segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Assim... Perfeito

Não tem razão pra eu gostar de você, sinceramente, porque nesse momento eu tenho mais razões pra te odiar do que pra querer você perto de mim e, acredite, eu sou capaz de odiar alguém e não querer saber dela com a maior facilidade do mundo.
Pra descobrir porque eu gostava de você, eu tive que voltar pra primeira vez que a gente se viu... Não. Tenho que voltar para a primeira vez que a gente se enxergou, porque a gente já se viu, mas nunca se enxergou na totalidade do nosso ser complexo. Mas enfim, voltando à primeira vez que a gente se viu, eu lembro que como quem não quer nada, você deslizou seu braço pela minha cintura sorrateiramente e a abraçou.
Mas foi diferente dos outros abraços que a minha cintura levou, compreende? Esse tinha desejo, como os outros, mas era como se tudo fosse um quarto mais intensificado e de repente a sua mão na minha cintura fizesse com que uma energia estranha percorresse pelo meu corpo e não era só tesão, não era só físico, você falava, me tocava, me fazia te querer cada vez mais, como uma dança que começa lenta e vai ficando rápida aos poucos. Dançamos um tango sem sair do lugar.
Quando todo mundo foi embora você me girou e me abraçou de verdade, foi um encaixe perfeito ou só eu percebi? O meu instinto de correr de algum sentimento mais forte que a luxúria foi sobreposto por uma avidez louca de você, de saber como seu gosto ia ser na minha boca, eu tinha que saber pelo menos por um tempo como seria ser a mocinha da relação que se envolve, que olha pras estrelas e pensa que ela é a princesa sortuda que encontrou o príncipe encantado. Você sabia o que dizer, você sabia como dizer, você me fazia ceder cada vez mais à você e eu cedia aos poucos só pra você não achar que eu era bem fácil, mas eu queria tudo de você despejado em mim naquele momento.
Você me abraçou e o encaixe foi perfeito e naquele momento, naquele breve momento, a gente foi amor.

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