segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Bust Your Windows

Quem de nós vai assumir a culpa? Eu não quero e você também não quer, então vamos entrar num consenso.
Eu quebrei as janelas do seu carro como você quebrou meu coração e espero que os estilhaços façam pequenos arranhões que doam como está doendo agora, espero que você sinta como eu agora.
Você invade minha casa pra mostrar como você se sente violado pelas minhas ações e, como criança, vai dizer que eu comecei essa briga e que você só está se defendendo. Mas até se defendendo, você ataca.
Eu penso no quanto eu te amo, no tanto que eu te odeio.
Você? Começo a acreditar que você não pensa, sinceramente.
Eu não quero dizer quem deu a primeira martelada, pra nossa casa de bonecas cair, eu quero que alguém de fora venha assumindo essa culpa, porque eu não acredito que seu amor, ou seja lá o que você sente, tenha acabado assim do nada. Isso, o amor deu a primeira martelada na nossa casa de bonecas e ele mesmo se destruiu... Ele mesmo te destruiu.
Você diz que sempre foi auto-destrutivo e que eu gostava disso.
Gostava, é, no passado. Agora crescemos e não somos mais jovens inconsequentes, temos que virar gente de verdade e você não consegue fazer isso sem andar três passos pra trás.
Briga; culpa; redenção.
Eu quebrei as janelas do seu carro e confesso que isso me fez um baita bem. Porque todo o cheiro de mim e das outras saiu pela janela, e se eu comecei a briga, querido e você me ataca de volta, você está terminando.

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