segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Juventude

Ah! Estes passos que demos involuntariamente nos fizeram tão fortes. Nos fizeram tão fortes as dores escondidas nos travesseiros e aquela voz do outro lado da linha de madrugada. Nos fizeram tão doces essas memórias de tempos que para trás ficaram. E meses que foram anos, e dias que em vão passaram... Ainda existiam contos de fadas e palavras bonitas a serem trocadas. Existiam bilhetes de amor e cartas andavam em bolsos, amassadas. E as brigas, e os medos? Tudo tão infantil e sublime... Como se qualquer coisa mais dura que aquilo fosse genuínamente um crime. Tínhamos que trabalhar cedo, pra trazer alimento pra casa. Mas dava pra andar nas ruas sem medo de ser assaltada.
Então me desculpa se eu não entendo qual a graça... Nesses cabelos esvoaçantes e nessas calças coloridas, nessas simulações de suicídio e nessas síndromes de crianças perdidas. Mas é que a nossa juventude foi tão boa que não era preciso a cada dia tentar recuperar nossas vidas.

Ninguém mais percebe o quanto viver é um presente...

Um comentário:

  1. PÊQUÊPÊ, caran!
    Ficou amaaaaazing essa crítica aos jovenzinhos. AMAY!

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