quarta-feira, 31 de março de 2010

Amo mesmo.

Eu amo a minha vida.
Só pra constar.





Haha!

Não gosto não gosto não gosto não gosto não gosto [...]

E eu corro no espelho de novo e repito cem vezes que não gosto de você.
Não gosto de você. Não gosto de você. Porque se eu gostar de você, eu sei que você vai embora. E eu simplesmente não agüento mais ninguém indo embora. Porque nessa vida maluca só se dá bem quem ignora completamente a brevidade da vida e brinca de não estar nem aí para o amor.
E eu preciso me dar bem e por isso ignoro minha urgência pelo amor. Porque, se você sentir urgência em mim, vai é correr urgente daqui. Chega!

terça-feira, 30 de março de 2010

Quando tudo fica bem (.) (!) (?)

Você diz que eu te chateio, que te decepcionei, mas não fui eu que escolhi cruzar o teu caminho, você quem me escolheu. Seria melhor até se eu nem existisse pra você e por mais que eu tente te amar, odiar você além de ser mais fácil é menos doloroso.
Pensei ser você a pessoa que jamais deixaria de estar ao meu lado, mas a realidade é que você nunca esteve aqui quando eu precisei, você foi o primeiro a pular do barco. Cansei. Perdi as contas das lágrimas que eu derramei, ou de quantas vezes eu fiquei frustrada por sua culpa. Às vezes eu até pensava que era culpa minha também, sempre um pouco distante e teimosa, mas você sempre foi minha ambulante confusão, criada como se fosse humana e preenchida com descaso.
Você não tem ideia do que fez comigo. Eu deveria procurar um tratamento para sarar todas as feridas que você infligiu a mim. Você me irrita, me tira do sério, porque toda vez que eu planejava algo ao seu lado você descobria uma forma nova de me machucar ainda que não intencionalmente. Você me machuca, é isso o que você faz melhor. Com ela você parece ser tudo o que não foi comigo, ou eu que não te conheci direito por que você nunca me deixou entrar o suficiente.
Se eu tenho hoje em dia tanta dificuldade em crer que eu posso ser amada é por sua causa, seu suposto amor  gerou abandono e eu fiquei contida, com medo... Medonha.
A verdade é que eu tenho muito de você e que não importa o que você faça, não acho que nossas vidas convergerão até o ponto em que as cicatrizes não existam, é demais pra se pedir, até porque...
Quando tudo fica bem, você me deixa mal.
E eu querer que você se sinta mal com isso faz de mim uma pessoa pior que você.

I guess

Eu vou negar, vou negar pois não tenho a coragem de olhar nos seus olhos e dizer: Vá ao Diabo! But I guess...
Denying it won't make it go away.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Vai dizer que não se lembra?

Ela começou a cantarolar, a fim de descontrair o ambiente e quebrar o silêncio que se instalara, enquanto organizava os papéis da pesquisa que eles haviam acabado de realizar.
Waiting for the sunrise, soul dancing in the dark, summer night city...
Walking in the moonlight — ele continuou — Love-making in a park — sorriu e a olhou de esgueira, maliciosamente.
— Acho tensa essa parte, "Love-making in a park" — ela comentou.
— Haha, acha tensa??
— Acho.
— Mesmo depois de já ter feito?
— Han?! — ela estranhou e direcionou o olhar para ele, ainda segurando a pesquisa.
— Vai dizer que não se lembra? — ele zombou conforme deitava-se sobre as grandes almofadas dispostas na cama, usando os braços como apoio para sua cabeça. Ele parecia tão natural e tão confortável que ela sentia-se atraída, tentada a aproximar-se dele cada vez mais. Mas conteve-se.
— Do que você tá falando, pirou de vez? — ela largou os papéis e forçou um sorriso.
— Responda-me uma coisa: — ele se ajeitou e sentou-se, curvando-se na direção dela — Você faria de novo?
— Affe, que mentira, Noel. Eu nunca fiz isso. Que nojo.
— A culpa não é minha se eu tenho uma memória melhor que a tua. — sorriu e semicerrou os olhos de forma espontânea, demonstrando satisfação — Ou se estava menos bêbado que tu, pelo menos...
— Menos bêbado?... Ahhhhh. — de repente, ela se recordara um pouco do dia ao qual ele fazia referência. Sentiu-se um pouco desconfortável com a lembrança.
— Cínica! Sabia que você se lembrava!
— Lembrei agora só. Mas nada disso que você está insinuando aí. Já disse que acho isso nojento. — voltou a arrumar as folhas soltas.
Manoel observou-a. Ela ainda não se lembrara por completo. Não do que ele queria que ela se lembrasse, não daquele momento, que ele tanto considerou. Mas não a culpava.

Ele então notou que ela ficara impaciente. Batia o pé direito freneticamente no chão ao passo que projetava um biquinho nos lábios. Ele a conhecia, conhecia seus modos e formas de comportamento. A maioria deles, ao menos.
"Será que ele tá de zoa? Ou não? Pô, não pode ser... Pensei que ele fosse se lembrar menos do que eu e... não passou de um beijo. Nem beijo, selinho! De dois amigos bêbados.", ela pensou, apreensiva.
Quando ele estava prestes a tornar a insultá-la, ela virou-se para ele. Surpreendeu-o.
— Você tava falando sério? Tenho de admitir que naquele dia eu tava muito alta e confesso que não me lembro de tudo claramente...
É, ela ficara nervosa.
— Ai Sueli, você é tão bobinha... Mas deveríamos repetir a dose. — e riu. Riu de nervoso, de frustração, pois ela definitivamente não se lembraria do que ele gostaria que ela se lembrasse. Do momento após o selinho, de como ele segurara sua mão e de como ele declarara seu amor tão sinceramente a ela, somente a ela.
Zangada, mas aliviada, ela limitou-se a encará-lo com uma cara de reprovação. Como ela detestava quando ele zombava dela daquele jeito!
— Ah, vai Su, você me ama mesmo assim, confesse. — e continuou rindo, voltando a deitar-se.
— Ah, vá ao diabo!

domingo, 28 de março de 2010

Eu também vou

— Vá ao diabo!
— Eu vou — ele sorriu.
— Como você é esquisito. [...] É, eu deveria ter sido mais sensata. Mas você tira toda a minha razão... Então a culpa é sua pelo meu comportamento.
— Eu até posso assumir essa culpa...



Mas só se você for ao diabo também.

I Always Feel Like Somebody's Watching Me

Não sei o que acontece ou como você o faz.
Eu não sei seu telefone novo ou onde você vive.
Mas eu sempre sinto que você está olhando pra mim.
Olhando por mim. Onde quer que eu vá e eu não sei mais o que eu faço.
Queria poder botar a boca no mundo e perguntar pra todos onde você está, aí eu paro e questiono se eu quero te encontrar.
Eu quero viver todo o drama de novo? Cuidar de cada palavra que eu digo pra não te assustar ou te fazer mudar de idéia?
Acho que entre a gente quem esteve mais assustada foi sempre eu, se eu não tivesse medo eu com certeza estaria aí contigo agora.

Mas quer saber?
Vá ao diabo!

quinta-feira, 25 de março de 2010

Cadarços coloridos


Ela não me parecia ser o tipo de garota com  a qual eu me envolveria. Ela era aquela que sempre me enxergou mas que eu nunca via... Então a vida resolveu me pregar uma peça.
Conversando no corredor eu esbarrei com ela e seu cadernos voaram espalhando os papéis. Ajoelhei e reparei seus cadarços coloridos. Pedi desculpa de uma forma tão automática que nem vi as lágrimas em seu rosto e ela respondeu com uma voz baixinha e séria: "Obrigada, Álvaro". 
Não entendi bem como ela sabia meu nome, mas dei de ombros e segui meu caminho.
Cheguei em casa e abri minha caixa de e-mails. Tinham um monte de cartinhas de uma tal de Flor de Lys. Abri e tinha lá escrito: "Pena que você não leu as folhas que caíram do meu caderno hoje". Decidi que no dia seguinte eu ia reparar mais nela por que tudo o que eu conseguia lembrar eram seus negros e curtos cabelos maiores na frente e curtinhos atrás. Ah! E seus cadarços coloridos, era tudo do qual eu conseguiria me lembrar.
A manhã surgiu preguiçosa entre as nuvens, levantei, tomei um banho, me arrumei, tomei meu café e fui pra escola. Ela chegou como sempre com os livros agarrados no peito e eu sorri pra ela no corredor rindo de seu jeitinho e notando que ela corava. Ela era bonita, ela era realmente muito bonita. Como eu nunca tinha notado aquela garota antes? Tentei conversar, mas ela ficava muito tímida e mal respondia. Então depois de três dias de conversas ela me entregou um de seus cadernos. Devorei-os. Ela era uma pessoa doce e eu realmente estava começando a gostar dela. Começando a gostar da menina invisível e dos seus sapatos com cadarço colorido.
Mas o destino foi cruel e naquela manhã que eu estava disposto a ficar com ela, ela não apareceu. Nem no dia seguinte, nem depois disso...
Fiquei chateado, chateado mesmo, de não ter perguntado o telefone dela, ou onde ela morava e o que fazia. Eu só sabia o nome dela, nem sobrenome eu sabia... Conversei com ela frivolidades, coisas de banda, de infância, de bichos e me senti estúpido. Estúpido por não tê-la visto antes. Comecei a me questionar se ela havia existido mesmo ou se era ilusão da minha mente... Depois de um mês desde o seu sumiço resolvi ir a secretaria e pedir informações sobre ela. Foi então que a moça da secretaria me respondeu:
"Uma pequenina e branquelinha dos cadarços coloridos?"
"Essa mesmo!" - repliquei.
"Ela sempre foi gentil mas tímida, foi horrível o que aconteceu, né?"
"O que aconteceu?"
"Os pais dela disseram que ela tinha que se mudar, ela disse que não queria por que achava que tinha encontrado o amor da vida dela e que ele finalmente tinha falado com ela. Aí disse que preferia ficar com a avó aqui"
"E aí?"
"Aí ela foi pra casa da avó, dormiu e não acordou mais"
Saí com aquilo na cabeça...
Ela dormiu e não acordou mais, a vida é assim. 
E eu estava de luto pela minha garota invisível... 
Mas desse dia em diante resolvi reparar em tudo o que me cerca e notei que a minha vida só faz diferença praqueles que me enxergam...No fundo somos todos invisíveis se ninguém reparar os detalhes, nossos cadarços coloridos, o que nos torna diferentes.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Juan e Liandra

— Oh, darling! I just don’t know how to explain to you, but…
— So, would you be gone?


— Ai, que filme chato! — disse Liandra levantando-se, impaciente.
Juan então pegou o controle remoto e mudou de canal enquanto Liandra dirigia-se para a cozinha.
— Pensei que gostasse de drama. — ele replicou, em voz alta.
Nada.
De repente, houve barulhos de pequenos estouros. Momentos depois, ela voltara com um pote de pipoca.
— Você às vezes pensa que sabe demais. — e sentou-se à sua direita.
— Também te amo.
— Besta.


Após dois filmes – sendo o segundo assistido pela metade devido a um cochilo – e seus respectivos intervalos, Liandra, que estava com a cabeça apoiada no ombro de Juan, desviou o olhar da televisão e pousou nele. Quantas tardes como aquela já não passaram juntos? Afastou-se para observá-lo melhor.
Ele demorou – ou quis demorar – para notar, mas finalmente lançou-lhe dois olhares em resposta.
— Ei... — ela começou.
Logo ele puxou-a para perto de si, envolvendo-a com o braço direito e repousando sua mão em sua cabeça, confortando-a. Mesmo sem poder encará-lo agora, ela continuou. Seria melhor assim.
— Você me amaria mesmo se eu deixasse de te amar?
Fez-se um breve silêncio.
— Não sei, talvez sim, talvez não.
— Tô falando sério.
— Você sabe que sim. Foi assim das outras vezes, pelo menos. — ele pegou o controle remoto com a mão esquerda e voltou a mudar de canal novamente, sem mudar a posição deles — Mas você sempre volta.
— Eu não quero.
— O quê? Voltar?
— Que você continue me amando.
— Não posso fazer nada, querida. Você quer terminar?
— Mas que droga, Juan! — disse ela, afastando-se irritada.
Ele continuou procurando algo interessante para ver, imparcial, sem voltar-lhe o olhar. Ela continuava ao seu lado.
— Você poderia me levar a sério.
— Amor, eu não te levo a sério?
— Para, Juan.
— Putz, quê que eu falei que te irritou tanto?
Ela o ignorou. E continuava emburrada, olhando para a televisão. Passaram aproximadamente 10 minutos em silêncio.
— Você é um idiota.
Ele mudou de canal, quieto.
— Ouviu?
Ele continuou ignorando-a.
— Tô falando contigo! — e deu um empurrão em seu braço.
Em um rápido reflexo, ele segurou sua mão e seus rostos ficaram muito próximos. Cedendo à proximidade e arriscando a chance, ele encostou suavemente seus lábios nos dela. Ela não resistiu e retribuiu.
Ele parou e olhou-a nos olhos.
— Eu ouvi.
Constrangida, sentindo-se afrontada e impotente ao mesmo tempo, ela soltou sua mão da dele ao passo de que abaixava o olhar. Observando-a, ele arrumou uma mecha de seu cabelo atrás da orelha e aproximou-se por inteiro dela.
Beijaram-se intensamente.
— Por mais que você deteste, eu vou continuar te amando. — disse ele ternamente.


E assim terminaram o namoro.

terça-feira, 23 de março de 2010

O que é isso?

Sabe o que é mais esquisito? Eu estou estranhamente e incrivelmente tranqüila.
Como se nada tivesse acontecido. Será que estou começando a aceitar e banalizar a coisa toda? Será que me acostumei com aquela pontada dolorida que causa a ignorância?
Ou será que eu realmente só precisei de um dia pra libertar os males que estavam dentro de mim?
A verdade é que o que sinto aqui dentro é uma pontada nova. De esperança descabida. De descaso com o último acontecimento. De “não ligo, você vai acabar voltando”.
Eu sei que sempre fui uma idealizadora de primeira, que sempre insisto na mesma coisa até ferrar com tudo ou o tempo me deixar esquecer... Mas dessa vez está sendo diferente.
Será que amadureci? Será que enlouqueci? Será que acredito em utopias agora?
Eu realmente estou acreditando que ainda vai ter uma luz no fim do túnel.
O que será que foi dessa vez? O que você fez? O que eu fiz? Pra ter esse tipo de coisa inundando meu ser essa manhã, pra acordar suave e não destruída...
Eu não sei.
E não preciso de uma resposta.





Assim está bem melhor.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Piano bar

O que você me pede eu não posso fazer.
Assim você me perde e eu perco você...
Como um barco perde o rumo, como uma árvore no outono perde a cor.
O que você não pode, eu não vou te pedir.
O que você não quer, eu não quero insistir, então
diga a verdade, doa a quem doer.
Doe sangue e me dê seu telefone.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Change In Plans

A gente estava predestinado, ou pelo menos pensava assim.
Conseguíamos nos falar sem palavras, nos olhar sem os olhos e nos tocar sem as mãos.
Éramos um só e eu tinha orgulho de dizer que éramos um "nós", eu era um "nós" finalmente e eu tinha exatamente o que eu queria. Eu tinha você.
Foi uma experiência tão boa, que poderia ser vista como extra-corpórea, o máximo do êxtase, era tudo o que eu sempre sonhei.
Era algo surreal.
E era só nosso, o momento não era registrado, não haviam testemunhas, era só eu e você.

Mas houve uma mudança nos planos.


E por algum motivo você foi embora... Não que o amor tenha acabado, você só se cansou de tanta perfeição, eu acho.
Perfeição enjoa mais rápido do que imaginamos.
Mas o amor ainda existe, em algum lugar dentro dos nossos corações feridos: o seu por ter que me deixar; o meu por ter te visto ir.
Nada me mata mais do que ficar lembrando do que a gente era, ou pior, do que a gente poderia ser.
Eu sei que eu não tenho um vasto conhecimento sobre a vida e as pessoas, mas de uma coisa eu tenho certeza:

Os planos vão mudar...

( [...] e quem sabe dessa vez pra melhor? )

quarta-feira, 17 de março de 2010

Wait for me

- Espere por mim! - Ela gritou de longe correndo em direção a ele.

- Eu te esperei minha vida toda. - Ele respondeu baixinho pra si mesmo e sorriu parando.

Love notes #2

Eu gosto da maneira como seus olhos estão permanentemente fixos em mim [mesmo quando eu olho em outra direção eu sinto você me seguindo]. Eu gosto da forma como meus lábios e os seus parecem se encaixar perfeitamente. Eu gosto do teu cheiro e da maneira como quando você sorri aparece uma covinha fofa no canto direito da sua boca. Eu gosto da pintinha no canto do olho esquerdo. Eu gosto do jeito que você me envolve nos seus braços, como agarra minha cintura, da tua voz baixinha no meu ouvido, das noites quase passadas em claro, da cara de quem tá aprontando alguma coisa, da sua forma de gritar, da sua forma de consolar e sempre falar de nós, do nosso futuro, da nossa filha, dos nossos sonhos e eu sei que parece estranho, mas já vai fazer um ano. Um ano desde que você entrou na minha vida e modificou tudo pra mim. E eu só queria dizer que eu te admiro cada vez mais, que eu te amo mesmo e que nada pode destruir o que a gente tem.


Acredite em mim, ninguém tem essa força.

Love notes #1

Meus pulmões inalando o ar intoxicante das manhãs sem você.
Fique comigo, eu imploro, mas nós já passamos do ponto em que você me escutaria.
E se eu já não vejo graça em fixar meus olhos em qualquer outro ser que se mova é por que tudo tem uma sinistra aura de ilusão e eu não sei como me libertar.
O frio assombra, a  reminescência da sua risada tem a capacidade de iluminar meu rosto e isso é tudo que me resta.
Não é que tudo esteja ruim, é que contigo tudo é melhor. As pessoas não se tornaram frias e banais, você que me aquece e me mantém sã...
E isso não é tristeza. É só a sensação de impotência diante da ausência da minha felicidade, diante da sua ausência.

terça-feira, 16 de março de 2010

Cuide Bem do Seu Amor

Seria clichê se eu virasse pra você e pedisse pra cuidar bem de mim? Ou seria pedir demais?
Eu sei que parece estranho pedir agora, já que eu não sei exatamente em que pé estamos, se estamos mesmo apaixonados ou isso é apenas mais uma das vezes em que me falta alguém pra amar.
A verdade é que eu sinto falta de ter quem idealizar, quem amar, quem desejar todos os dias cada vez mais.
A verdade é que eu sinto sua falta, independente de quem você seja agora.

Por isso que eu queria dizer pra você, seja lá onde você esteja agora que se você amar ela mais do que me amou, cuida bem dela. Provavelmente ela merece mais do que eu, espero que você valorize o amor que você tem agora na sua vida.
"Cuide bem do seu amor seja quem for"

Mesmo que esse alguém não seja eu.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Sapato velho

Talvez eu seja simplesmente como um sapato velho. Ou só um ser humano.
No momento eu não passo de um ser humano. Um ser humano chato, patético e burro. Um ser humano.
E eu, nesse momento de tanta demência e falta de amor próprio, preciso de alguém. (Seria você?)
Na verdade, não preciso. Mas queria precisar. Mas também não sei por que queria precisar.
Não, na verdade de verdade, eu queria ser veloz, hábil, esperta, bela, talentosa... Não sei, todas essas coisas que todo ser humano quer ser.
Não como um sapato velho. (Apesar de ainda servir e aquecer o frio dos pés).
Acho que é por isso que eu queria tanto querer precisar de alguém (você?) agora. Porque eu queria ouvir que eu já sou tudo isso. Afinal todo ser humano precisa revigorar o ego e se sentir confiante quando a própria voz repetindo essa frase na cabeça não funciona mais. Mas, honestamente, não sei se é você. Não sei exatamente o que quero. Talvez eu precise sair de mim.
Só um pouquinho.
Só um pouquinho ser toda a gloriosa, ininterrupta e invejável juventude que eu transmitia todos os dias.
Nesse momento só sou um ser humano. Um ser humano qualquer, com olheiras e um corpo visivelmente cansado, branco de forma patológica e sem ninguém.
Porém, não reclamo. Só estou comentando.
De fato, devo admitir que ser um ser humano é muito melhor agora que ser uma pessoa.
Pessoas precisam das outras. Um ser humano como eu só queria precisar de alguém.
Pessoas são estranhas e mudam com frequência.




Quando eu sou um ser humano só meu corpo muda.

domingo, 14 de março de 2010

Fios Aracnídeos

— Preciso de um fio... pra começar a puxar — disse Beatrice, tentando se concentrar enquanto mantinha o olhar distante na direção do chão, como se fosse possível iluminar suas ideias nesse simples ato.
— Tem que tomar cuidado pra não se enrolar — comentou Marina, sua irmã. Marina estava deitada na cama, contemplando o céu noturno pela vidraçaria do teto — Está uma noite linda hoje, linda! — e sorriu.
Beatrice virou-se e, por uns instantes, fitou sua irmã por sobre o ombro. Em seguida, olhou para o céu também.
De repente, um ruído fez-se no andar debaixo.
Arisca, Beatrice, que estava sentada na beirada da cama, voltou-se para a porta do quarto.
— Você ouviu? — perguntou à irmã.
— Eu vi — Marina respondeu pausadamente — Eu vi o morcego que acabou de sobrevoar o céu lá fora... Enfim, achou seu fio?
— Hm... Talvez — Beatrice respondeu ao voltar-se para a irmã, despreocupando-se com o barulho. Puxou uma parte do lençol que estava ao seu alcance e suspirou — Marin... o que seria um fio para você?
Marina ponderou um tempo e juntou-se à irmã na beirada da cama.
— Acho que é qualquer coisa que é potencialmente perigosa e emocionante... — então, ela puxou um fio do lençol sobre ela e continuou — Você nunca sabe como ou quando termina, só que quanto mais vê o fio crescer, mais tem vontade de puxar pra ver o que dá. É inspiração... E pra você?
Por alguma razão desconhecida — ou dita desconhecida —, Beatrice sorriu. Balançou seus pés vestidos com grossas meias de algodão tingidos de um rosa-claro, e respondeu enquanto mirava seus pés, numa distração:
— Um fio seria o começo. Viciante, depois de iniciado. Isso é, se você realmente se propôs a puxá-lo — Parou de balançar os pés e olhou no fundo dos olhos de Marina — São como teias, que você agarra e as puxa de um poço obscuro de teu íntimo. Mas são trabalhosas... — desviou o olhar e voltou a sorrir, timidamente.
— E você se enrola e você se prende, mas amando cada minuto — Marina sorriu — Quem é um fio pra você?
Surpreendida, Beatrice olhou-a e corou. Involuntariamente, sua mente vasculhou conhecidos e pensou em alguns garotos, porém um determinado amigo fixara-se em sua súbita pesquisa mental.
— Marin, que papo é esse? — desconcertou-se.
— Não seei, estava me perguntando uma coisa... Li uma citação de um escritor que dizia que inferno era viver sem amar... Amor é um baita fio, Bea, não acha? — ela olhou para a irmã, maliciosa — Não aja como se não esperasse isso, mamãe sempre diz que eu vejo romance em tudo.









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Autoras: Bibs (A Bela) e eu (:D).

Soluços

No  meio da noite silenciosa
Ó, pensamento em você e
Soluços.


(feel free to post today again)

sábado, 13 de março de 2010

When I decide to stay you decide to go away

Você disse “Oi”; eu respondi.
Você não tinha mais cigarros; eu ofereci.
Você queria andar; corremos.
Você queria beijar; eu também.
Você tinha medo; eu não.
Você tinha algo; eu não tinha ninguém.
Você me beijou. Você me beijou.
Eu queria beijar; você não sabia mais.
Eu queria correr, você fugiu.
Eu tinha você; você não queria nada.
Eu disse “Oi”; você disse “Adeus”.
Eu tenho tantos cigarros; você nem fuma mais.
Queria que você ligasse; você não ligou.
Queria que você falasse; você se calou.
Queria que o tempo passasse; você voou.



A: Vamos nos encontrar?
B: Já nos encontramos. Inclusive, já nos perdemos.
A: Vamos tentar!
B: Já tentamos, mais de uma vez. Vamos parar por aqui?
A: Estamos parados há muito tempo.
B: Então, vamos deixar tudo como está.
A: Não podemos. Já mudamos tudo.
B: Vamos fazer o quê?
A: Não sei, me liga.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Leaden Legacy

Em tempos complicados e imaturos da minha parte, você esteve presente. E manteve-se.
Vivenciamos um período de nossas vidas que acredito ser insubstituível.
Da nossa juventude aflorada, descobrimos um ao outro e sentimentos até então desconhecidos.




Agora pergunto-me se fantasmas continuarão me assombrando em cada esquina, em cada olhar, em cada afeição alheia... e se tais lembranças perdurarão comigo até o caixão.

terça-feira, 9 de março de 2010

And I can do nothing about

Você vai me abandonar e eu nada posso fazer para impedir. Você é meu único laço, cordão umbilical, ponte entre o aqui de dentro e o lá de fora. Te vejo perdendo-se todos os dias entre essas coisas vivas onde não estou. Tenho medo de, dia após dia, cada vez mais não estar no que você vê. E tanto tempo terá passado, depois, que tudo se tornará cotidiano e a minha ausência não terá nenhuma importância.
Serei apenas memória, alívio, enquanto agora sou uma planta carnívora exigindo a cada dia uma gota de sangue para manter-se viva. Você rasga devagar o seu pulso com as unhas para que eu possa beber.
Mas um dia será demasiado esforço, excessiva dor, e você esquecerá como se esquece um compromisso sem muita importância.


Uma fruta mordida apodrecendo em silêncio no quarto.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Fuck You

"Cause we're so ininspired, so sick and tired"

Você poderia ler os sinais e me deixar em paz?
Eu estou mais do que cansada, estou exausta das suas músicas desafinadas e suas constantes chamadas.
Eu me sinto cativa em seu charme, como uma presa em teias de aranha. Encarcerada, sem chance de liberdade ou barganha.
Eu me sinto vulnerável e você (sempre quem me defendeu) virou predador... Frio, insensível, que nem ao menos considera a minha dor.
Porque eu te perdi também.
Assim como você se perdeu de alguém.




Que nunca mais voltou.

sábado, 6 de março de 2010

Qualquer semelhança é mera coincidência.

Você e eu,
Éramos só dois errantes de amores sofridos...
E por inútil costume, seres defendidos.
Éramos apenas egos inflados...
Dois egocêntricos separados.


Ela: O que você sente hoje em dia?!
Ele: Nada. Absolutamente nada.
Ela: ... E o que você sente quando me vê?
Ele: Nostalgia, arrependimento...
Ela: Eu sinto que você foi embora.
Ele: Eu fui embora.
Ela: Eu sei...
(O pior é sentir e saber que é verdade)

Ele: Isso aqui não sou eu.
(Eu me pergunto o que estamos tentando fazer. Não somos mais os mesmos, não somos nada.)
Ela: Então porque você não volta a ser você?
Ele: Porque eu não sou mais quem eu era
Ela: Hum, eu vou sentir falta dele então.
Ele: Eu também.
(Se você não é mais quem você era e esse não é você...










Quem é você?)

sexta-feira, 5 de março de 2010

Something in the way she moves attracts me like no other lover

Foi o jeito como ela me envolveu desde o começo, foi assustador e intenso. Ela fez eu me mover, me sentir e me  buscar.
Foi a forma como ela me livrou da minha claustrofobia interna e fez com que eu parasse por um tempo de pensar em mim, nos meus problemas, nas minhas dúvidas.
Foi descobrindo-a que eu encontrei minhas divindades e o divino em mim. Em cada gesto, em cada olhar, na forma de se portar.
A sala estava cheia de gente, mas no reflexo do espelho éramos só nós duas.
Eu e ela, ela e eu... Me senti completa e livre pra ser quem sou.
No seu compasso exclusivo ela me abraçava, me acariciava, doce e delicadamente, se infiltrando nos meus poros e fazendo morada na minha pele.
Eu tinha a impressão de ter nascido pra ela, pela forma descontraída como a gente se comunicava, como meu corpo reagia perto dela, pela interação que ela me proporcionava e aí quando eu me peguei emanando vivacidade novamente com algo é que eu percebi que ela era e sempre havera sido meu sonho maior.
Éramos íntimas, sempre fomos e ela era minha musa e minha vida.
Por que no fundo eu sempre precisei dela pra me expressar, pra me libertar...
Ela é a dança.
E eu a amo.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Sencom ou Consem?

Sem você eu não tenho paz, mas sanidade.

Com você eu tenho paz, mas não sanidade.



Qual caminho escolher?





1.6 microssegundos a menos

Segundo cientistas da NASA, o violento terremoto ocorrido no Chile neste fim de semana desviou o eixo da Terra de tal forma que os nossos dias passaram a ser 1.6 microssegundos mais pequenos.


COMOASSEM O_O

quarta-feira, 3 de março de 2010

ponto final.

Quando partiu, levava as mãos no bolso, a cabeça erguida.
Não olhava para trás, porque olhar para trás era uma maneira de ficar num pedaço qualquer para partir incompleto, ficado em meio para trás. Não olhava, pois, e, pois não ficava.
Completo,
















partiu.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Um ano a mais

Em um ano eu aprendi muito, aprendi que amigos de verdade vão estar lá mesmo que você não queira.
Eu parei pra olhar o quanto mudou na minha vida em um ano. Mais um ano e eu aqui, idêntica, a mesma pessoa e tão diferente. E eu poderia até dizer que eu sinto falta de algumas coisas, que eu apagaria alguns deslizes, mas eu percebo que isso faz a gente melhor. Eu achava que crescer era se tornar mais forte, mais alheio a tudo, era esquecer de ser criança e eu vi que não é bem assim. Eu quando sofri, sofri mais, quando amei, amei mais. Acho que crescer é sentir as coisas com mais intensidade e, por isso, levar a vida mais a sério. Por isso nossos pais passam metade do tempo nos dizendo pra não perder as oportunidades... Por que o tempo passa rápido demais. E então eu queria dizer que é bom estar aqui por mais um ano, que é bom perceber que eu cultivei amores e um deles formou uma plantinha linda que eu sou apaixonada e sei que saberei cuidar até o fim. Amor é planta que a gente semeia no coração e tem que manter. Meu amor pelas coisas não diminui, meu amor por vocês só aumenta, acreditem. A cada besteira dita, a cada silêncio, a cada encontro... Acho que crescer de verdade também é isso: aprender a deixar seu coração amar e confiar mais uma vez.
Eu to aqui, mais forte, talvez, mas nunca menos humana. Um ano se passou e com dores e amores, é estranho perceber...

Nós crescemos.

O que eu queria te dizer.

Eu queria te dizer que sem você não teria graça.
Sem você nada teria sentido porque eu não teria ninguém pra me apoiar.
Você é minha segurança, é o ombro que eu choro é a pessoa com quem eu esqueço tudo.
E em cada riso, em cada choro, em cada mágoa, eu quero estar aqui contigo


Se você me quiser também...

18

E que entrem pela festiva estrada da vida
Esses meus alegres e inconsequentes 18 anos.


Finalmente.
Cheguei à idade que tantos falam, a idade das loucuras, histórias; das descobertas, do começo de uma "vida nova". Ou não.
Mas acho mesmo que tudo tem que/vai mudar agora, mesmo que eu me sinta, pra falar a verdade, do mesmo jeito que ontem, algo mudou. Alguma coisa peculiar.
Talvez seja meu cabelo, ou meu ingresso próximo à faculdade...
Posso ser considerada adulta pela lei, posso pagar pelos erros que eu cometer, posso dirigir, posso entrar numa sex shop... hahaha.
Cada dia que se passou nos últimos meses até chegar aqui, senti que minha energia jovem está cada dia mais aflorada, com mais vontade, verocidade e determinação.
Eu quero guardar boas memórias, boas aventuras, risadas, amizades.

Por isso obrigada, família. Obrigada, saúde. Obrigada, escola. Obrigada, faculdade. Obrigada, festas e namoradinhos. Obrigada, fotografias e textos. Obrigada, terra natal. Obrigada, Brasília. Obrigada, sol e chuva. Obrigada, músicas. Obrigada, cabelos e piercings. Obrigada, instrumentos musicais. Obrigada, brigas. Obrigada, arquitetura! Obrigada, roupas. Obrigada, artistas. Obrigada, professores. Obrigada cheiros, gostos, sentimentos, emoções. Obrigada, momentos. Obrigada, cores. Obrigada, risos. Obrigada, AMOR. Obrigada, Deus. Obrigada, amigos. Obrigada aos que me ligaram à meia noite, aos que mandaram msg, aos que lembraram mas não tiveram como falar comigo, aos que deram parabéns antecipado, aos que escreveram depoimentos, e-mails, scraps e aos que me desejaram felicidades pessoalmente também. Obrigada, eu-mesma, por me aguentar, por me entender (às vezes), por me suportar, por me ajudar, por me viver, por me sentir, por me aceitar e por não ter desistido de mim.

E para não passar batido, parabéns para nós, Alfatal, por mais um ano de irmandade e amizade.
Quatro garotas com suas diferenças, com suas semelhanças, em busca de algo maior nesse mundo. Vivemos as amizades que se passam nos filmes, que as pessoas anseiam, é algo verdadeiro, quase como quatro amigas e um jeans viajante haha (aaavemaria) - mas claro que do tanto que a gente já viveu daria um filme tri bom de verdade -

Então é isso, garotas. E é claro que eu vou festejar minha maioridade enchendo a cara! Hahahaha.

"Porque a gente conta o tempo em anos?
Por que não em luas, como antigamente?
Ou em sóis que a gente viu nascer?
Abraços que a gente deu.
Lugares que conheceu.
Sorrisos, talvez.






Quantos sorrisos você tem?"