domingo, 17 de outubro de 2010

Don't get me wrong (if I come and go like fashion, i might be great tomorrow but hopeless yesterday)

Pra quantas pessoas eu penso em ligar? Pra quanta gente eu quero escrever? De quanta gente eu sinto saudade? Quantas cartas eu escrevo mas nunca entrego? Alguns milhares. Daqui um ano serão mais alguns milhares. Mas de alguma forma você cria em mim algum senso de urgência com o qual eu não me acostumo.
Você aparece com músicas, fotos, palavras e eu não sei refrear meu impulso de tentar estabelecer algum tipo de comunicação com você. Sabe aquele reflexo imediato e insano que a gente tem quando ouve um alarme de incêndio ou uma sirene de ambulância? Qualquer sinal desses de emergência e alerta, é a mesma coisa com você.
Paro qualquer coisa que estou fazendo pra tentar fazer você entender alguma coisa que eu esteja te dizendo. Eu preciso te escrever, te falar, te alcançar do mesmo jeito que preciso comer, é instintivo e primário, não tenho escolha. E olha só, eu não me esforço pra fazer nada, nunca. Não vale a pena, eu não quero, não vejo objetivo nem necessidade. Eu espero um ano, dois anos, às vezes mais, cheia de projetos inacabados, idéias adormecidas, planos esboçados, coisas que nunca acontecem; eu estou esperando pelas coisas reais.
Alguma coisa que eu sinta borbulhando dentro de mim. Aquela coisa que muda tudo de repente. E agora minha prioridade é essa: reestruturar e reorganizar minha vida e minhas vontades de acordo com achados recentes. Coisas que eu posso fazer, pessoas que podem me mudar. Sei que é idiota, sei que não é saudável e sei que no fundo é pura preguiça de ir adiante, mas você ainda tem o melhor gosto de todos; por que eu sequer pensaria em não te ter completamente, em não te agarrar sem medo, guardar aqui comigo o pedaço seu que eu preciso pra passar o inverno?
Eu não sei, é irracional e indefinível, não existe nada que explique minhas vontades, a única explicação é que você cria em mim o que mais ninguém é capaz de alcançar.
Não tem jeito, eu não quero mais ter que esperar nem um único segundo, te quero agora enquanto a gente ainda respira no mesmo ritmo - a porta tá aqui aberta, ainda, por enquanto, e eu quero que você entre por ela e me permita ter o que eu quero. Ela está aberta mas pode fechar a qualquer minuto, e embora nada mais além disso importe muito, eu sou capaz de virar as costas pra essa porta assim que ela fechar e nunca mais dispensar um segundo pensando em você.

Entre por essa porta agora, e diga que me adora;
você tem meia hora pra mudar a minha vida.

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