quarta-feira, 16 de abril de 2014

E então, finalmente ele me beijou. Seus lábios voltaram a se encaixar perfeitamente com os meus, me fazendo ter, mais uma vez, certeza de que eles tinham sido feitos para mim. Ah, os teus lábios…
E ali, no meio daquele beijo, eu quis chorar. Quis deixar escapar a lágrima que brotava no canto do meu olho. Quis chorar porque de repente eu estava tão completa de novo que eu mal cabia em mim. Quis me distanciar porque fui tomada por uma felicidade traiçoeira. 
E era errado ser tão incondicionalmente feliz assim com alguém que nunca se terá. Ali, eu perdoei teus erros, te tomei pra mim e te beijei docemente, até que, com muito pesar, meus lábios lentamente deixaram cada milímetro dos teus. 
E eu soube que tinha algo diferente naquele sabor, eu não sentiria mais aqueles lábios tão em breve, eles não me pertenciam. 
Então mirei teu rosto e teu semblante me dizia que esse beijo também te fez sofrer. E você sentiu saudades, mesmo comigo ali, e me abraçou forte enquanto dizia “senti tanto a tua falta, menina”. 
Tanto, tanto…

sábado, 5 de abril de 2014

Mas você sabe, não é? Claro que sabe.
Tente o quanto quiser, engane quantos puder, você não pode me apagar de você. 
Em algum lugar no tempo, ainda estamos lá, só nós dois, jovens e inconsequentes fingindo que a vida não passa de uma tarde em um estacionamento abandonado fumando cigarros, deitados no banco traseiro de um carro apertado.