quinta-feira, 30 de outubro de 2008

T.T.

A última memória de nós dois
Está refletida através da minha janela
Naquela chuva que não cessa
Nas pessoas com pressa, com medo de se molhar
Elas me lembram você
Sempre temendo se machucar
Que irônico então que depois de sentir tanto amor por outra pessoa
Voce seja incapaz de me amar

Se lembra de quando éramos amigos?
Quando tanto era dito
Só com um olhar...

Oléo e água. Imiscíveis.
Nós nunca vamos nos misturar
E a realidade é fria
Quase tanto quanto a chuva que eu estou a olhar

Em que parte exatamente nós tivemos que crescer?
Em que parte exatamente nós tivemos que mudar?
Você pertence á um outro alguém
E isso não deveria me machucar

Se lembra que nós éramos amigos
E que você era a única coisa que me mantinha aqui?
Então eu não deveria estar tão triste
Quando por outra pessoa eu te vejo sorrir

E seu sorriso ilumina tudo
Até esse lugar escuro onde eu estou
E esse nosso jogo de esconde-esconde
Finalmente terminou.

Você não pode mais disfarçar
Então dessa vez você está só
Que máscara vai usar
Que me faça sentir pior?

Então venha e me machuque
Que eu vou fingir não me importar
Eu vou enfrentar isso
E eu sei que uma hora tudo vai passar

Então a chuva não me ajuda
Ela uma hora vai acabar, quando chegar a primavera.
E vai ser foda perceber que eu trocaria tudo
Por alguém que seja como você era.

Se lembra quando éramos amigos?
Quanto tempo isso faz?
E vai doer lembrar de você
E viver olhando pra trás...

Eu vou me afundar em dor
Até que eu aprenda a ser como você, rude.
Eu vou viver olhando pra trás
Esperando que algo mude.

E a verdade é que não vai mudar.
E eu quero transformar em cinza a sua aquarela.
Só por que a última memória de nós dois
Está refletida através da minha janela.

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