sábado, 14 de janeiro de 2012

De repente é amor

Como começar a dizer uma coisa dessas? Não sei. Podia ser pelo começo, mas não sei onde ele começa.
Você.
É que você me faz viver fora da minha linha e é isso que eu gosto em você. Dá medo, mas é um medo gostoso de ter.
Só depois que conhecemos alguém que realmente vale a pena, é que pensamos que, às vezes, a gente deixa de viver belas histórias de amor arranjando essas listas de razões intimistas. Outras vezes até andando com uma blusa estampada dizendo "Eu não ligo pro amor" ou "O amor só acontece pros outros" para lembrar a si mesmo.
Mas eu vou te contar uma coisa, colega, desapegue das suas convicções, porque, depois que você passa a gostar mesmo de alguém, vou te dizer, isso tudo se ferra.
E eu estou falando de gostar mesmo. Gostar. Você sabe o que é isso? Não é aquele carinha que te olhou por mais de 6 segundos diretos na balada, nem aquele menino que disse que você era bonitinha no ensino médio.
A ordem dos tempos modernos é grudar-se no menor vestígio de amor que venha a sedar nossas carências. Aí começa o drama.
Nunca te cansou que cada dia era um novo capítulo da novela Me-Sinto-Em-Segundo-Plano-Na-Sua-Vida?
Como eu, colega, tu vai cansar, e tu vai esperar. Ele vai ser aquele que vai te fazer dizer "Quantas voltas tu dá, hein, seu universo?". É sério.
Foram precisas 863 voltas pra você cair bem de frente à mim e a minha pupila dilatar.
Às vezes, a gente toma, e precisa tomar, algumas decisões. Nunca sabemos onde ela vai nos levar, ou se foi a certa. Mas nunca saberemos se nunca tentarmos, ou melhor, arriscarmos.
E quando tiver aquele pressentimento... Não vacile. São as estradas da vida. Só se pode seguir uma delas, sem nunca saber como seriam as outras. Acontece assim também com os amores.
Eu sei.
Se houver uma canção a tocar no rádio adequada pra tal situação, de repente é amor.

Acho que agora já posso começar, descobri onde é o começo; e acabei descobrindo o meio e o fim também. Você.

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