segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Forgive

Eu queria te dar de Natal um lindo presente que eu sei que você ia gostar muito. Pensei em livros, cadernos de anotação ou coisas de Freud, porque sabe lá Deus o porquê de você gostar tanto desse cara, mas depois de quebrar minha cabeça, - e meu cofre - eu percebi que eu deveria dar a você um bem muito mais precioso: meu perdão.
Você me fez acreditar que tava tudo bem e que nada, absolutamente nada, poderia dar errado e mesmo a gente tendo um prazo de validade, ou seja, mesmo eu sabendo que você ia embora e que isso ia acabar, você conseguiu desviar do plano inicial e cair fora bem antes. Eu te perdoo por jogar comigo o mais vil dos jogos, sabendo como eu era ruim nesse tipo de coisa, sabendo como eu precisaria de várias e várias sessões de terapia pra superar os meus problemas do passado que me quebraram lentamente. Você me alimentou de esperanças, de felicidade e de "amor", esperou até que eu me envolvesse pra poder repentinamente cortar laços comigo sem que eu tivesse a chance mesmo de lutar, me defender ou só de gritar com você.
Que porra de jogo é esse, cara? Você disse que não ia fazer isso, que comigo era diferente e eu não precisava me preocupar com isso, porque os outros caras faziam jogos... Não você. 
Tu criou outro nível de mágoa, uma que queima, arde e demora pra caramba pra cicatrizar só pra me lembrar todos os dias que você esteve aqui.
Você esteve aqui e sumiu.
A culpa não é só sua. Eu que fui burra e caí na sua, quando eu devia ter ouvido meu instinto falando que era uma cilada de novo, que eu ia me foder de novo e que não ia ser só no bom sentido da coisa.
Eu odiei você porque você me magoou.
Mas no espírito do Natal, eu vou largar isso de mão, vou enxugar umas lágrimas bestas da cara e vou te dar um enorme presente.
Toma aqui meu perdão...
E não volta mais.

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