 2 na carteira. — ela reclamou, segurando a carteira na mão, antes de ele pegar indiferentemente para si.
— Se deu mal então. — colocou um cigarro nos lábios enquanto guardava o outro no bolso direito da calça.
— Vai ficar me devendo. — disse, encarando-o e segurando o cigarro aceso entre os dedos da mão esquerda.
— Depois, depois. — pegou o isqueiro que estava em cima do centro e acendeu, sem olhar para ela. Após aceso, repousou o olhar em Blea por instantes.
— Contanto que me pague...
— Em dobro.
Blea olhou à sua esquerda, observando a paisagem cosmopolita e impessoal através da porta de vidro a qual dava acesso à uma pequena varanda. Lee acompanhou o olhar em pé, tão distante quanto.
— Meus olhos pesam, mas nem estou com sono... — ela comentou vagarosamente, sem mudar de posição.
Ele fumou e em seguida voltou a encará-la.
— Olho gordo.
Ela olhou-o e riu. O som de um despertador de celular tocou no quarto.
— Lee, tenho que ir. — levantou-se e foi em direção ao quarto, andando de uma maneira indiferente e despropositavelmente sensual ao mesmo tempo.
— Vai lá, beijoca. — e sentou-se em seu lugar, observando a mesma paisagem que Blea observava há instantes.
Mesmo ato, mesmo lugar, mesma observação. Menos as divagações.

Sincer Idade

— Você acha que sinceridade é boa em qualquer situação? — ele perguntou ao se aproximar e sentar-se na cadeira em frente à ela.
— Sim. Torna as coisas mais emocionantes, ao menos.
— Mas você é a favor da sinceridade a todo momento ou apenas quando a pessoa tiver vontade?
Ela o encarou séria, sem nada dizer.
— Tá, não precisa responder. — riu e passou a mão pelo cabelo, tirando os lisos fios loiros que caíam sobre sua testa — O ponto que quero chegar é que, se você pensa assim, por que não age assim?
Ela continuou encarando-o enquanto segurava o livro aberto em suas mãos, apoiada sobre a mesa.
— É sério, isso é tão irônico. Você não acha?
— Bom, já que estamos falando de sinceridade, vou lhe dizer uma coisa que você já deve saber: eu odeio rodeios. Vá direto ao ponto.
— E você não acha que agora há pouco eu criei o devido ambiente para discutir isso contigo? Eu fiz algo que você detesta justamente para você confirmar o que já sei de você. Por exemplo, você diz odiar rodeios. Sendo assim, por que você faz rodeios com os outros em vez de ser direta?
— Vai me dar lição de moral agora, é? — e voltou a atenção para o livro, mostrando-se indiferente ao que ele dizia.
— Está vendo? Está fazendo de novo. — ele recostou-se na cadeira, sorrindo. Ela olhou-o furiosa.
— O que você tem a ver com isso mesmo? — ela sorriu de maneira indelicada.
— Simplesmente tudo, querida. — ele sorriu de volta, apoiando o queixo sobre a mão.
— Céus, você me perturba às vezes.
— É meu dever. Agora, podemos pular as outras resistências e sermos sinceros?
— No final das contas, eu sou uma hipócrita e você sabe disso.
— É, tanto é que nem você mesma acredita em sua própria fala.
Ela passou o olhar pela biblioteca.
— Justo aqui você quer discutir isso?
— Justo aqui. Aqui e agora, não depois, nem amanhã.
— Pois bem. — ela fechou o livro, incomodada por ter de fazê-lo, e apoiou os braços sobre ele — O que quer?
— Já disse, meu bem. Por que você age diferente da tua filosofia?
— Não ajo diferente da mi-
— Nã-nã-ni-na-não... tsc tsc. — ele balançou a cabeça negativamente — Combinamos sinceridade.
— Ai, meu pescoço dói... — ela massageou para ver se aliviava.
— Não é teu pescoço, mas tua nuca.
— Devo estar cansada... — ela notou que ele ainda a encarava, paciente e à espera de uma reação dela. Conseguiu expressar incerteza em seus olhos e ele captou a mensagem não-verbal, dizendo:
— Você sabe. Pense bem.
— Medo?
— Você está me perguntando? — ele riu em um tom zombeteiro.
— Sugerindo uma resposta adequada a você.
— E por quê? Por que você tem que sugerir uma resposta adequada para mim e não para você mesma?
— Talvez seja adequada para mim, mas eu use da incerteza para te alcançar.
— Mas você já se alcançou?
Ela ficou em silêncio.
— Como você alcançará os outros se ainda não alcançou nem a si mesma, minha menina? De nada adianta todos esses livros e todo esse encanto que você tem por eles se você não experimentá-los de fato...
— Eu experimento, eu só excluo os outros da minha experiência.
— E isso é sábio? Isso é proveitoso para você? Porque o resultado é uma teoria ambulante, nunca experimentada nem sequer provada. Você fala tanto da tua vontade, por que não faz jus a ela? Para se manter intacta? Para não afetar os outros? Ou seria mesmo um medo das consequências? Medo de viver, querida? Falta de audácia, falta de vontade de arriscar?
— Me ajuda?
— Só posso te ajudar quando reagir e me responder. — e beijou sua testa.

sábado, 14 de agosto de 2010

Poderia, mas pode ser

Eu poderia dizer muitas coisas. Poderia falar do teatro inerentemente real que vivíamos e, provavelmente, ainda vivemos. Poderia falar de nós e de tudo que sentimos e nos fizemos sentir.
Poderia escrever um poema ou uma história para retratar tantos fatos embutidos em cada compartilhar de existência que voluntariamente cedemos e quisemos viver.
Poderia conversar com colegas a respeito, revivenciando cada sensação em cada fonema pronunciado; não seria tão pleno quanto foi, mas ainda resguardaria a essência.
Poderia, também, desviar minha atenção para algo distante desse foco, talvez até mais “produtivo”, vulgarmente dizendo.

Mas, sabe...

Pode ser preguiça, pode ser evitar de trabalhar esse assunto por questões ainda a serem devidamente pensadas, mas certas vezes eu simplesmente sinto um turbilhão fervendo dentro do meu sistema: não quero trabalhá-los ou não me ponho a trabalhá-los?
Por favor, não prenda esse meu complexo apenas a você, tente não ser tão egocêntrico como eu, por mais difícil que seja. Para mim, esse complexo se aplica em todas as circunstâncias.

Acontece que você fez parte de mim. E o passado sempre me pertencerá.

Meteora

Nunca pensei que fosse ver coisas caindo do céu sem consequências, mas eu vi meteoros caindo perto da minha janela ontem e fiquei admirando como eles caem sem parar, o tempo não pára, você entende? Eu me senti tão pequena perto deste fenômeno tão magnífico e das suas origens que de repente a distância entre a gente ficou menor, a gente tá tão perto, querido, custa muito para que você veja isso finalmente?

Então vem cá e chega bem perto de mim, que eu prometo não morder ou magoar. Me abraça e prova, querido, que eu não vou me desmantelar quando meu corpo estiver entrelaçado ao seu. Me abraça e prova pra todo mundo que a gente não nasceu pra ficar separado.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

A Modern Love Song

Ela queria tocar uma música pra ele.
Ele pediu o violão emprestado.
Ela perguntou o que ele queria.
Ele tocou uma corda e disse:
-Você pode ouvir até o ultimo segundo o som que está corda faz?
-Não estou entendendo...
-Quero que escute não que entenda.
-Posso ouvir até ela parar de emitir som.
-E porque ela parou?
-Porque você parou de tocar nela.
-E se eu a tocar de novo?
-O barulho se repetirá.
-E depois vai parar?
-Fala logo, estou perdendo a paciência. Aonde você quer chegar?
-A lugar nenhum, quero te provar...
-Me provar o que?
-Que não vou deixar nosso amor acabar, porque quando ele estiver por parar, eu vou mostrar que a música continua.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Carta para um homem à espreita

Querido f.,

me recuso a fazer grandes projeções, mas só queria te dizer algumas coisas bobas e simples, dessas bem honestas que a gente diz só pra quem, com certeza, vai entender. Não há nada de muito grandioso em mim, mas ainda assim eu sinto que esse espaço entre nós guarda grandes imagens, momentos preciosos e alguns sons que só se fazem duas pessoas como nós.
Nesses últimos meses, depois de muito tempo, voltamos a nos falar, como se nunca tivéssemos parado antes – e pode até parecer superficial pra quem está vendo de fora - mas eu sei que se a gente conversa com tanta facilidade por tanto tempo, mesmo com tantas discordâncias, é porque nos merecemos pelo menos um pouquinho. Então, por conta disso, e também por conta do seu cheiro e da cor dos seus olhos, que eu nunca consegui esquecer, queria dividir certas impressões minhas:

Sinto muita falta do calor humano, desses que a gente só sente no auge de um compreendimento mútuo que acontece tão raras vezes quanto é raro o amor. E acho que alguém que não fosse você, se lesse isso, diria que eu sou uma romântica incurável, que eu vivo em séculos passados, em filmes, mas não é isso que eu disse - só você seria capaz de entender. Não estou falando de romance, não estou falando de amor, nem sequer de paixão; estou falando de nós, da gente, disso. Eu sei que você entende.
Tem faltado disso na minha vida, falta alguém que valha a pena viver disso.
Os beijos, os drinks, a embriaguez, tem sido tudo seco e vazio; falta disso, e eu acho mesmo que você é o único que pode resolver essa questão.

te aguardo,
t.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Wow.

É como apostar corrida com um atleta recordista, frustrante.
É como correr com tesouras sabendo que vamos nos machucar.
Vulnerabilidade é pedida, imposta pra isso continuar e eu nunca fui muito boa em ser fraca, então você tem que me ajudar.
Eu não te via comigo antes, você não me servia de nada além de alguém pra eu esquecer o outro. Não queria mais olhar pra sua cara.
Mas você continuou aparecendo e me tentando cada vez mais e eu confesso que te odiei muito antes de te amar. Acho que o ódio tá mais próximo do amor do que a gente imagina, porque pra odiar é preciso ter amado muito.
Com a gente foi o contrário. Você persistiu e eu capitulei. Me cedi à você como um empréstimo à juros. Sendo os juros a minha loucura toda, mas você aguentou e pagou suas prestações direitinho e hoje em dia me conhece melhor que ninguém. E não subestime minha capacidade de te conhecer também.
Por mais que você me frustre e/ou me magoe, querido.
Eu prefiro correr na sua direção do que fugir.
para o meu Denny.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Terá sido só um sonho [ruim] ?

Eu acordei ao lado dele, me sentindo protegida pela primeira vez.
Olhando-o ali pacificamente adormecido eu comecei a divagar sobre a noite anterior.
Ele parecia ser tudo o que eu sempre sonhava, desde o princípio. Talvez fosse bastante diferente dos outros por ser tão exagerado em características positivas. Ele era excessivamente doce, mas não do tipo que enjoa. Era lindo, lindo mesmo, mas a cada elogio que eu fazia ele reagia como se nunca tivessem-no elogiado antes. Ele era brilhante e não se gabava. Ele bebia e fumava e eu fingia que isso não me incomodava.
A verdade é que nós nos observávamos, mas tínhamos medo de agir até o início daquela semana. Não sei nem explicar bem as sensações dicotômicas que meu lépido e involuntariamente pulsante coração sentia. Se hora eu acreditava piamente que aquilo era certo, no outro momento eu esperava que tudo acabasse dando errado, porque isso era o que eu estava acostumada.
Pois então, ele finalmente parou de só me olhar e tudo pareceu efeito de camêra lenta, sabe? Não sei explicar direito. Foi uma mistura de euforia e desespero. Pronto, esta aí é uma ótima definição para minhas femininas emoções ao ver os olhos dele tão dominantes e impiedosos sobre os meus frágeis e pacatos. Eu o olhava e a boca dele abria e emitia um som que de início eu mal reconheci. Que tola! Era o meu próprio nome na boca daquele perfeito estranho.
Eu fiquei parada no meio da rua com a maior cara de pamonha do mundo. Era comigo que ele falava? Talvez não. Então a medida que nos aproximamos eu percebi que era eu, tinha que ser eu.
Ele segurou minha mão e disse oi, como se nós nos conhecêssemos.
Eu não pude conter o riso, é essa minha primeira reação quando eu fico constrangida. Então eu respondi um oi meio estranho e ele me perguntou se eu não conhecia o Ítalo, um amigo que tínhamos em comum. Eu disse que sim e ele deu seu sorriso petrificador e me disse que sabia, que nem entendia porque tinha feito aquela pergunta se fora o próprio Ítalo que o informara o meu nome.
Fiquei ali parada pensando que ele era meio psicopata. Mas eu era uma daquelas garotas que tinha necessidade de se meter em confusão. Talvez fosse porque sendo jovem a vida não tem graça sem excessos, ainda que momentâneos.
Então a semana passou de forma lenta e nós nos tornamos inseparáveis. Pode parecer absurdo, eu sei. E no fundo a nossa história é, mas eu direi o porquê depois. De qualquer forma éramos isso: nós. E cantávamos canções sentados na grama, e ficávamos horas no telefone...
E eram beijos infindáveis com aquele gosto de coisa nova, com uma avidez, uma necessidade de mais que não parecia me pertencer, mas sim me possuir.
Então numa tarde embaixo de um velho carvalho numa pracinha ele me olhou sério e me indagou o que tinha me feito mais feliz até ali. Eu nem pensei. Eu hesitei. E não disse que era ele, mudei de assunto.
Ele pareceu não se importar e foi gentil como só um verdadeiro homem poderia ser. Ele riu das minhas piadas bobocas e me fez sentir bem comigo mesma, mas é preciso que entendas...
Um coração ferido nunca volta ao seu tamanho original... Ou se expande ou se retrai.
Eu mergulhei naquilo de uma forma tão profunda que mal podia me lembrar que o tempo era curto, mas que isso não significava que não nos conhecíamos.
Só uma alma sabe reconhecer na outra uma parte tão sua e tão alheia a si que o tempo se torna uma abstração. Eu me sentia, e não sei pôr isso de outra forma, casada com ele. Como se fosse assim dali em diante, festas e raivas seguidas de silêncios confortantes e que nosso amor tivesse essa explosiva tensão, como se fosse um pêndulo constante entre o terno e o grotesco.
Nos equilibrávamos. E foi por isso e só por isso que eu me entreguei a ele, que sem saber ao certo como, eu estava ali, desprotegida e segura simultâneamente.
Foi aí que eu acordei e comecei a me lembrar de tudo até ali. Levantei, fui ao banheiro, lavei meu rosto, escovei meus dentes e troquei de roupa. Mas as memórias de feridas tão atemorizadoras e doídas me fizeram refletir sobre aquele momento. Se um sonhador imaginando a coisa amada vive de ilusão, não seria para ele, a ilusão uma realidade? Será que ele não perceberia que vivia sonhando e não propriamente vivendo? E que vida é essa pautada em ilusões?
Eu era a sonhadora e ele a coisa amada.
Eu sabia que essa doçura um dia findaria, que nada poderia ser melhor do que aquilo e que pouco a pouco ele iria me decepcionar ou eu a ele. Eu tinha muitas expectativas e muito medo de sofrer. Eu o amava, não duvide disso. O amava o bastante para pensar no quão ruim aquilo, que de tão bom era, poderia se tornar. Deixei pra ele uma canção que eu fiz sobre a cômoda empoeirada dizendo que o erro não fora dele ou meu, mas sim do amor sentido, tão belo e tão finito que eu faria durar para sempre...
Peguei minhas coisas e parti aos prantos, percebendo que com meus vinte e poucos anos, eu morri pela primeira vez.
Culpa do excesso da minha excitação juvenil, meus olhos agora quase cerrados vêem que esse amor por ele que até hoje eu sinto só foi permitido porque eu vivi sonhando. Se um sonhador imaginando a coisa amada vive de ilusão, não seria para ele, a ilusão uma realidade? Será que ele não perceberia que vivia sonhando e não propriamente vivendo? E que vida é essa pautada em ilusões?
Não sei.
Mas esse foi o amor maior e mais doce que eu tive.

domingo, 8 de agosto de 2010

2 - 56

Faz 25 minutos que nos vimos. Você estava linda, com um chapéu de palha e um laço cor-de-rosa, um vestido branco com minúsculas flores rosadas, que percorriam as dobras características do tecido, e um encantador sorriso perfumado no rosto. Resplandescia vigor e jovialidade, sua alegria me contagiava de uma maneria que só é possível compreender ao se sentir. Parecia ter vindo de uma cena de um filme romântico, interpretando o papel da jovem protagonista apaixonante andando pelas ruas numa manhã ensolarada de quarta-feira, com quatro baguetes franceses em uma sacola. Esbarrei-me propositalmente em você, na tentativa de capturar milésimos de sua atenção sob minhas roupas velhas e apagadas. Ainda que não tenha sido sua culpa – apenas em parte, pois desde que a avistei, você me fez mudar de rumo e inclusive atravessar a rua que eu não planejava –, você se desculpou da maneira mais graciosa possível e ainda me ofereceu um sorriso simpático em troca.

Faz 26 minutos que nos vimos e você me fez querer participar ativamente desse filme, mesmo eu sendo apenas um figurante.

sábado, 7 de agosto de 2010

The doc doc doc [...]

Eu sei de tudo, gato, dos seus approaches evasivos e da sua natureza indelicada, do seu hábito de ser adorado e da sua necessidade de atenção. Eu gostei de entrar nesse seu teatrinho, e até agora não sei se você percebeu que, aqui de onde eu estou, era só um joguinho. Não que faça muita diferença, de qualquer modo eu te dei a atenção que você exigia, mesmo que pra mim essa história fosse uma grande piada. O mais engraçado é que você nem esgotou minhas energias, não me fez chorar de tanto cansaço nem gritar de prazer, se bastou nas minhas pequenas demonstrações diárias de que eu te queria e achou que eu ia me contentar com o mesmo.
Mas, boy, o que você não se deu o trabalho de descobrir é que a manutenção da nossa palhaçada demandava muito mais esforço que isso. Você quer que eu banque a menininha apaixonada? Que mande recadinhos saudosos, mensagens no meio da madrugada?
Isso tudo tem um preço, e nem seria difícil pagar, gato, era só você [...] e me desarmar das minhas frases de efeito e das minhas ironias ensaiadas. Esse banho-maria não me comove, sua distância só te apaga da minha cabeça ao invés de aumentar meu desejo. E é por isso que eu te digo, cara, you know i ain't coming back.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Modo aleatório: on

Eu nem sempre sou doce, mas sempre soube ser. Sempre fui carinhosa, é minha natureza. Tenho uma mania irritante de gostar das pessoas e de abraçá-las quando acabei de conhecer. Tem gente que não gosta disso, de contato. Eu sempre gostei. Eu sempre quis ser boa em alguma coisa, eu sempre quis parar de ser a "café com leite" e ser notada. Irônico é perceber que quando eu parei de desejar e comecei a buscar as coisas que eu realmente queria, isso foi natural. Mas eu nem sempre sou tão atingível, nem sempre estou de bom humor, mas fico tentando ver tudo da maneira mais repleta de piedade e ternura possível. Eu gosto de olhar o céu cheio de estrelas e amo dias de chuva. Vivo com a cabeça nas nuvens, na Lua ǝ sà sǝzǝʌ oɾǝʌ o opunɯ ǝp ɯn olnƃuâ ǝʇuǝɹǝɟıp. Me sinto mais mulher hoje, mesmo quando não gosto do que encontro no espelho. Sou insegura sim, mas de vez em quando me acho uma super-mulher inatingível (mesmo que seja só na minha cabeça). Pelo menos eu posso diminuir isso, levantar aquilo...É só eu reunir grana pra ir pra academia, né? Ou fazer uma dança. Ah! Eu amo dançar. *___* E apesar dos olhinhos de ódio quando eu entro naquela sala, eu estou satisfeita em ver quem eu estou me tornando. Eu tenho amigos que são essenciais pra mim, mesmo eu sabendo bem lá no fundo que a gente vai acabar se desencontrando. Desencontros são sinais de que a gente tá crescendo e aprendendo a escolher melhor. A gente mantém o que ama, esquece o que não era pra ser. Tenho atitude, isso eu tenho. Nosso primeiro beijinho fui eu quem dei, mas você estava nervoso. Eu percebi isso pelo jeito que você me abraçou e eu tinha esperado muito por isso. Mas você me ganhou mesmo quando me encostou na parede e deu um beijão e eu mal conseguia respirar, quando me carregou no colo e quando desceu pra buscar o bilhete do estacionamento pra mim. Isso faz parte de quem eu me tornei. Esses pequenos momentos só meus. Eu sei que eu sou teimosa, que eu sou certinha demais e até chata às vezes, mas é por que eu sou muito focada nas consequências e me preocupo absurdamente com quem me cerca. Eu sei que eu tenho uma gargalhada autêntica, eu sei que eu gosto de coisas estranhas e que eu sou muito diferente da maioria das pessoas. Eu sei que eu sou mãezona, prestativa, leal, retards quando necessário e que eu tenho facilidade pra aprender as coisas. Eu sei que eu sou o melhor que eu poderia ser por enquanto.
Mas eu não teria conseguido isso sem vocês.
Então eu queria dizer obrigada.
Vocês realmente mudaram minha vida.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Suspicious Purple Flower

Suspeito que uma certa flor roxinha esteja nascendo...
Precipitada? Talvez.
Seja como for, eu gosto do teu sorriso. Adoro teu jeito.
Ainda está cedo, nossa, cedíssimo! Eu sei, eu sei disso. Acontece que eu estou animada; animada com as aventuras que você pode me proporcionar, com o estresse, com as novas realidades à espera.
Sinto-me como se fosse uma colegial novamente, revivendo aqueles inícios de paixão platônica da sexta série. Sentindo-me tola por cada ação planejada e hipnotizada por cada olhar teu – que você nem sequer suspeita me encantar. E, acredite se quiser, isso me parece tão divertido agora!
Surpreso? Oras, eu também, haha!

Mas ó, segredinho de Estado.

Carta esclarecedora

Se eu disser agora sem meias palavras que minha mais incontrolável vontade dos últimos tempos tem sido me perder nas suas mãos eu estaria me propondo um caminho sem volta ao meu mais profundo temor. É por isso que eu vou disfarçar meus impulsos com olhares compridos, até que você seja capaz de ignorar meus medos e me agarrar sem dó - desse jeito eu vou me perder não só nos seus dedos e no seu corpo, mas em você. O próximo passo vai ser me reencontrar fora da minha auto-suficiência e dentro da proteção dos seus braços. E se eu não consegui me fazer entender, eu tô pedindo pra você me desarmar.

Upor

Resolvi encher as páginas desse caderno para conseguir reler isso e compreender exatamente o que se passa na minha cabeça.
Queria, sinceramente, saber de qual área, qual parte de mim sai todo esse conhecimento sobre a vida - tão vasto e ainda assim tão restrito - sobre tudo no geral. Eu quero encher a cabeça de cada um com meus pensamentos desviados porque talvez assim eu faça uma moda nova: pensar.
Às vezes me pergunto se as pessoas ainda conseguem fazer suas sinapses com cem por cento de eficácia, não entendo o que há de tão importante em sexo, felicidade, amor... mesmo que eu irracionalmente (ou racionalmente) queira e busque isso todo o tempo. Queria entender o que se passa na sua cabeça agora e o porquêdisso. A gente trocou nosso livre arbítrio pelas funções mais primárias (tudo padronizado, como máquinas) e ainda temos a ousadia de dizer que somos evoluídos. O que se passa na sua cabeça que pode ser mais importante do que viver algo pleno?
Mas quem sou eu, senão um de vocês?

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

I, Su, Real?

Parece coisa do outro mundo...
Que eu esteja finalmente abrindo meu coração pra você e te deixando entrar de vez.
Olha pra mim!
Eu tô deixando você entrar de cabeça nessa, porque eu tô entrando de cabeça nessa e queria que você me acompanhasse, afinal de contas sempre houve um abismo entre nossos beijos, nossos toques, nossos gritos e delírios. A gente tava junto com esse grande espaço entre a gente e eu tô pulando pra saber o que tem nessa sua cabeça tão fucked up que não consegue ordenar que seu coração esteja um abismo apenas mais à frente (e perto) do meu.
Acho que o que eu quero dizer, no fim das contas, é que eu estou pulando no escuro.
E quando eu for...
Te quero segurando minha mão.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Telling a secret to my pillow

Eu sei que esse tipo de coisa parece só acontecer comigo. É tudo que eu esperei e agora eu não sinto mais vontade, vontade nenhuma. Por que você era uma pessoa, eu te via de um jeito, o meu astro, eu te admirava e te queria do meu lado, essa é a verdade. Você era meu amigo, pelo menos eu achei que fosse, mas eu nem percebi o que você estava fazendo. Eu nem notei o quanto você me intrigava e me prendia na sua rede de mentiras. Eu fraquejei, hesitei e por um momento me perguntei se eu estava fazendo a coisa certa. Acontece que a vida é curta demais pra se errar tantas vezes pela mesma razão e eu nunca fui estúpida. A minha vida inteira eu desejei ter pessoas íntegras e interessantes ao meu lado e acho que é por isso que tantas amizades minhas se perderam. Eu fui mudando e melhorando e deixei de ser aquela garota que ninguém enxergava, pra ser a garota que se destaca, ainda que do meu jeito e que só eu entenda o que me estimula ou não. Mas apesar disso eu nunca precisei descer como você desceu. Eu sinto repulsa e ao mesmo tempo não tenho a menor intenção de te magoar. Você é fraco, pequeno, mesquinho e pouco se importa com quem se parte no caminho. Tão diferente de mim. Você é vazio e eu me sinto completa. Completa porque ele me oferece mais do que aquilo que eu preciso e eu não saberia magoá-lo. Eu não suporto vê-lo sofrer porque ele é o amor da minha vida. Ficou uma situação chata pra todos. E eu tenho medo de você quando você foi capaz disso. Tenho medo do teu sorriso e de não saber para de encontrar malícia e falta de caráter no seu olhar... Nada mais importa. Eu tenho amigos agora, eu tenho um amor dos grandes agora, uma família completa agora. Pessoas que se importam comigo e que não me colocariam nessa posição. Eu tenho meus sonhos, o nome das minhas filhas, meus estudos. E quer saber a verdade?
Prefiro mil vezes ser vilã agora, do que eternamente vítima dos seus caprichos infantis.
Olha só...
A garota cresceu.

Melhor ir dormir agora.
Boa noite.

domingo, 1 de agosto de 2010

Bad feeling

Sweet, sweet, oh, sweet silly me. Se não bastassem as fantasias diárias, os desejos loucos, a saudade inconveniente, a tentativa de te deixar feliz, o que eu não queria mesmo é ter que lutar tanto por você. Se eu não tivesse suportado tantas e tantas vezes o seu descaso, estaria mais propensa a te explicar que não, não é nada disso, se eu pareço distante não é frieza nem falta de querer, é o calor, a gripe, a distância que já me deixou sem forças pra te convencer a chegar aqui perto. Eu acho mesmo que é insanidade esse seu jeito, algum tipo de esquizofrenia sentimental, ou você só gosta mesmo dos joguinhos e das pequenas humilhações rotineiras às quais eu me submeto. Eu não sou nada disso, fofo! Não sei o que é esse algo dentro de mim que me impede de te mandar ir pastar, mas me recuso a admitir que é paixão.
Oh, but the feeling is bad, the feeling is bad...