quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Sitting

Eu estava aqui sentada no banco esperando ansiosamente por você.
Perfume no pescoço, faixa no cabelo e todos os frufrus que eu achava dignos de você até então.
Eu tava sentada, porque você mandou eu ficar sentada naquele banco, o banco onde você disse que me queria mais do que você queria sorvete de tapioca, mais que uma coca-cola gelada no deserto.
Juro que eu estava preparada pra dizer sim quando eu te vi todo arrumado lá no horizonte, você parecia brilhar, parecia o lago que tava na minha frente, quase o oposto de quem eu sempre achei que você fosse.
Você ia voltar e ia me perguntar o que eu sempre quis.
Não é?
Mil coisas se passaram na minha cabeça naqueles 10 metros que você andou, por fim deu um suspiro, falou que me amava demais, mas que nunca tinha se visto tão melhor, tão mais leve depois que tinha terminado comigo.
Por que eu precisava saber isso?
Por que eu ainda tava a mesma coisa?
Você me disse que se a gente desse um tempo ao tempo, a gente podia fazer isso funcionar, desde que os dois fizessem uns ajustes mais finos um no outro.
Eu mandei você ao diabo e você me olhou, quase sabendo o que isso significava.
Mas não, querido.
Eu não posso ficar sempre esperando por você.

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