sexta-feira, 23 de setembro de 2011

(des)embarque


Te deixei no aeroporto há pelo menos uns 15 minutos.
Fiquei esperando você desaparecer no saguão, depois de um tchauzinho meu frenético. Fiquei lá imóvel por mais uns 10 segundos esperando alguma coisa que eu não sei o que era.
Direto ao banheiro vi meu rosto, semblante: zero. Minha cabeça latejante dizia 'Parece que vai durar uma eternidade'.
Essa vai ser a segunda vez que eu vou ter certeza que eu não consigo ficar sem você. Encare, você(s), como drama ou qualquer outra coisa que queira chamar.
Agora já fazem uns 40 minutos.
A medida que fui voltando para o carro e andava pelos corredores do aeroporto, meu único pensamento era entrar em um avião com você com destino à "qualquer lugar".
Eu não podia sustentar o olhar demais, muito menos dizer alguma coisa. Todo o emaranhado de sentimentos que me afogavam, foram teatralmente disfarçados pelas minhas brincadeiras. Só para te distrair, em tentativas, espero que não vãs, que tu não percebesses que por dentro eu sabia que estava deixando a minha melhor parte embarcar.
Se passou 1 hora. Sentada em minha cama, sei bem como vai ser essa noite. E a de amanhã. E a de depois de amanhã. E a de depois, e depois e depois, até você chegar.
Então eu vou estar lá imóvel naquele saguão, o tempo que for, esperando você aparecer.

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