quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Gum!

Querido C.

Eu estou com uma dor de cabeça enorme e o José Cuervo, meu novo melhor amigo, me aconselhou a pelo menos escrever pra você como eu estou me sentindo. E a verdade é que eu sentei aqui, no balcão desse bar pra te dizer que eu me sinto usada, mas eu acho melhor não, soa muito clichê, não é?
Vim aqui te falar com uma nova abordagem do que eu estou sentindo, acho que você é como um chiclete.
Você disse que me amava, que eu era tudo etc, e eu não acredito que eu não escutei minha mãe quando ela me disse que homens não prestam, porque eu acreditei mesmo que você pensava tudo isso, que você não queria me magoar, mas o que te torna um chiclete não é isso.
E também não é porque você é gostoso, ou doce ou apetitoso, porque dessas qualidades, só uma você tem, mas eu não te conto qual é. E sim porque você foi grudento, pegajoso e mais do que tudo: você perde o gosto muito rápido. Eu pensei que você fosse um daqueles que teriam gosto de tudo pra sempre e você perdeu o gosto com a mesma velocidade que me deixou partir.
E eu sei que daqui a uma semana, quando você ler isso, você vai pensar que eu sofro por você. E eu sofro mesmo, mas eu não vou te dar esse prazer por mais tempo. Eu sei que quando eu estiver melhor na vida, você vai voltar abanando seu rabo pra dizer que está feliz de estar de volta ao meu lado, mesmo que não me tenha.
Mas eu quero te dizer que minha paciência e tolerância acabaram e agora você deixou cair sua máscara.
   
Não faço questão de te querer de volta,
G.

3 comentários:

  1. Yeah!
    José Cuervo, bff HUAHUAHSU
    Dorei.
    Tem que mandar pastar bem longe.

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  2. Você faz trocadilhos com chiclete. Isso ou é uma tendência à genialidade ou um início de loucura. Reflita, sem José Cuervo.

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  3. Não captei a do José Cuervo -souburraouexcluídadogrupo

    Essa carta foi linda de tão verdadeiramente característica da personagem!
    E foi lindo também ver que essa carta, a ação que envolveu toda a carta, foi resultado do sonho dela, sendo a carta uma reação física do sonho.

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