sábado, 28 de julho de 2012

Corações, balão e Cícero

Meu coração costumava ser um balão a flutuar no céu
Repleto de sonhos e esperanças
E tua respiração, as batidas do seu coração
Bastavam pra me levar às alturas
Pensei que fosse ser pra sempre assim
Que você fosse a pessoa que transbordaria em mim
Ao invés de me encharcar de lágrimas
Ao invés de tentar me completar
Tinha que me complementar
E você se tornou o oposto do sonho
Que eu tinha imaginado
E eram tantas mágoas
Que o clima foi de tempestade
O ar tornou-se rarefeito
E meu balão-coração
Foi murchando feito bexiga
E não adiantava mais tentar pegar no ar
Porque o buraco tinha ficado grande demais
E a cesta estreita
E não cabiam mais sonhos
E não cabia mais vontade
E não cabia mais amor
Não consigo crer nas mesmas coisas que antes
Porque você costumava ser o meu amor
Agora nem coração, nem balão, nem ar
Nem sonhos, nem batidas de coração, nem nada.
Obrigada por tudo e tenha uma vida linda e feliz
E o que eu te desejo de verdade
Por não conseguir mais desejar
Continuar com você...

"Pra começar
a descobrir
o que é chegar
e o que é partir
o coração só
precisa de ar
E deixar"
A única parte boa de morrer por amor
É que não se morre duas vezes.

2 comentários:

  1. Que texto lindo!!!Doloroso, mas incrível!

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  2. devo ser a pessoa mais azarada do mundo. só ontem eu morri umas quatro vezes e meia.

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