sábado, 31 de agosto de 2013

'Cos baby after all, you'll never forget my name

Sempre que você ouvir falar de ballet, você vai lembrar de mim.
Sempre que você ouvir sobre sustenido e bemol, você vai lembrar do meu cachorro.
Sempre que você passar por um Mc Donald’s, você vai lembrar do tanto que eu te fiz comer Mc Chicken Jr.
Sempre que você for ao Subway, vai lembrar das noites viradas e manhãs famintas e não terá o seu frango teriaki.
Sempre que você usar desodorante, vai lembrar como gostava das minhas lindas axilas.
Sempre que você comer coxinha vai lembrar daquelas que eu prometi que ia te levar e nunca levei.
Sempre que você sentir sono nos shows você vai cair no chão porque não terá ninguém pra te apoiar.
Sempre que você ouvir Songbird, você vai lembrar que essa música é minha.
Sempre que você acordar com Sandy e Júnior na cabeça, vai lembrar de quando eu te fazia escutar os CD’s.
Sempre que você ouvir falar da Europa, vai lembrar que eu fui e você não.
Sempre que você ver uma menina bonita vai lembrar que eu sou mais bonita que ela.
Sempre que você quiser alguém pra rir e te divertir você não terá porque step não faz isso.
Sempre que você me ver feliz, por dentro você vai chorar.
Sempre que você passar pela fau, você será vaiado.
Sempre que você sair da passagem de som no O’Rilley saberá que não terá ninguém te esperando do lado de fora.
Sempre que você tomar suco de tamarindo, lembrará de mim.
Sempre que você lembrar de algo, será de mim que você estará lembrando.
Sempre que você ver Se Beber Não Case 3, e olhar pro lado vai lembrar de quando assistimos juntos e eu não estarei mais lá.
Sempre que você ver um jogo do Náutico vai lembrar como o meu time ruim é melhor que o seu.
Sempre que você tentar fazer uma frase usando apenas emoticons vai lembrar como você nunca foi bom nisso quanto eu.
Sempre que seu fone quebrar, você vai lembrar que me emprestou seu segundo fone e que eu nunca vou devolvê-lo.
Sempre que você ver um pé torto vai lembrar que nunca será tão torto quanto o meu.
Sempre que você ver outro cara me beijar, vai desejar estar no lugar dele tocando meus lábios de mel.
Sempre que alguém fizer vídeos seus, você lembrará que eles nunca serão tão bons ou tão engraçados como os que eu fazia.
Sempre que você ouvir Start Anew vai lembrar daquela noite no seu quarto.
Sempre que você ver uma camisola de renda, vai lembrar que sempre quis ver a minha, nunca viu e nunca vai ver.
Sempre que você mostrar Júpiter Maçã pra alguém, essa pessoa nunca terá tanta paciência pra ouvir nem gostar quanto eu.
Sempre que você for à casa daquele nosso amigo, vai lembrar de quando dormimos lá.
Sempre que você ouvir falar de AutoCAD vai lembrar de quando eu te falava sobre as maleficências do meu curso.
Sempre que você ver uma posição de ballet, vai lembrar de quando eu te ensinava os passos.
Sempre que você for grosso com alguém vai lembrar que nunca, jamais, será tão grosso como você foi comigo.
Sempre que você sair com minhas amigas, vai sentir minha falta porque saberá que eu não fui porque te odeio.


Pode colocar isso no seu diário e ler ano que vem.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

L'amour

Essa noite eu sonhei com você e passei o dia inteiro com isso na cabeça. 
É um relacionamento estranho, esse meu e seu, porque eu te quero há tanto tempo que fica difícil pensar num tempo que você não era parte constante dos meus melhores planos, aqueles de fuga, em que meu destino finalmente seria cumprido e eu seria a pessoa mais feliz do mundo longe de todos os males que me foram expostos.
Foi extremamente perfeito piscar os olhos e já estar jogada toda em você, te conhecer de ponta a ponta, sem medo do que ia acontecer, sem hora pra voltar pra casa, era eu, você e o resto do mundo e eu lutei com todas as forças pra me manter sonhando, me manter com você, só um segundo mais poderia fazer toda diferença. Eu vi ali, que você é meu lugar e que eu nunca devia ter duvidado disso.
Foda foi quando eu acordei e tava sozinha na cama, todo meu cenário tinha ido embora, não tinha você em nenhum lugar e eu fui me desesperando... Mas isso só me dá mais motivo pra te procurar.
Ah... Se eu tiver sorte, meu destino tá entrelaçado no seu!

domingo, 25 de agosto de 2013

Óciúme

Hoje eu queria que você cuidasse de mim como seu bem mais precioso, queria que você me convidasse pra sair com seus amigos, pra conhecê-los. Por que ocasiões assim são raras e eu não queria que você me colocasse numa estante e fosse embora. Eu queria que você mandasse eu me arrumar em 30 minutos que você passaria aqui. Queria que você quisesse estar ao meu lado depois de um dia cansativo como esse. Mas não, você nem me convidou. Fez questão de ir sozinho e até fez cruzar na minha cabeça um horrível pensamento. "Será que ele tem vergonha de mim?". Ficar em casa a toa não resolve muito. Ócio e vício tem sonoridade similar. Mente vazia é oficina do diabo e por que diabos você me deixa sozinha? Ah, se você viesse aqui me resgatar do meu castelo de ócio, meu príncipe...
Me permiti até criar neologismo. 
Óciúme.
Esse excesso de ócio e de ciúme, de inveja de quem pode te ter por perto pra dividir uma pizza ao contrário de mim nessa noite tediosa de domingo. 
Não é justo me seviciar dessa forma. 
Não é justo, sentir saudade como eu sinto.
Óciúme, coisa que eu inventei, infernal e atormentadora.
Ai que saudade, que saudade.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Lembra-se daquela vez que fomos para lugares opostos da universidade e juramos um ao outro que nenhum dos dois olhou pra trás?

Então,

eu menti.

Eu olhei.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Chesire Cat

Eventualmente eu sabia que cada um ia seguir seu curso, que nós só fomos pegos pela mesma corrente, que nós nunca nos pertencemos e nunca nos pertenceremos embora existam mais coisas em comum entre nossas vidas do que gostaríamos de considerar. Existe ainda um pedaço de mim em você? Aquele pedaço da minha ingenuidade e esperança de que tudo desse certo? Aquele pedaço honesto de desespero por medo de perder ele e você quase um ano atrás, por querer mudá-lo. Por que havia medo de perder, havia necessidade de fazê-lo. As coisas, hoje em dia, andam numa calma estranha, mesmo com ocasionais diferenças... Eu fecho os olhos e o vejo me esperando no altar. Com mais segurança dessa vez do que a contumaz de outrora. Muito foi conquistado nesse meio tempo e é só o começo. Me pergunto se foi assim que você se sentiu com ela, mas como conversar com alguém que nem existe? Você sempre some e reaparece depois de um longo período de ausência na minha vida, quando conveniente pra você. É meu refúgio da monotonia nesses dias sem ais. Meu maior espectro de insanidade e a única parte capaz de me colocar de volta nos trilhos. Mas é só uma memória minha, uma memória que eu inventei pra me sentir menos perdida, por que de olhar pra você eu me sentia em casa mesmo que você exalasse coisa qualquer, menos constância. Sinto falta de conversar besteiras com você, de compartilhar filmes e canções. E como é estranho dividir sua vida com alguém que quase nunca está nela e ainda sim sempre estará. Por que em cada passo que eu der eu sempre vou me lembrar que nos meus momentos de maior fragilidade você sempre aparecia do nada e me dizia que tudo daria certo. É, a pior e melhor parte disso, é que não ter você por perto pra compartilhar minhas sandices e recém-descobertas incredulidades, é o maior indicativo de que tudo está bem na minha vida. Eventualmente eu sabia que cada um ia seguir seu curso, que nós só fomos pegos pela mesma corrente, que nós nunca nos pertencemos e nunca nos pertenceremos embora existam mais coisas em comum entre nossas vidas do que gostaríamos de considerar. E eu sei que sempre vai existir um pedaço de você em mim. Mas se me manter bem tem como consequência eu nunca mais te ver, que seja! Se eu sonhar por tempo o bastante lembro de você sorrindo e sorrio também. Finalmente um pouco de real(felic)idade pra nós dois.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Life on Mars

Marte é o planeta da iniciativa, da guerra, dos confrontos, da energia, da honestidade, que dá a cara tapa. Marte combina comigo e com tudo que sou, com minha incapacidade de dissimular minhas emoções, com a minha facilidade em tomar decisões impulsivas e em raramente me arrepender de algo que não fiz. Eu sou de fazer, sou de falar, sou de agir. Não tenho medo do que me espera por que no fundo eu nasci para a batalha. Eu nasci pra enfrentar os medos e guiar os outros, liderar está tão enraigado em mim quanto minhas células. Eu gosto disso, gosto de sentir o sangue fervendo dentro do meu corpo, gosto de gritar quando eu sinto que preciso, gosto de ser imprecisa, impulsiva. De botar quem merece no seu devido lugar e de amar onde der vontade. Não tenho medo de ser pega, não tenho medo de me arrepender. Prefiro fazer, porque quando se faz não existe espaço pra monotonia.
A vida em Marte é assim: intensa sempre e sem espaço nenhum pra estagnação.