terça-feira, 10 de setembro de 2013

In: Paciência

Não tenho estado
Em meu estado
Normal
Ausentar-se
Abstrair-se
Perder-se
Num canto qualquer
Não adianta
Continuar
Só pra juntar poeira
Nesse amor de armazém
Estocado
Pra se houver alguma emergência
Fazer com que nós
Em nosso Estado
Sobrevivamos
Nesse castelo
Nessa fortaleza
Nessa prisão.
Céus
Queria que o teto
Fosse de vidro
Não pra que atirassem pedras
Mas pra que pudessémos olhar pra cima
E lembrar o que é paraíso
Para isso
Seria preciso
Mostrar imperfeição
E como temos medo disso
E como temos medo
E como somos medo
E amor armazenado.

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