domingo, 27 de fevereiro de 2011

Milk Shake

                       
Ele olhou pra ela ressentido depois de tudo que fora dito ali, diante de todo o sentimento que ele carregara durante anos por ela. Depois de se humilhar e de mostrar que sacrificaria tudo pra ter alguém como ela. Não era o bastante. Estavam ali, como em um ciclo irritante do qual não conseguiam se ver livres. Sentados na praça de alimentação de um shopping, ela com seu milk shake de morango, ele com um ovomaltine do Bob's na frente. Quem por ali passava nem imaginava uma história sendo escrita, alterada, o fim e o começo de uma nova era.
 - Ás vezes não importa o quanto uma pessoa se esforce, é isso que eu estou tentando te explicar mas você não me deixa terminar...
- É porque eu fico puto com isso, não te entendo, sinceramente eu não te entendo. Você disse que gostava de mim de verdade, que ia ficar comigo dessa vez, eu pensei que isso fosse durar, sabe? Não esperava que logo no início você já saísse dessa. Logo você, cara, que sempre pareceu tão focada, tão centrada e meiga.
- As aparências enganam, sou clichê.
- Eu tô falando sério. Não queria chegar nesse ponto, não queria destruir nossa história quando eu acho que existe muito mais pra ser contado. Eu te amo e você me ama, eu sei disso, não importa quais outras coisas circundam sua mente de garota que eu nunca vou entender, isso deveria ser o suficiente.
- É isso que eu tô te dizendo desde o começo, eu te amo, mas em algum ponto eu me destruí, eu parei ou passei a tolerar certas coisas e eu fui mudando, pra melhor ou pior, eu não sei. Eu te amo, mas seria tolice continuar com isso.
- Por quê?
- Porquê? Simples. Se você me entregar seu coração e eu continuar sem saber como te entregar o meu sem tentar fazer com que você se torne qualquer outra coisa que eu desejo, eu vou acabar destruindo ele.
- E? - disse ele num misto de "estou revoltado e tão disposto a me sacrificar e mudar por você"
- E aí que se você não começar a me odiar por isso, eu tenho certeza que eu vou. Eu não tenho o direito de querer que você mude.
E o silêncio tomou conta da mesa.
E o milk shake pareceu levemente amargo pros dois.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

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Existe alguma coisa em você que é capaz de me tirar do sério, que me arruína, que me faz desmoronar e não conseguir disfarçar o meu descontentamento. É uma coisa que eu gostaria de ser madura o suficiente pra saber lidar sem ver meus olhos inundarem e sem ver meu coração esfanicar. Eu queria que você conseguisse enxergar o mundo como eu enxergo, queria que você se permitisse ficar perplexo ao invés de impaciente e frustrado porque as coisas não seguem o curso que você deseja. Queria saber te tornar mais sutil.
Nada disso importa agora, nesse ponto não há retorno e se não há retorno não existe razão justificável pra se arrepender.
O pior de tudo é o quanto me frustra, mesmo com tudo isso, não parar de amar você.

Adore

Fico imaginando se isso tudo é um sonho ou se realmente você me correspondeu.
É normal que eu queira correr bem rápido e gritar, seja de desespero ou de felicidade?
É normal eu me sentir mais viva do que nunca? Meio idiota, quando eu olho pra você?
Espero que sim, senão eu vou me achar mais anormal do que nunca. Acho que eu estou vermelha só de escrever isso, vê se pode?
Não sei, nunca acreditei nessas coisas idiotas de amor mesmo que o universo sempre me fez querer acreditar. Eu não me sentia assim porque eu acho que se entregar para uma pessoa nos torna mais fracos e não mais fortes, não sei, talvez seja a neurose de ver tanto filme romântico e tão poucos finais felizes.
Posso dizer que alguns tentaram, mas acho que eu fui apenas um pouco moderna demais para que as pessoas me aguentassem.
O que que eu tô dizendo? Você não quer saber disso.
Então lá vai: "se eu deixar você me amar e ser aquele que eu adoro, você faria de tudo pra ser exatamente o que eu procurei?"

domingo, 20 de fevereiro de 2011

What Have You Done?

— E o que você fez? — Tommy estava com a cabeça pra fora da cama e disse numa voz meio nasalada
— Terminei. Não tava feliz.
— E pra você é fácil assim dizer isso? Céus, Livia.
— Eu pensei que eu fosse mais forte que isso, Tommy. Mas não sei, havia algo estranho entre a gente, era mais apego que amor, sabe? Eu não conseguia me separar dele, mas o via como uma propriedade, não como uma pessoa.
Tommy deitou na cama e colocou as mãos sobrepostas no peito. Livia escorregou até o chão e abraçou seus joelhos com as costas apoiadas na cama, os dois suspiraram.
— Cara, acho que eu matava um pra ter um rolo agora. — Tommy disse inconformado
— Homens e sua testosterona, taí algo que eu nunca vou entender.
— Não é só a caçada que me apetece, maninha, é o negócio por inteiro. Eu nunca amei nenhuma guria porque eu não quis.
— Acho que a melhor companheira prum homem não é uma mulher e sim a testosterona.
— Pára com o papo de testosterona, garota, tem nada a ver não.
— É... — Livia abaixou a cabeça e falou baixinho — Tommy, o que raios eu tô fazendo?
— Desperdiçando o amor.
— Apego.
— Amor, eu sei do que eu tô falando. Você nunca o viu como propriedade e diz isso na esperança de virar verdade, apego dá pra abandonar, amor não é descartável.
— Não digo que ele é descartável, mas que ele não é insubstituível.
— Livia, você é minha irmã e eu te amo até morrer, mas você consegue ser idiota. O menino te ama. TE AMA, vira o mundo dele por causa de você e você acha que um momento de deslize dele vai mudar isso? Vai se lascar, não é assim que o mundo funciona não e você vai levar muita porrada da vida se continuar assim. O que você tá fazendo da sua vida?
Livia ficou calada e ele prosseguiu:
— Eu nem acho que alguém me amou de verdade.
— E o que eu faço?
— Volta.
— Não posso, ele que venha me buscar e pedir isso.
— Você tá se impedindo de ir pra frente com ele. VOCÊ! Vive se fingindo de forte quando é igual à todo mundo, se entrega.
— E se eu quiser correr pra trás de novo?
— Eu vou estar sempre aqui, maninha...
— Tommy, e se eu não quiser mais ele?
— Você quer ele. — Tommy viu o olhar teimoso que a irmã o lançou e disse, abrançando-a — Você é amada, não é esse o sonho de todos? Você é amada, minha irmã e isso importa mais.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

What's Wrong?

Eu estive me perguntando o que tem de errado em dizer que gostava de você, em retrospecto, acho que isso subiu à sua cabeça como se você exercesse um poder extraórdinário sobre mim, quando não é bem assim, eu sou muito forte pra ser controlada por alguém que eu gosto... Eu sei disso.
Então eu não sei que poder imaginário é esse que você pensa que tem, quando todas as suas palavras ficam cheias de cautela ou seus gestos costumeiros, que costumavam ser encantadores, de repente são feitos com um toque de arrogância e um olhar "eu sei que você gosta disso". É patético você assumir isso, que tudo que você faz é encantador pra mim, porque você não é perfeito e olhos apaixonados não mascaram seus defeitos.
Eu sei que por agora eu não sou o tipo que você gosta, com o corpo de uma deusa ou o tesão de uma adolescente, mas eu acho que eu seria melhor pra você agora e se você não vê isso, problema seu, porque o que eu sinto está exposto e você está tão confuso nas suas merdas sem objetivo que nem deve saber o que você sente mais, então eu compreendo que por agora você não retribua e por isso fique estranho e se achando o tal porque eu gosto de você.
Eu gosto de você o suficiente pra assumir isso na sua cara e você não é homem de saber lidar com isso.
Azar o seu.
O que há de errado em dizer o que eu sinto pra você se todo mundo já sabe? Eu só quero algum tipo de ponto final, algo que diga como as coisas vão ser daqui em diante e não deixar o medo do não me torturar mais do que a incerteza dos seus sentimentos.
Sabe o que tem de errado em eu dizer que gosto de você?
Talvez você sinta o mesmo e nem saiba.
Sabe o que tem de errado em eu dizer que gosto de você?
Você ainda não é maduro o suficiente pra lidar com a verdade.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Please, turn the page

Dear Miss Marilia,

I found the letter you wrote to Luke. He still did not see it, but, I must say that, whether his reading depends on me, I am sure he will not even know about the existence of you reply.

I took in his mail box, this same morning, a letter from you, his ex-girlfriend, and, yes, even though it was not addressed to me, I dared to hide it from his sight. Before whatever judgment you may make about my attitude, I am counting on your comprehension considering what you would do if you had seen a letter from the ex-girlfriend of the guy you love so damn much - and you were afraid of losing him to his own past.

You see, I must tell you I got really shocked when I discovered he sent you some gifts yesterday, especially yesterday. I had to make a great, great effort to not let my tears roll down along the paper while reading it. Yesterday was supposed to be our first Valentine’s Day, I was supposed to receive all that stuff you received... Instead, I did not receive a thing at all, but a gloomy kiss.

However, he loves me. I know he loves me, I know he does. I am afraid not as much as he loved you, though. So, please, do not insist on this, once what you guys had is gone. Nothing lasts, but memories. I am dead sure that what you miss are the memories, not he himself. He either. You miss what you lived together, although that will not come back. You have your own boyfriend now, so do not insist on Luke. Things changed and you should move on, Marilia.

I am aware he suffered a lot with everything you both went through... But he is doing fine until now, until you are far from us, at least. I am trying hard to make things work with my Luke. You should as well try with yours. I am asking you, Miss Marilia, ignore whatever more he sends you and forget him.

You had your chance to make him happy, now it’s my turn.

Samantha.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Missing Me

R.,

Today I woke up with the room stuffed with cards, flowers, teddy bears and candy, my roommate was taking a shower and I remember thinking, for a split second, that you had sent me some gifts, because it's valentine's day and you used to be my valentine.
Honey, you used to be mine.
But I read one of the cards and it wasn't meant for me, it was my friend's and I felt something kinda dark take over me, I don't know for sure what it was 'til I realized it was just sadness... Hangover and sadness, I am sorry and it's morning, to be more of a cliche, I should have slept with the wrong man, but thank God i didn't.
What I mean is that I know I messed up, but we've been through so much worse and I can't help but wonder if you like me as much as you use to claim, but I dived into this relatonshit and went against my better judgment and all of those people who told me you were shit to prove otherwise.
All I know is that without you, I'm missing me.
Missing you...

G.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Marcuzzi

- A noite está fria hoje...

Denise se aproximou agasalhada, segurando uma coberta cinza macia como se a oferecesse. Marcuzzi mal a ouvira se aproximar e custou a se desconcentrar de suas divagações.

- Obrigado - disse após analisar a coberta. Notou que Denise, ao sentar-se ao seu lado no palanque de madeira marrom-sela da varanda, pretendia ficar por ali. Ao lado dele, ela passou a observar os poucos e espalhados pontos brilhantes no céu noturno enquanto segurava uma generosa caneca vermelho-persa de chocolate quente.

Permaneceram ali por cerca de 40 minutos, contemplando a brisa gelada cortar o silêncio noturnal. Denise sentia-se incrivelmente leve e bem-humorada, apesar da reflexão perturbada de Marcuzzi. Olhou para a sua esquerda e ele praticamente não se movia, sequer piscava. Que mania ele tinha de fechar a cara e apoiar seu queixo sobre sua mão! Ele é preocupado demais, introspectivo demais... Inúmeras vezes já o vira naquela mesma posição; o dedo indicador curvado de maneira a quase ocultar-lhe os finos lábios ao passo que o polegar repousava lateralmente sobre seu maxilar. "Ê Marcuzzi... Eu poderia escrever um livro sobre você...", pensou Denise após ter desviado seu olhar para o gramado adormecido no quintal.

- O que você está fazendo aqui mesmo, Denise? - ele perguntou momentos depois, ainda imóvel. Apesar de soar indiferente, sua voz transpareceu um quê de inquietude.

- Você quer conversar a respeito do que te incomoda? - Denise aparentou uma cautela calculada, mas sabia muito bem como lidar com ele.

- Muitas coisas me incomodam - ele sorriu para si mesmo, esticando a perna até então dobrada para atenuar sua rigidez e livrar-se da câimbra - Mas obrigado.

Ele ainda não olhava em seus olhos. Denise já se acostumara, ele evitava levantar o olhar até para os próprios amigos. Já foi muito ele ter se permitido um sorriso agora há pouco!

Marcuzzi suspirou e olhou novamente para o céu. Pelo jeito ela não sairia dali tão cedo mesmo. Então, frustrado por ter sua solidão interrompida, ele se levantou.

- Vou dormir, o sono está batendo já.

- Ok - em outras circunstâncias saberia que ele estaria mentindo, mas sua expressão se apresentava cansada de fato - Boa noite.

- Obrigado - devolveu-lhe a coberta e adentrou.

Denise observou-o se afastar lentamente no interior da elegante casa, abaixando o olhar para a coberta em seguida. Alisou-a e a amontoou em seu colo, abraçando-a.
"Eu é que agradeço, Marcuzzi. Eu é que agradeço...".

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

...O banho...

- Qual a pessoa que você mais admira? além de mim, além de mim - acrescentou o professor. - Se você não me ajudar, não chegarei a conhecê-la, não poderei guiá-la.
- Não sei - disse Joana, torcendo as mãos embaixo da mesa.
- Por que você não citou um desses grandes homens que rolam por aí? Você conhece pelo menos uma dezena deles. Você é excessivamente sincera, excessivamente - disse ele com desagrado.
- Não sei...
- Bem, não importa - serenou ele. - Nunca sofra por não ter opiniões em relação a vários assuntos. Nunca sofra por não ser uma coisa ou por sê-la. De qualquer jeito suponho que você só aceitaria esse conselho. E acostume-se: o que você sentiu - sobre o que mais gosta no mundo - talvez tenha sido apenas à custa de não ter opinião precisa sobre os grandes homens. Você terá que dar muita coisa para ter outras.

Perto do Coração Selvagem, de Clarice Lispector.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Besteiras sem sentido ou não.

Keep breathing in and out, I tell myself.  Inside of me those things I can't quite figure... Keep smiling, keep hanging on. Someday you might find this is all pathetic, just a process. Just a healing process. Navegating in a submarine, I don't know where I am in this sea, see? Am I ahead or in between? Stuck with all this questions and possibilities... Trying to explore all the damage, trying to be the best I can be for you and me. I'm a little fish in a big ocean. So lost in the middle of nowhere. So lost. So I lost, this haven't changed for a while. It's a conclusion of every try. But this is not a cicle, I'm pretty sure. And yes, sometimes I count on luck, I'm so irresponsible, laughing about it.
I can't stop thinking that I could have made things a little bit different, but I wouldn't change a thing.
I am who I am.
Crazy or fantastic, completely sane or lunatic.
What matters, beyond the fact that I know exactly who I am?
The destiny it's what I make, every single day...
And I know I will achieve the top.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Bust Your Windows

Quem de nós vai assumir a culpa? Eu não quero e você também não quer, então vamos entrar num consenso.
Eu quebrei as janelas do seu carro como você quebrou meu coração e espero que os estilhaços façam pequenos arranhões que doam como está doendo agora, espero que você sinta como eu agora.
Você invade minha casa pra mostrar como você se sente violado pelas minhas ações e, como criança, vai dizer que eu comecei essa briga e que você só está se defendendo. Mas até se defendendo, você ataca.
Eu penso no quanto eu te amo, no tanto que eu te odeio.
Você? Começo a acreditar que você não pensa, sinceramente.
Eu não quero dizer quem deu a primeira martelada, pra nossa casa de bonecas cair, eu quero que alguém de fora venha assumindo essa culpa, porque eu não acredito que seu amor, ou seja lá o que você sente, tenha acabado assim do nada. Isso, o amor deu a primeira martelada na nossa casa de bonecas e ele mesmo se destruiu... Ele mesmo te destruiu.
Você diz que sempre foi auto-destrutivo e que eu gostava disso.
Gostava, é, no passado. Agora crescemos e não somos mais jovens inconsequentes, temos que virar gente de verdade e você não consegue fazer isso sem andar três passos pra trás.
Briga; culpa; redenção.
Eu quebrei as janelas do seu carro e confesso que isso me fez um baita bem. Porque todo o cheiro de mim e das outras saiu pela janela, e se eu comecei a briga, querido e você me ataca de volta, você está terminando.

The Janitor Said

time spent wishing is time wasted.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

At first sight

Eu descobri que o amor que acontece pela primeira vez tem tudo pra ser único. Mas se acontece uma segunda, pode muito bem acontecer uma terceira vez.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

UnB: destruidora de lares

Ok, como tudo que eu escrevo não tá me satisfazendo, farei um texto bem informal, direto e sincero aqui.
A UnB acaba com a vida das pessoas, ok!
Não somente em termos de morrer de estudar pra entrar naquela joça, mas quando se já está dentro dela.
Acaba com a sua vida social, com a sua pseudo capacidade de raciocinar quando já se está FARTO e quer que o semestre termine em 3, 2, 1; e com a provável vida amorosa que você tinha antes de ingressar em tal Babilônia*!
Isso mesmo.
Além de ter férias minúsculas, você também deixará de ter um namorado. Porque ou você irá para o caminho da perdição, ou ele irá.
Para a maioria das pessoas, universidade significa: sexo, drogas, happy hours, beijódromo e rock n' roll. E sabe de uma coisa? Estão certos!
E isso só resulta em uma coisa: fim. Fim de tudo, coisa fofa!
Você nunca foi um perdido na vida? Então se prepare, a universidade espera por você.

*Babilônia - terra de ninguém.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Gorilla video

Achei tão fantástico (e bizarro, de certa forma) que tive de postar aqui:

http://www.youtube.com/watch?v=HBUKRFXGuqo&feature=fvhr

What will become of us?

O que será de nós, querido? Seremos mais um casal romântico, mais um casal que não ficou junto, mais uma lembrança para nossa coleção saudosista, mais um casal que se vê e não se enxerga, mais uma teimosia inacabada, mais um casal que se cumprimenta apenas por educação, mais um casal que atua no palco e se esconde nas cortinas, mais um casal que finge não sentir a rotina bater à porta, mais um casal criticado, mais um casal que voltou a jogar sem os dados em mãos, mais um casal que se estranha, mais um casal solitário a vagar separado, mais um casal racional, mais um casal impaciente, mais um casal em pé de guerra, mais um casal niilista, mais um casal desconhecido, mais um casal falso, mais um casal misturado no meio da multidão, mais um casal enfadonho e sem expectativas, mais um casal perseguido, mais um casal apagado, mais um casal esquecido, mais um casal arrependido... mais eu e menos você?

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Fevereiro Tem...

Fevereiro começou, querido, vamos, levante-se que está na hora de se arrumar para a escola.
Fevereiro começou pra te pedir pra abraçar suas oportunidades, porque as portas estão fechando e janelas estereitas estão se abrindo, então abra seu olho para o que está por vir. Ele tem menos dias, portanto, menos tempo pra você... Não, nós fazermos o que quisermos, porque se quisermos agarrar o mundo com nossas mãos, precisamos primeiro chegar num lugar em comum, não mais ficar em páginas diferentes num livro de aventuras.
"Bang, bang, bang", o sinal tocou, mas não vamos entrar pra aula agora, vamos esperar um pouco aqui fora e nos encontrar um no outro, fevereiro está aqui para me lembrar que não temos mais tanto tempo como esperávamos, então vamos sair correndo daqui e ir pra outro lugar, qualquer lugar, onde possamos ser dois e não só uma metade do que somos. Vamos tirar esse dia de semana para fazer escolhas erradas, andar de moto, dançar numa boate e nos agarrar no cinema, porque o tempo não quer mais ser nosso amigo.
Eventualmente, a gente não vai mais conseguir ficar um na vida do outro, então, hoje, num mês de fevereiro sem anos bissextos e sem tempo, vamos esquecer as aulas e enlouquecer um pouco?
Enlouquecer uma última vez?