domingo, 31 de outubro de 2010

Into You Like a Train

É como se tudo voltasse [repeat]
Oh, sim, existe um fardo dentro de mim, algo que me deixou em choque e agora eu não sei se eu consigo me recuperar... Fico lembrando dos passeios no sol, na chuva, os beijos lascivos atrás da porta e os abraços seguros no meio da violência.
Tem uma coisa que não é minha dentro de mim e eu não sei mais o que fazer pra tirar isso de dentro de mim, e eu me pergunto se alguém me ajudaria, mas não há quem fique ao meu lado por muito tempo, não atraio pessoas por muito tempo, se elas mexem comigo o dano interno é maior.
Isso me consome e me faz ficar pior e eu queria que houvesse algum outro jeito de me separar disso que mora mais em mim do que tudo e tenho medo de não me adaptar caso fique sem. Mas me consome, me destrói; como um vício em qualquer coisa frívola...
Mas eu sucumbo à tudo e deixo ficar aqui dentro por mais um tempo. Porque não sei se depois de tirar vou poder sair andando na rua como se nada tivesse acontecido, não espero uma recuperação rápida e milagrosa.
Só sei que se você souber de algo que seja suficiente pra me curar, pra me fazer sorrir ou chorar sem sentir algo errado dentro de mim, me avise por favor...
E enquanto isso, eu vou caminhando...
Como se não houvesse nada dentro de mim, como se você não vivesse dentro de mim e esperando que ninguém perceba...

2 comentários:

  1. Nossa, vi uma ambiguidade brutal nesse texto!
    Muito bom, belíssimos complexos!

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  2. Muito bom, belíssimos complexos! [2]
    É ruim ter algo dentro de nós que não nos pertence, mas é ruim tirá-lo do lugar também.

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