sexta-feira, 9 de maio de 2014

C.P.

Dileto V., 

Considerando o que vivemos, faz-se necessário um esclarecimento: eu estou e estarei sempre irrevogavelmente atônita diante da complexidade de sentimentos que só você me proporciona. Estar no mesmo ambiente que você é angustiante, desesperador e ao mesmo tempo nunca existirá sensação melhor do que a de saber que você está ali, com seus óculos de leitura e seus lábios que, pelos deuses, não poderiam parecer mais irresistíveis do que hoje. E é ridículo que eu tenha carregado isso comigo pelos últimos três anos,  evitando seus olhares e te olhar. Nos corredores,  nas festas,  com eles, com ela. É ridículo querer alguém que se teve só por um dia, por metade de uma noite, que mal se conhece. Mas eu quis por mais ridículo que isso soe. Você desperta em mim emoções que eu desconhecia. E a partir de agora essas palavras não são  mais minhas, são suas.  É seu problema, agora. Faça o que quiser com essas letras borradas.  Se quiser seguir com a sua vida, siga e eu farei o mesmo com a minha. Mas se você estiver disposto a me conhecer, tudo o que você precisa é dizer oi.

Discretamente, 
Elizabeth. 

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