quinta-feira, 25 de agosto de 2011

De star a estar...

No começo foi como sempre. Aquele desejo de descobrirem-se. Ela era a estrela em toda festa, como havia de ser, com seu jeito espontâneo e expansivo de se comunicar, de dançar de uma maneira que o fazia querer aprender também só para acompanhá-la, só para, ao ver os outros marmanjos babando no requebrado da morena, caminhar em direção a ela no meio da pista de dança e repousar a mão nos seus belos quadris acompanhando seus movimentos sinuosos. Ele não era um homem de sair, mas sairia por ela.
E, bem, foi o que ele fez. Cansou de admirá-la em segredo e cruzou a pista de dança numa das festas de suas colegas de faculdade.
Enquanto ela dançava os olhares dos dois se cruzaram.
De repente ele estava com as mãos nos quadris da moça que corava e ao mesmo tempo se deixava embalar pelo ritmo da música ou da vontade. Ela riu do ar desengonçado do rapaz que tentava acompanhá-la. Um rapaz garboso, por sinal. Bom de papo, inteligente, gostava de Chico e de Beatles.
Fim de papo. Num clássico Eduardo e Mônica "trocaram telefones, depois telefonaram e decidiram se encontrar". Ele levou flores, fez poemas, levou-a ao cinema várias vezes e pediu pra que ela dissesse "cheese" para imortalizar os momentos a dois.
Apaixonaram-se.
Amaram-se.
Casaram-se.
E aí a responsabilidade aumentou, ela se descuidou um pouco e já não tinha tanto aquele ar de "star".
Foi quando ele saiu de dentro do quarto, engravatado, sapatos pretos, de dança...

Depois de um dia de trabalho cansativo, queria apenas chegar em casa e tirar aquele salto. Preparar um bom jantar e se deitar ao lado do homem que amava. Chegou e tirou o salto, foi pra cozinha e o jantar já havia sido preparado, quando saiu da cozinha e atravessou o corredor se deparou com aquele homem lindo encostado na porta do quarto sorrindo pra ela. Ele caminhou em direção ao som e convidou-a pra dançar e eles dançaram.
Não haviam mais flores, nem cinema, nem drinks...
Ele a via como esposa, não como star.
E ela nunca se sentiu mais feliz na vida.

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