Essa coisa inefável

Eu costumava ter uma ideia utópica sobre o amor.
Não me culpe, culpe aos filmes da Disney e suas histórias deslumbrantes.
Mas uma noite dessas um menino me contou sobre o amor. Ele me disse que o amor é sentido de um jeito diferente em todo mundo, e que talvez não exista uma diferença entre amor e paixão. Como se a paixão fosse um tipo de amor e vice versa, só depende da pessoa que sinta.
Pensar na pessoa a todo momento, querer cuidar, ficar junto, fazer bem, compartilhar desde pequenas até as grandes coisas, não conseguir parar de sorrir quando os olhos se encontram; todas essas coisas é uma forma de amor.
Amor é tudo isso que a gente sente. Tudo isso é um pouquinho de amor.
Foi assim que esse menino me falou sobre esse sentimento que tantos já falaram tantas milhares de vezes; e o engraçado, é que ele é exatamente como eu, e os contos de fada, esperariam que um homem fosse.
Às vezes dá aquele engasgo na garganta, querendo falar as coisas certas, pra ele ficar, nunca ir.
E se ele se for e eu nunca mais encontrar alguém assim?
No começo, confesso, era novo, nunca gostei de ninguém atrás de mim, me enchendo de coisas fofas. Mas eu deixei passar, e realmente. Passou. Não é mais chato, idiota, quem virou idiota fui eu.
Apesar das minhas barreiras, meus dislikes com tipos de demonstrações afetivas, devo dizer que meu sentimento vem crescendo a cada dia. Sem nome ou denominação.
Ainda não encontrei uma palavra no dicionário que o defina bem. Mas te quero. Te gosto. Te preciso. Te espero. Te sei.
Não é medo de perder por achar que esse foi o melhor que eu consegui. Já vivi casos o bastante nessa vida que me deram experiência suficiente pra saber que nenhum era assim.
Hoje acho que descobri a diferença essencial.
Ele gosta de mim.

Comentários

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

The boy who tied the knots.

Cuide Bem do Seu Amor

All apologies and smiles, yours truly, ugly valentine