segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Bonnie sa[i]d.

É tristeza que não cabe nesses olhos...
É tristeza que não vai passar...
É tristeza por não saber como agir...
É tristeza por não saber como alcançar [ou te deixar]...

Vede-me aqui, com minhas feridas, com essa dor pungente, com o mesmo olhar vago e lúgubre, como tantos e tantos dias foram antes de ti. Foi acreditando nas tuas palavras que eu me vi obrigada a me render, mas eu não sei o quê aconteceu no caminho que eu estou aqui sozinha. Eu me entreguei de novo e de novo eu permaneço aqui.
Só as quatro paredes em volta...
Essa casa parece pequena pros meus sonhos, essa sacada parece não conseguir conter minha raiva e se eu gritasse não serias capaz de escutar o eco.
Paredes não sentem, elas não entenderiam a essência disso tudo.
Eu tenho a incrível habilidade de irritar a mim mesma, de querer e ficar parada por medo, de ter vontade de gritar e simplemente calar.
Isso me consome, essa angústia incessante.
Eu deveria não querer você depois de tudo, eu detesto esperar, eu detesto ser a vítima e detesto que sejas o bandido que eu resolvi culpar. Eu gosto desse teu jeito, da pessoa que eu sou perto de ti e eu gostei daquele beijo e da maneira como parecia que me querias, antes de eu me ver aqui. É...

De que me vale sentir tudo isso?
De que me vale querer lutar?
De que me vale dar o primeiro passo?
De que me vale tudo arriscar?

"Se amor fosse o suficiente, eu ainda estaria contigo".

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