sábado, 13 de março de 2010

When I decide to stay you decide to go away

Você disse “Oi”; eu respondi.
Você não tinha mais cigarros; eu ofereci.
Você queria andar; corremos.
Você queria beijar; eu também.
Você tinha medo; eu não.
Você tinha algo; eu não tinha ninguém.
Você me beijou. Você me beijou.
Eu queria beijar; você não sabia mais.
Eu queria correr, você fugiu.
Eu tinha você; você não queria nada.
Eu disse “Oi”; você disse “Adeus”.
Eu tenho tantos cigarros; você nem fuma mais.
Queria que você ligasse; você não ligou.
Queria que você falasse; você se calou.
Queria que o tempo passasse; você voou.



A: Vamos nos encontrar?
B: Já nos encontramos. Inclusive, já nos perdemos.
A: Vamos tentar!
B: Já tentamos, mais de uma vez. Vamos parar por aqui?
A: Estamos parados há muito tempo.
B: Então, vamos deixar tudo como está.
A: Não podemos. Já mudamos tudo.
B: Vamos fazer o quê?
A: Não sei, me liga.

Um comentário:

  1. "Eu queria correr, você fugiu.
    Eu tinha você; você não queria nada.
    Eu disse “Oi”; você disse “Adeus”."


    Mas é estranho que a partir do momento que alguém entra na nossa vida e marca a gente assim, não importa o quanto o nosso caminho se desvie do dela, nada volta a ser como era antes...
    E fica tudo corriqueiro, como se ainda houvesse espaço nos corações pra se dar uma segunda chance, pelo menos foi isso que eu tirei do seu texto maravilindo, Coiotito. *-*

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