segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Veranaveia!

Lições da vida
(segundo Ivete, personagem da novela O Clone)


1) Mulher não pode ser muito boazinha, senão homem pisa em cima.
2) Nessa vida, tudo tem prazo de validade.
3) Sempre chore quando um homem chora, porque isso vai te fazer ganhar a simpatia dele. (ela diz que sempre chora quando vê um homem chorar, mesmo se ele for um estranho)
4) Não demonstre que está abatida, fique sempre no salto alto.


"Essa daí é uma inspiração", como diria Gabriela Daae.

Agradecemos e tomamos nota das dicas, Ivete!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Eu Gritei Seu Nome Baixinho

É época de calor, deveríamos saber que ficar tão junto nesse tempo iria nos desgastar. Sabe que eu me lembro da última vez que você me tocou? Só não lembro exatamente quando... Sei que estava frio, então faz tempo, não é verdade?
Quando eu tô do seu lado, tudo costumava sumir e ficava só a gente, no meio do nada, no meio de tudo, sendo feliz quer isso atrapalhasse ou não, mas agora quando você tá perto eu sinto tudo sumir de novo e ao meu redor apenas o abismo que nos separa e nenhum de nós quer cair novamente, nenhum de nós ousaria se aventurar pelo desconhecido.
Então eu te sinto escapar por entre meus dedos e não há nada que eu possa fazer que consiga evitar isso, é um processo quase natural, então eu gritei seu nome baixinho, pra ninguém escutar, só você enquanto vai embora, enquanto aumenta o abismo.
Agora, em pleno verão, querido, o vento frio arrepiou minha nuca e eu lembrei daquele lindo dia chuvoso de dezembro, onde eu gritei seu nome baixinho pra não acordar os vizinhos, então, agora, em nome dos velhos tempos, amor... Eu vou gritar seu nome baixinho no seu ouvido, enquanto eu estou ao seu lado, e esperar que você me responda também...

domingo, 23 de janeiro de 2011

Hot Wheels

Ele olhou para a tela do celular e viu que era Liz. Imediatamente se lembrou do que esquecera mais cedo naquele dia e xingou até atender.
- Liz? Eu sei, me desculpa, eu ia lig-
- Seu canalha! O Gabriel esperou por você o dia inteiro e você nem pra dar uma explicação de onde estava ou por quê não poderia vir, nem pra avisar, Yuri!
Liz estava revoltadíssima.
- Eu seeei, eu sei, eu vacilei...
- Vacilou? Yuri, quem vacilou fui eu, em ter te feito pai! O Gabriel não merece você, um irresponsável que não tá nem aí pro filho que acabou de fazer 4 anos e se ilude pensando que o pai o ama!
- Liz, você não se atreva a dizer que eu não amo esse menino.
- Me atrevo sim, Yuri, me atrevo sim! E você não ouse aparecer aqui com presente, ouviu? Ele pode ser ingênuo e bobinho ainda, mas eu não sou, e eu não vou tolerar que você o compre com o brinquedo novo da Hot Wheels ou a porcaria que for!
- Ele perguntou de mim?
- Perguntou, te esperou, olhava de instante em instante pela janela pra ver se você chegava. Mesmo os amiguinhos dele estando aqui, ele não ligava. Cada carro que chegava ele pensava ser você. Devia ter tirado foto ou filmado o estado dele pra depois fazer você engolir e sufocar de remorso, se é que você sabe o que é isso.
- Liz, eu não pude ir, eu ia avisar mais cedo, mas eu não consegui. Eu liguei praí, mas ninguém atendeu...
- Ah, vá mentir pra tua vó, Yuri! Você pensa que eu não te conheço! É sempre a mesma desculpa, sempre a mesma merda, eu cansei, sabia? Pensei que no aniversário do menino, pelo menos, você mudaria, mas que idiotice da minha parte.
Yuri estava sem argumentos.
- Não se atreva a mostrar a cara aqui, Yuri, ou eu não sei do que serei capaz. O Gabriel está e estará muito melhor sem você emperrando a vida dele.
E desligou.

Móias e violão

- Oi, vem pra cá.
- Agora?
- É. Traz o violão.
Mía estava sentada no piso de granito da entrada de seu prédio quando ele chegou. Uma de suas pernas estava dobrada verticalmente e servia de apoio para seu braço, que sustentava a mão com as unhas levadas aos lábios. Usava um casaco de malha verde-desbotado, fazia um estilo casual e estava com o cabelo desarrumado. Ainda assim, ela conseguia ser atraente. Mía possuía uma beleza natural e era conhecida por isso. Olhava para o horizonte, parecendo distraída.
- Tá aqui faz tempo, Mía?
- Han? Ah, não... Acabei de descer. Senta aí.
Ele sentou-se ao seu lado direito apoiando o violão sobre suas pernas cruzadas. Também usava um casaco, mas preto, e seu cabelo estava amarrado.
- Que milagre em pleno sábado à noite você aqui.
- É, ninguém me chama pra sair. Sou forever alone.
Ela sorriu como quem tem poucos amigos e ele notou uma dose de melancolia em seu olhar.
- Ah... Eu já cansei de te chamar pra sair. Você nunca pode.
Ele abriu o zíper da capa protetora do violão.
- Aprendeu alguma música nova?
- Aprender? Eu não aprendo. Eu sei. Todas.
Sorriu com a palheta entre os dentes enquanto pegava o violão.
- Sei, e modéstia é o teu segundo nome, né... – ela riu.
- Conhece esta aqui?
Ele começou a tocar alguns acordes.
- Conheço... “Feel the rain”. Por que você não canta?
- Porque eu não gosto de cantar.
Ele esboçou um sorriso sem parar de tocar. Ela o encarou como se desconfiasse dele.
- Deveria tentar. Eu gosto da tua voz.
- Nada. Mas o quê você tem, Mía? Por que me chamou?
Ele voltou o olhar para o violão.
- Nada. Só estou pensativa.
Ela voltou a olhar o horizonte. Ele continuou tocando. Nos próximos momentos seguiu-se apenas o som da música, quando ele bruscamente parou e perguntou:
- Pensando no quê?
- Na vida... Mas nada que valha a pena ser comentado.
Ele voltou a tocar outra música.
- Acho que ando meio melancólica ultimamente...
- Acha que não percebi?
- Você também fica assim?
Ele diminuiu o ritmo dos acordes e ficou pensativo por instantes, olhando para o horizonte.
- Sim... Por causa da Ani...
Ele baixou a voz antes que terminasse de pronunciar o nome completo.
- Pode falar, Moris. Não é segredo, eu sei que vocês estão saindo. Você e a Anisia, apesar de eu não gostar dela.
- Por quê mesmo?
- Moris... Cara... Eu já te disse o quê penso dela.
Ela mirava o granito e ajustou uma madeixa de cabelo para trás de sua orelha. Ele calou-se e lançou o olhar para uma direção à diagonal de onde se encontravam.
- Espero que você esteja errada. É o teu irmão vindo?
Um homem poucos anos mais velho do que eles, sério e não muito alto, havia acabado de chegar e se aproximava de onde eles estavam.
- Não vai subir muito tarde, Mía. Moris.
Mal olhou para a irmã e apenas acenou com a cabeça ao “cumprimentar” Moris, logo subindo para seu apartamento.
- Edu simpático como sempre.
Moris ironizou e voltou a atenção para o violão. Ainda estava incomodado com o comentário de Mía que o fez se lembrar do que ela lhe dissera acerca de Anisia.
- Acho que sou homo.
Moris não tinha certeza se ouvira direito.
- Quê, Mía?
- Acho que sou homo - ela repetiu indiferentemente, olhando para o horizonte novamente - Mas só descobri recentemente, depois da festa do Gustavo, pra você ter noção.
Moris estava imóvel, não sabia bem como reagir e Mía percebeu.
- Fica tranquilo, foi muito depois que a gente... Assim, não foi tua culpa - ela pareceu querer se explicar a ele.
- Eu só estou... surpreso. Muito. Mesmo. Não esperava...
- O quê? É tão anormal assim? – ela riu.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Por Que?

Eu podia dar milhões de razões aqui pra eu parar de falar contigo, e não faço questão de citá-los porque, vamos encarar, quem sou eu pra listar defeitos sendo que eu sou repleta deles?
Só sei que eu cansei de escutar histórias falsas suas, o que você deixou e não deixou de fazer, eu não quero saber detalhes sórdidos e nem sobre como eu já deveria ter te tirado da minha vida — coisa que a propósito eu já sabia e sei — mas eu vou te falar aqui, num lugar que você não visita mais, porque você é presença constante quase no meu dia-a-dia:
Eu, por muito tempo, me acostumei a ser "a sapa" que precisava de muito mais que um beijo pra ser transformada em uma princesa completamente glamurosa e cheia de pretendentes, eu meio que me acostumei a ser assim, uma pessoa relativamente difícil, mas não impossível e cheia de neuras e imaginação que me fazia ser única do meu jeito. Até você aparecer e de repente elogiar minha aparência ou só dizer que adorava minhas covinhas quando eu sorria e ainda adicionou "talvez porque você sorria pouco, menina" e apesar da enorme indireta nessa frase eu só fiquei revoltada porque eu não era uma menina, eu já era mulher há mais ou menos quatro anos.
Em resumo, porque eu sei que sua paciência pra leituras dinâmicas não é grande, eu não te tiro da minha vida, porque durante um tempo dela, você tava lá quando ninguém tava e viu uma princesa numa garota que nunca se via assim.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Scarborough Fair

As the Dark Ages drew to a close, the seaside resort of Scarborough was an important venue for tradesmen all over England. A song about this place was interpreted by bards who went from town to town, spreading the lyrics all over Great Britain. There are many versions of this song called Scarborough Fair.
Originally the song speaks about a man jilted by his lover, who sings to her about impossible tasks she must do to explain to her that love sometimes requires doing things which seem impossible on the face of it.
The ideal of romantic love in the Middle Ages was loving a lady from a distance. There was hardly a dream that such love could ever be answered.

“Parsley, sage, rosemary and thyme”
Parsley: takes away bitterness.
Sage: strength.
Rosemary: faithfulness, love and remembrance.
Thyme: courage.

There are many versions of Scarborough Fair and there are dozens of ways in which the words have been written down.
The writer remains unknown.

(Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=ml7A52XZ2tI&feature=related)

And when he falleth

Saudade de algo que foi mudado. Algo ou alguém? Já nem sei mais. Sinto saudade do que poderia ter sido e do que seria agora.

Trata-se de uma saudade que ocorre em outro plano; um plano pertencente ao imaginário e simultaneamente fantasioso, versátil à vontade do pensamento. A saudade inexistente peculiar do que não é nem jamais será.

Deprimente não o é, tampouco triste. Apenas curioso; curiosidade ávida de conhecer as possibilidades que restariam do que não permaneceria imutável. Mutabilidade essa tão esperada e tão receada, porém não totalmente acreditada...

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Platonic Never Existed.

Querido @# !%$#!,

Confesso que eu sabia o tempo inteiro. Que a dor que eu te causava também me matava aos poucos, mas entenda, querido que eu não poderia te magoar tanto assim, porque eu arriscaria magoar também outra pessoa que eu amava. Então eu te digo nesta carta que eu te amei sim, amei muito.
Eu te via sofrer, eu te via agonizar ao me ver talvez indiferente, mas eu nunca demosntraria toda a extensão do meu sentimento pra você, por orgulho ou por razão, porque isso me deixaria instantaneamente nas suas mãos, isso me faria tua, e me faria extremamente feliz!
Eu só não queria magoá-la, porque ela gosta tanto de você, ah, se você soubesse. Do fundo do meu coração eu espero que ela não goste mais, porque já está se tornando insuportável ficar no mesmo lugar que você sem poder sorrir ou te tratar da maneira que eu deveria te tratar.
Prometo, que depois que você ler esta carta, eu estarei do seu lado e vou sussurrar bem baixinho no seu ouvido: "I love, I love, I love you."
E nada mais precisará ser dito.

Sempre,
G.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Ficaí

Da cozinha eu te vejo sério e minha sinusite já se manifesta contrária à ausência do hálito do seu papo calmo, curioso e um pouco engraçado, então fico pensando no que mais posso te oferecer pra você ficar aí. Burra, eu devia ter lotado meus armários antes de entregar mais uma vez minha dolorosa vontade de ser dois. Procuro um jeito de te manter descontraído morrendo de pânico que você só esteja distraído, misturando ausência com um tanto de curiosidade.

Parece exagero, mas é que você, poxa vida, só você conseguiu pular o muro de dificuldades que levantei em volta de mim quando as palavras dor, saudade, ausência, falta e despedida fizeram de mim uma menina de lata. Você e seus cabelos escuros, seu gênio sagitariano, seu abraço com cheiro de confiança e seus sorrisos dignos de comercial de creme dental. Eu, menina com os pés no chão e sem teto, acabei de decidir levar um choque térmico, atravessando bruscamente pro lado quente da calçada. Conto contigo. Então, ficaí.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Sad Dear B.

Ver reprises na TV não vão te ajudar, querida, se você quer, você luta.
Você se torna mais triste com o passar dos minutos e ao invés de levantar e fazer algo produtivo pra você, prefere viver de lembranças de como um dia as coisas foram fantásticas, se supera, supera tudo, porque no meio de bilhares de pessoas você pensa que seu mundo se resume a poucas, sendo que metade delas são completamente descartáveis na sua vida.
E você vai dizer, com os seus, agora costumeiros, olhos tristes que falar é muito fácil, que tudo é um processo pra chegar no topo, que a subida do "fundo do poço" não é algo que se faz da noite pro dia. Mas eu vou te olhar nos olhos e dizer gentilmente: parar para ver que as marionetes da sua vida na verdade são controladas por alguém que te ama de verdade ou que a mocinha indefesa vai terminar com o partidão só vai te fazer crer que contos de fadas caem no seu colo. Sofrer é um estado normal depois de certos eventos, mas sofrer pra sempre?! Isso é escolha. Então, querida, estou te pedindo pra escolher parar de sofrer e seguir em frente, porque se você não quer merda acontecendo na sua vida, pare de aceitar merda e exija algo melhor.

Te amo...
B.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

It's A Love Story...

Ed parou na frente da porta, respirou fundo e bateu.

-- Quem é? -- a voz dela ainda soava doce em seu ouvido, para seu lamento... ou sua alegria.
Ele forçou uma voz grave e disse:
-- Coral de Natal.
Ela abriu a porta sorrindo, uma mecha loira estava no rosto iluminado da moça que atendia á porta... "Ela está usando os brincos que eu lhe dei no útlimo Natal", pensou Ed, "Isso há de ser um bom sinal".
A graça da moça essa tamanha, que seu sorriso não se esvaiu tão rapidamente quanto o esperado, ela apenas tirou a mecha da frente dos olhos e disse, surpresa:
-- Ed, o que você está fazendo aqui?
-- Lily, voltei ontem de Paris, não foi o mesmo sem você.
Lily enrubesceu
-- Mas... Mas...
-- Vamos dar uma volta?
Conversaram sobre o términio trágico do namoro com pesar, sobre Paris e todos os seus encantos e suas profissões atuais. Conversaram que se esqueceram do resto e por um minuto, tudo era como antes, não com aquele mesmo entusiasmo adolescente, mas sim com uma racionalidade e sinceridade que parecia que eles nunca haviam se separado, pelo menos não por inteiro.
-- E quando eu voltei, deixei minhas coisas na casa da minha mãe e a única pessoa que eu queria ver era você, Lily... -- ele sorriu por uns segundos sentado num banco -- Minha mãe pediu que eu não viesse, que era pedir pra doer mais em mim, mas eu entendo porque você não foi comigo, o que eu te pedi foi demais. Foi melhor assim, não é?
Ela mordeu o lábio e falou pesarosa
-- Cinco anos, seis meses, onze dias... -- ela olhou no relógio -- Três horas, dezenove minutos e trinta e sete segundos eu esperei você vir aqui e me dizer isso. E o Jorge está em casa me esperando agora para o nosso primeiro Natal juntos e meu impulso é ficar aqui pra sempre... Nessa coisa irreal...
-- E o que você me diz?
-- Eu tenho que manter os pés no chão, Ed. Tenho que ser realista... Eu tenho minha vida, meu trabalho, um namorado, minhas coisas...
-- SHHH, eu mudei pra cá, a empresa está aqui, eu não vou à lugar algum a não ser que você queira que eu vá. Seu trabalho está seguro e sua vida é... minha vida.
Os olhos dela marejaram e ela deu a mão para ele. Foram andando até a porta da casa dela e pararam...
-- Dispense ele. O Jorge... -- Ed disse afobado -- Você sabe que seu lugar é comigo. Eu não me sentia em casa há muito tempo e eu me sinto completamente seguro aqui, com você... Você é pra quem eu quero voltar, porque minha casa sempre esteve onde meu coração estava que é contigo.
Ela pegou na mão dele...
Eles correram para longe, sabendo que o que eles queriam, o que eles precisavam estava bem ali. E não há nada mais raro do que ter o que se quer.
Eles viram a última oportunidade de ganharem.
Eles vivem uma história de amor.

domingo, 2 de janeiro de 2011

New Year's Resolution.

Minha promessa para 2011 é te esquecer.
Mas olha só...
Já esqueci!