segunda-feira, 21 de abril de 2008

Teus lábios são...

Eu que falei: "nem pensar..."
Agora me arrependo, roendo as unhas
Frágeis testemunhas
De um crime sem perdão
Mas eu falei sem pensar
Coração na mão, como refrão de um bolero
Eu fui sincera
Como não se pode ser
Um erro assim tão vulgar
Nos persegue a noite inteira
E quando acaba a bebedeira,
Ele consegue nos achar
Num bar
Com um vinho barato
Um cigarro no cinzeiro,
E uma cara embriagada no espelho do banheiro
Teus lábios são labirintos...
Que atraem os meus instintos mais sacanas
O teu olhar sempre distante sempre me engana
Eu sigo a tua pista todo o dia da semana
O que eu falei foi sem pensar...
Foi sem pensar.

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