quinta-feira, 9 de julho de 2009

The First Cut Is The Deepest

E eu só estou dizendo isso agora pra você saber o quanto você foi especial.
Porque eu pensei que eu tinha você na minha mão, eu pensei que se eu tivesse você eu tinha o mundo, porque você era meu mundo.
E como eu posso querer outra pessoa sendo que eu tive você? Como eu posso querer outro calor que não seja o seu, ou outro lábio que me toque e me deixe arrepiada como você faz(ia)?
Como, eu te pergunto, eu posso querer outro se eu tive o melhor?

Por isso que eu te digo, amor: O primeiro corte é sempre o mais profundo.
Porque ele cisma em doer em todo lugar, ele cisma em me fazer sofrer e em me fazer chorar. Ele não cicatriza e não se cura, só fica lá quieto, aberto e feio. O tipo de ferimento que fica mais repulsivo com o tempo e não importa o que eu faça, nada o remedia.

E eu queria achar alguém, amor, que vai fazer melhor que você, um que não me faça sofrer, um que não me cause tanto dano e consiga cicatrizar meu corte, ou então eu vou sempre achar que você é(ou pode ser) meu único.
Você é único.
Mas não é meu.

5 comentários:

  1. o trecho "meu único" não foi pontuado para manter a ambiguidade.
    (Música instrumental de elevador de fundo xD) Obrigada pela atenção. :D


    Ficou triste e bonito.
    Mas existe tristeza bela?

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  2. Amazing, really.


    Minha ferida nunca vai sarar.
    Ela cisma em doer em todas as terminações nervosas do meu ser.

    ily ♥

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  3. Só fica doendo quando a gente remói o passado...
    Over and over and over again.

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