domingo, 31 de julho de 2011

Essa coisa inefável

Eu costumava ter uma ideia utópica sobre o amor.
Não me culpe, culpe aos filmes da Disney e suas histórias deslumbrantes.
Mas uma noite dessas um menino me contou sobre o amor. Ele me disse que o amor é sentido de um jeito diferente em todo mundo, e que talvez não exista uma diferença entre amor e paixão. Como se a paixão fosse um tipo de amor e vice versa, só depende da pessoa que sinta.
Pensar na pessoa a todo momento, querer cuidar, ficar junto, fazer bem, compartilhar desde pequenas até as grandes coisas, não conseguir parar de sorrir quando os olhos se encontram; todas essas coisas é uma forma de amor.
Amor é tudo isso que a gente sente. Tudo isso é um pouquinho de amor.
Foi assim que esse menino me falou sobre esse sentimento que tantos já falaram tantas milhares de vezes; e o engraçado, é que ele é exatamente como eu, e os contos de fada, esperariam que um homem fosse.
Às vezes dá aquele engasgo na garganta, querendo falar as coisas certas, pra ele ficar, nunca ir.
E se ele se for e eu nunca mais encontrar alguém assim?
No começo, confesso, era novo, nunca gostei de ninguém atrás de mim, me enchendo de coisas fofas. Mas eu deixei passar, e realmente. Passou. Não é mais chato, idiota, quem virou idiota fui eu.
Apesar das minhas barreiras, meus dislikes com tipos de demonstrações afetivas, devo dizer que meu sentimento vem crescendo a cada dia. Sem nome ou denominação.
Ainda não encontrei uma palavra no dicionário que o defina bem. Mas te quero. Te gosto. Te preciso. Te espero. Te sei.
Não é medo de perder por achar que esse foi o melhor que eu consegui. Já vivi casos o bastante nessa vida que me deram experiência suficiente pra saber que nenhum era assim.
Hoje acho que descobri a diferença essencial.
Ele gosta de mim.

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