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Into You Like a Train

É como se tudo voltasse [repeat] Oh, sim, existe um fardo dentro de mim, algo que me deixou em choque e agora eu não sei se eu consigo me recuperar... Fico lembrando dos passeios no sol, na chuva, os beijos lascivos atrás da porta e os abraços seguros no meio da violência. Tem uma coisa que não é minha dentro de mim e eu não sei mais o que fazer pra tirar isso de dentro de mim, e eu me pergunto se alguém me ajudaria, mas não há quem fique ao meu lado por muito tempo, não atraio pessoas por muito tempo, se elas mexem comigo o dano interno é maior. Isso me consome e me faz ficar pior e eu queria que houvesse algum outro jeito de me separar disso que mora mais em mim do que tudo e tenho medo de não me adaptar caso fique sem. Mas me consome, me destrói; como um vício em qualquer coisa frívola... Mas eu sucumbo à tudo e deixo ficar aqui dentro por mais um tempo. Porque não sei se depois de tirar vou poder sair andando na rua como se nada tivesse acontecido, não espero uma recuperaçã...

Ego e identidade fictícia

Em termos psicológicos, as leis da materialização dão surgimento ao ego. O ego é uma identidade fictícia com um senso de medo, vulnerabilidade e uma necessidade de se proteger e se defender. O momento da personalidade/ego se identifica com qualquer estrutura de pensamento, ele busca manter esta identidade assim como uma pedra busca manter-se pedra. A fim de manter sua identidade com a estrutura de pensamento escolhida, este imediatamente começa a definir sua identificação em relação às identificações dos outros egos. Assim, ele começa a produzir incontáveis sistemas de julgamento para dar suporte a tais identidades fictícias. Na medida em que a personalidade continua com suas definições, ela se esquece de sua verdadeira natureza e começa a viver no receio de perder sua identidade fictícia que ela na verdade nunca teve. (...) A realidade, tal como a personalidade a percebe desde as limitações auto-impostas do holograma de base nos cinco sentidos, é meramente um ponto de vista. "O ...

31-10

Feliz Halloween!

Às vezes...

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Às vezes eu falo demais, você deveria me interromper. Reclamou. Ponderou. Você se sente incomodada de ter me contado espontaneamente? Talvez seja isso. Incomodou-se. Por quê? Você acha que eu vou te julgar? Supôs. O problema não é o teu julgamento, mas o meu próprio. Eu julgo minhas próprias ações, antes mesmo dos outros. É isso que me sufoca. Notou. Tá vendo? Estou fazendo de novo e você não me interrompeu. Zangou-se. Por que eu interromperia se é justamente isso que eu quero? E você sabe disso. Defendeu-se. Você é um egoísta. Pronunciou. Você, sádica. Significou. Ignorou. Nem deveria estar falando contigo. Mas você não consegue, né? Esperançou-se. Não, porque você é meu amigo. Doeu. Amigo mesmo, que eu conto sem me preocupar. Apesar de a consciência pesar um pouco em certas ocasiões... (Photo: "I wish i were like you..." by TrixyPixie from DeviantArt)

Outubro

Era alva, quase avessa ao sol, a pele dela. Também não gostava de tomar sol. Tinha os olhos doces e profundos, do tipo que quando você olha dentro deles, a única resposta que obtém é: você não tem ideia do que eu tive que passar, você nunca vai me conhecer inteiramente. Ela tinha uns gostos estranhos pra sua época, pra sua idade, ela era muito irônica, mas poucos sentiam a sutileza das suas ironias. Sentada na cadeira ela desenhava letras, flores, estrelas, o que viesse na cabeça. Preferia tudo no mundo do que estar ali naquela hora. Não sabia se falava com ele, se o procurava. Não sabia se aquilo era o que ela realmente queria. Se era o que todo mundo superestimava ou subestimava ou nenhum dos dois. Compenetrada, fechava o lábio um contra o outro de leve e franzia a testa sem entender porque não conseguia desviar sua mente daquilo naquele dia, já fazia algum tempo desde o fim. Estava caminhando em um shopping e haviam muitos jovens em volta, vestidos de preto, com cabelos esp...

Plano A: fail.

Não resta mais nada a ser feito. Está na hora de um plano B.

Gum!

Querido C. Eu estou com uma dor de cabeça enorme e o José Cuervo, meu novo melhor amigo, me aconselhou a pelo menos escrever pra você como eu estou me sentindo. E a verdade é que eu sentei aqui, no balcão desse bar pra te dizer que eu me sinto usada, mas eu acho melhor não, soa muito clichê, não é? Vim aqui te falar com uma nova abordagem do que eu estou sentindo, acho que você é como um chiclete. Você disse que me amava, que eu era tudo etc, e eu não acredito que eu não escutei minha mãe quando ela me disse que homens não prestam, porque eu acreditei mesmo que você pensava tudo isso, que você não queria me magoar, mas o que te torna um chiclete não é isso. E também não é porque você é gostoso, ou doce ou apetitoso, porque dessas qualidades, só uma você tem, mas eu não te conto qual é. E sim porque você foi grudento, pegajoso e mais do que tudo: você perde o gosto muito rápido. Eu pensei que você fosse um daqueles que teriam gosto de tudo pra sempre e você perdeu o gosto com a mes...